PRO MATRE DISCRIMINA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Em réplica
Osasco - SP
01/11/2014 às 11:40
ID: 10582765
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesMaternidade Pro Matre discrimina pacientes com deficiência.
Ontem, dia 31.10 estive com meu marido para conhecer a Maternidade Pro Matre, afinal estamos esperando nosso primeiro bebe. Meu marido, infelizmente, sofre de esclerose lateral amiotrófica, doença que lhe impõe uma série de dificuldades, em especial dificuldades motoras. Ao chegarmos na Maternidade para a visita agendada com quinze dias de antecedência, depois de enfrentarmos o trânsito da região da Av. Paulista numa sexta-feira, fomos atendidos primeiro por uma jovem, que sugeriu que eu conhecesse a maternidade sozinha e que meu marido me aguardasse numa salinha, afinal ele tinha dificuldade para andar. Não aceitei e disse que iria embora, afinal, o que eles vão dizer quando nosso bebê for nascer, vão pedir para ele me aguardar em casa? Diante da minha indignação, disseram que não, que poderíamos conhecer a maternidade juntos. Qual não foi minha surpresa, chegou uma outra funcionária e disse que iriamos fazer um tour virtual já que meu marido era deficiente. Haviam outros casais aguardando e perguntei se os outros não veria o tour virtual conosco, ela disse que não. Então percebi, na verdade, nos separaram dos demais casais. A nós, devido a deficiência do meu marido se dispuseram a mostrar o site da maternidade (para ver o site da maternidade, o faríamos de casa, não teríamos agendado a visita e nos deslocado até lá, apesar de toda a dificuldade que isso as vezes nos representa), os demais casais seguiram com a visita pela maternidade. Retornei à diretoria da maternidade para reclamar da discriminação que sofremos, infelizmente já estava fechada e pude constatar os demais casais conhecendo as dependências da maternidade.
De uma coisa nos serviu essa experiência, ainda não confirmamos onde teremos nosso filho, provavelmente será do Albert Einstein, lugar que sempre nos atendeu bem, mas uma coisa é certa, meu filho não nascerá em um lugar que age com tamanha discriminação. Peço, gentilmente, às pessoas que lutam pela causa dos deficientes (Mara Mara Gabrilli), que ajudem a divulgar essa notícia para que fatos como esse, um dia, deixem de acontecer.
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Resposta da empresa
06/11/2014 às 10:04
Prezada Sra. Daniela,
A Pro Matre Paulista esclarece que em momento algum houve a intenção de ofender o Sr. Antonio durante visita monitorada (consiste em apresentar vídeo institucional, folder da maternidade, esclarecimentos de dúvidas e tour nas dependências da maternidade). Pelo contrário, no dia 31/10, quando a senhora solicitou que a maternidade disponibilizasse uma cadeira de rodas para o seu esposo realizar o tour pela maternidade, imediatamente foi providenciado.
Contudo, para maior segurança e comodidade do Sr. Antonio e da senhora, de forma excepcional foi oferecido a opção de tour virtual, que foi aceita prontamente. Iniciado o tour e esclarecimentos, a senhora informou que quando de sua internação necessitaria de uma cama para o seu esposo, sendo esclarecido que disponibilizamos de um confortável sofá cama, mas também, que seria permitido ao casal trazer pertences que pudessem proporcionar maior conforto ao Sr. Antonio, ocasião em que a senhora manifestou o desejo de ir embora informando que a maternidade não estava atendendo suas necessidades.
Cabe ainda esclarecer, que não houve separação de casais como mencionado, pois os casais que estavam acomodados ao lado da sala de visita e os que chegavam enquanto a senhora saía, pertenciam ao horário da próxima visita monitorada, os quais da mesma forma, realizaram o tour virtual para conhecer acomodação, pois neste dia não havia apartamentos disponíveis para apresentação.
A Pro Matre Paulista lamenta pelo ocorrido e informa que tem como um de seus principais objetivos o tratamento igualitário de todos os seus pacientes e familiares e ressalta que não é adepta a nenhuma forma de preconceito.
Permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
Pro Matre Paulista
Rua São Carlos do Pinhal, *******
Bela Vista – São Paulo/SP
Réplica do consumidor
07/11/2014 às 09:08
Bem, vamos à verdade dos fatos:
De fato, depois de muito insistir vocês colocaram uma cadeira de rodas no corredor. É fato também que entre colocar uma cadeira de rodas no corredor e disponibilizá-la há uma grande diferença. A mesma garota que colocou a cadeira de rodas no corredor , pediu que eu fizesse a visita sozinha e que meu marido aguardasse na sala de espera, afinal ele tinha dificuldade para andar. Além do mais, se a cadeira lá colocada realmente fosse para utilização pelo meu marido, porque eu teria que fazer a visita sozinha, porque não nos permitiram visitar a maternidade?
Fácil a resposta, porque não queriam um deficiente circulando pelas dependências da tão renomada maternidade.
Ressalte que ambientes hospitalares são, ou deveriam ser adaptados para a circulação de cadeiras de rodas, ou de pessoas com as mais variadas dificuldades de locomoção.
Não aceitamos o tour virtual como vocês dizem em sua resposta acima, tanto que o interrompemos e saímos da sala.
Quanto a dizer que os demais casais também fizeram a visita virtual, esta é outra mentira de vocês.
Vocês alegaram que não haviam quartos vagos para conhecer. Até ai tudo ok, mas e as outras dependências : berçário, internação, espaço família, etc?. A todos os outros casais o restante da maternidade foi mostrado, apenas para mim e para meu marido, devido a sua deficiência, a visita se limitaria a conhecer o site da maternidade. Tanto é assim que quando retornei para reclamar encontrei com outros casais conhecendo as demais dependências da maternidade e a supervisora do setor me confirmou que, de fato, as demais dependências seriam mostradas a todos os outros casais. Só a mim e a meu marido é que não. Se isso não é discriminação, que nome vocês dão?
Vocês falam que pensaram no nosso conforto, mas em nenhum momento perguntaram o que era melhor para nós. Meu marido sofre de esclerose lateral amiotrófica, uma doença neurodegenerativa grave. Vocês realmente acham que se ele não quisesse conhecer a maternidade teria se deslocado até lá? Vocês realmente acreditam que com toda a dificuldade dele para se locomover ele foi até lá para ver um site, algo que ele poderia fazer de casa e com maior conforto, afinal, ficar sentado em uma cadeira não ergonômica por uma hora é mais desconfortável a ele do que tentar se locomover, apesar de suas dificuldades.
Tanto a atitude foi discriminatória que em nenhum momento vocês se dispuseram a tentar amenizar o desconforto criado. Não entraram em contato, não se ofereceram para uma nova visita. O comportamento de vocês só deixa claro que não lhes agrada um deficiente circulando nas dependências deste hospital. Se, por infelicidade, um deficiente for ter seu filho em sua maternidade, que seja numa salinha escondida, isolada dos demais casais..... Lamentável. Isso é discriminação sim, isso é ofensa a direitos fundamentais, isso é desrespeito.
Réplica da empresa
12/11/2014 às 10:18
Resposta a Sra. Daniela,
O setor de hospitalidade tentou contato telefônico com a senhora Daniela por algumas vezes através dos números informados, inclusive, deixando recado em sua caixa postal, porém não obteve sucesso.
Gostaríamos de confirmar novamente os seus dados para um novo contato telefônico. Caso prefira, nos colocamos à disposição de segunda à sexta-feira, das 8h00 às 20h00 e aos sábados das 8h00 às 12h00, no telefone*******.
No mais, esclarecemos que a Pro Matre repudia qualquer forma de discriminação e prioriza o tratamento igualitário aos seus pacientes e acompanhantes.
A Pro Matre reafirma seu compromisso em bem atender os seus pacientes e familiares e pede desculpas por qualquer mau entendido que possa ter sido causado, pois a missão desta maternidade é prestar serviços de saúde com o compromisso da ética, respeito e profissionalismo a todos sem qualquer distinção.
Permanecemos à disposição para agendamento de uma nova visita.
Atenciosamente,
Pro Matre Paulista
Rua São Carlos do Pinhal nº *******
Bela Vista - São Paulo/SP
Réplica do consumidor
23/11/2014 às 22:54
A afirmação de que tentaram entrar em contato é outra mentira. Nunca ligaram. Tinham meus telefones, meu e-mail. NUNCA entraram em contato o que apenas reforça a ideia de que não nos querem lá, ou melhor, não querem lá meu marido com sua deficiência.