
Descobrir dados sigilosos e invadir redes deixou de ser uma atividade praticada em busca de conhecimento, como os crackers do período “romântico”, ou reconhecimento e fama para os mais modernos.
Hoje, os bandidos virtuais transformaram o crime em “organizações” estruturadas. O processo é dividido entre vários “funcionários”, dispostos em cargos distintos, e a atribuição de funções pode ser comparada àquela praticada por uma outra irmandade de criminosos famosa: a máfia.
A comercialização dos dados se tornou um excelente negocio, diz o site The Inquirer e, ao contrario do que se pensa, há sempre uma certa demanda: clientes dispostos apagar por informações roubadas.
Pesquisa
Uma pesquisa realizada pela americana Finjan aponta os caminhos percorridos pela evolução da pratica. As informações divulgadas são baseadas em dados obtidos pelo Centro de Pesquisa de Código Malicioso da companhia.
Segundo o site Ars Technica, a principio apenas informações sobre as vulnerabilidades dos sistemas eram comercializadas na rede. O negocio evoluiu então para a venda de kits de invasão de sites, contendo ferramentas mais poderosas e novas brechas de sistema. Algumas ferramentas seriam capazes até de se adaptar às características de rede ou idioma do país da vítima.
Banco de dados
Recentemente a atividade se voltou ao estabelecimento de um banco de dados roubados, que pode ser acessado quando houver demanda por uma certa informação. Assim, a comercialização das informações se tornou uma organização completa, com indivíduos assumindo posições distintas e desenvolvendo apenas uma parte da ação total.
Ataques específicos a instituições e um excelente gerenciamento do conteúdo obtido são a chave para o desenvolvimento desses grupos, obviamente fomentados pelas brechas de segurança da Interne.
A hierarquia do cibercrime é definida pela pesquisa como formada por um chefe, que não comete o crime em si, seguido de um sub-chefe que administra a operação. Em seguida vê os “gerentes de campanha” que lideram os ataques a partir de sua “rede de afiliados”. O produto é então comercializado por revendedores, que em sua maiorira desconhecem o processo completo.
O valor do dado obtido também varia. Números de cartão de credito são vendidos a preços baixos, enquanto que dados de planos de saúde, logins empresariais, e-mails e FTP são mais caros.
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