
A alta da inflação também alterou a intenção de compra de bens duráveis para os próximos três meses. Pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA) e da Felisoni & Associados mostra que, em São Paulo, 61,2% dos consumidores pretendem comprar um bem durável entre julho e setembro deste ano.
No segundo trimestre de 2008, o índice era de 63,2%.
O consumidor também pretende gastar menos com os itens comprados, entre eles produtos de informática, cine e foto e telefones celulares. Para a economista Patrícia Vance, coordenadora de pesquisas da Felisoni & Associados, a alta da inflação, principalmente dos preços dos alimentos, está levando o consumidor a reorganizar o orçamento. "As classes mais baixas são as primeiras a serem afetadas pela alta dos alimentos. E isso faz com que elas restrinjam outras compras."
Além disso, a subida dos juros - a principal estratégia do governo para combater a inflação - afeta diretamente o parcelamento de compras. "O acesso da grande massa aos bens de consumo é feito pelo crédito", lembra Patrícia.
O bancário Rodrigo Souza, de 24 anos, é um dos afetados. De olho em um novo aparelho de TV, ele adiou a compra. "Minhas despesas aumentaram e tive medo de assumir novas dívidas", diz. "Agora vou esperar a chegada do 13º salário para pagar à vista." As informações são do Jornal da Tarde/Seu Bolso
| » Voltar |
| » comente está notícia | » leia todos os comentários (0) |
| » Voltar |
