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Possibilidade de financiar compra do carro em até 90 meses pode terminar

Fonte: Infomoney
Reclame Aqui 21-07-2008
Para o presidente da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo), George Assad Chahade, os prazos devem ser reduzidos tanto na comercialização dos automóveis usados como na dos novos.

"Os prazos devem se encolher pelo processo inflacionário e pelo comprometimento da renda por longo período de quem já comprou o carro", avalia.

No caso dos veículos zero quilômetro, que chegaram a ser financiados em 90 meses, Chahade considera que era óbvio que o prazo iria ter de cair, já que está muito longo e compromete a renda da pessoa por muito tempo.

Garantias para empréstimo
Por outro lado, o consultor de mercado da Molicar, Vitor Meizikas Filho, considera que os prazos ainda devem continuar elevados, acima de 36 meses. "Existe a inflação, mas ainda é interessante manter o prazo longo", considera.

Meizikas acredita que os prazos só iriam diminuir, caso o consumidor fizesse uma poupança para aumentar o valor de entrada e dividir o restante a ser pago em uma quantidade menor de parcelas. Mas ele também acha isso difícil de acontecer, já que poupar não é uma característica do comportamento do brasileiro.

Já para a concessão de créditos, o consultor afirma que os bancos estão acompanhando mais a inadimplência e devem exigir mais garantias.

Porém, ele alerta para o fato de que a economia não está mais tão estável quanto no ano passado. "Antes de fazer um financiamento, é bom ficar atento ao assinar uma dívida e ficar de olho nos preços dos insumos e alimentos que podem afetar o bolso", alerta.

Alteração nas vendas
A exemplo dos financiamentos, Meizikas acredita que, apesar dos juros mais altos e da inflação, as vendas deverão continuar em alta, com prazos altos, para que a parcela caiba no bolso do consumidor.

Porém, o presidente da Assovesp não compartilha da mesma opinião, afirmando que as vendas de carros irão encolher pouco a pouco. "Mas ainda espero crescimento até o fim do ano, de 8% a 12%", ressalta.

Para Chahade, além do tempo menor de financiamento, a política de crédito mais reduzida e os juros mais altos irão afetar negativamente o mercado.

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