Olá,
Embora esteja recorrendo a este site, quero registrar que o caso está no Procon, que agendou uma audiência para março.
No dia 12 de dezembro, por volta de 1h30, estava indo para o aeroporto de Manaus em minha moto Kansas Dafra 150 cc quando o chassi da moto partiu ao meio. Isso mesmo: partiu ao meio. O motor da moto foi ao chão e eu, que trafegava a cerca de 70 km/h, consegui escapar porque os fios elétricos da moto impediram que ela se desmanchasse na rua e me levasse à morte. A moto tinha 1 ano e um mês de uso e 19,5 mil km rodados.
A moto foi levada para a oficina da Dafra, Parintins Motos, hoje chamada de Atração Motos. O mecânico do local falou: esse é o terceiro caso esse ano. Ele disse informalmente. O gerente, identificado como Vanderlei, se prontificou a concertar e tudo. A moto foi devolvida com um chassi supostamente novo, mas a moto estava bastante desalinhada, com várias peças e acessórios que quebraram no acidente sem terem sido substituídas.
A moto é do meu cunhado, Amaike Keric, que emprestou-me a moto no dia 12 de dezembro para despedir-me de minha mãe, que viajava naquela hora para Fortaleza. Não consegui vê-la porque quase morri com a quebra de um chassi fino, sem qualidade, desta moto que possui diversos defeitos e falhas de composição.
A moto foi entregue pela oficina em 42 dias, 12 dias de atraso e a empresa sequer entrou com contato para justificar o atraso. Naquele dia, precisava resolver problemas do meu carro no Detran e estava com pressa, por isso, quando o oficina entregou-me a moto, não pude devolvê-la no mesmo dia - era uma sexta-feira - para reclamar das falhas que havia encontrado. Assinei documento de entrega e tudo, porém, no documento, não havia lista de peças substituídas, apenas o relato da entrega da moto, só isso. Porém, na segunda-feira, cedo , deixei a moto no local novamente.
Meu inferno começou no dia 12 de dezembro, mas, ao que parece, estou indo mais fundo nele. O sr. Vanderlei, que vem nos atendendo de forma humilhante, se recusou a fazer a troca das peças que quebrarm no acidente e a alinhar a moto do jeito que ela estava antes do sinistro, e ainda alegou que esta moto se envolveu em um acidente. Esta moto JAMAIS foi envolvida em acidente de trânsito.
Resultado: a moto continua na oficina desde dezembro, e meu cunhado, Amaike, está sem veículo para se locomover. Ele possui dois empregos e precisa de agilidade no transporte para evitar atrasos nos dois ofícios. Estou dando meu sangue para ajudá-lo, afinal, estava na moto quando ocorreu o acidente. Eu ou ele poderia ter morrido neste acidente. O lado bom é que Deus nos deu proteção e o lado péssimo é que agora não temos direito de ter nossa moto recuperada de volta. É só o que queremos, o mais rápido possível.
Carlos Eduardo Matos
Manaus - AM