Propaganda enganosa e omissão de informações sobre o programa J1

Não resolvido
Anápolis - GO
21/06/2025 às 04:36
ID: 220173163
Chef Sem Fronteira" realmente existe, mas é uma agenciadora que atua em parceria com a (*****), a principal empresa responsável pelo programa J1, entre outros.
O Chef Sem Fronteira faz uma propaganda intensa sobre qualidade de vida e até mesmo sobre diferenças políticas entre EUA e Brasil. Tudo isso existe, mas eles não te contam que:
A escala de trabalho oferecida pelos hotéis depende da demanda se não houver público, não há turnos.
Não mencionam os aluguéis caríssimos, que você terá que dividir com 5 a 10 pessoas no "jeitinho brasileiro" para sobreviver.
O investimento alto não compensa para quem quer viver honestamente, pois a remuneração varia conforme a temporada. A maioria dos brasileiros acaba pegando dois empregos para se manter.
Se depender apenas da escala do J1, você estará trocando um investimento alto por migalhas. Eles sempre dizem que "em uma semana de trabalho você compra um iPhone" o que é óbvio, mas omitem que:
O plano de saúde de US$ 250/mês é cobrado logo na primeira semana, antes mesmo de você receber (nos EUA, o pagamento é por dia trabalhado).
O sacrifício pode valer a pena se você for resiliente, mas vender isso como uma "mudança de vida" ou "sonho americano" é mentira. A experiência cultural e a troca de informações são válidas, mas não caia na ilusão. A maioria dos brasileiros que vai:
Não volta, ficando na ilegalidade;
Acaba se endividando ou dependendo de empréstimos;
Alguns se apaixonam ou casam, mas isso não garante estabilidade.
Meu alerta: Não acredite em redes sociais nem em relatos superficiais de quem participou do programa. Os comentários são rasos, e a perspectiva de cada um é diferente. Dizer que é uma oportunidade transformadora é enganação.
Se quiser tentar, procure diretamente a (*****). Fuja do Chef Sem Fronteira.
Compartilhe
Resposta da empresa
27/06/2025 às 18:55
Prezador Arthur,
Nos surpreende muito o seu relato nesta plataforma, a sua viagem somente foi possível porque nós da Chefs e Hoteleiros Sem Fronteiras conseguimos convencer 3 hotéis americanos a aceitar candidatos para o nosso antigo programa de Inglês básico, somente por causa disto você foi contrato.
Considerando seu currículo até o momento da viagem, trabalhar na maior rede hoteleira do mundo nos Estados Unidos com certeza traz um peso positivo.
O visto J1 tem o prazo de 12 meses + 1 mês de grace period(férias), você ficou apenas ******* dias, retornando em 5 de julho de *******, quase um ano atras. Se a experiência estivesse sendo tão ruim, você teria voltado antes para o Brasil. Inclusive no seu relatório obrigatório ao término do primeiro semestre você escreveu Im having a great program and perfect kitchen training! Que se traduz para o português: Eu estou tendo um ótimo programa e um treinamento perfeito na cozinha (do hotel)!
Conversamos com o RH da rede hoteleira que você trabalhou e solicitamos os seus números de horas trabalhadas por semana (Média de 41,16h) x remuneração para melhor entender o motivo de tal reclamação infundada. Antes de entrar nos detalhes numéricos para os leitores desta página, vamos responder suas outras acusações.
Em nossa página do Instagram é possível encontrar facilmente participantes que estão atualmente nos Estados Unidos e confirmar com eles que a experiência para centenas de candidatos é considerada uma das melhores que já viveram até o momento. É um ano de muito aprendizado e amadurecimento devido ao fato de estar em outro país com uma cultura diferente. Existem dificuldades? Com certeza, a vida de um profissional adulto tem seus desafios a serem superados, e isto faz parte do crescimento profissional e pessoal. Ninguém volta igual de uma experiência destas, com certeza volta mais forte, experiente e maduro, pelo menos é o que acreditamos e desejamos.
Em relação aos U$*******, você poderia ter pago o seguro saúde emergencial e remanescente dos custos documentais antes da sua viagem, desta forma você não teria esta despesa enquanto estivesse fazendo seu intercâmbio profissional remunerado nos EUA. Por que não adotou esta estratégia? Tudo estava especificado no contrato onde você afirmou que leu.
Novamente foi a Chefs e Hoteleiros Sem Fronteiras que encontrou a Trainee Experience para fazer o parcelamento do programa para os candidatos brasileiros e latino americanos. Entendemos que é difícil pagar despesas em dólares ganhando um salário em reais, então com este financiamento é possível pagar a maior parte do custo do programa com o próprio salário. Solução excelente para a maioria dos nossos participantes.
No período do contrato(12 meses) não é prometido que você terá o sonho americano de comprar uma casa com uma cerca branca e um carro novo na garagem. Não há tempo hábil para isto, o visto é de apenas 1 ano. Os brasileiros não estão na lista dos intercambistas que mais ficam de forma ilegal no país, então dizer que a maioria fica de forma ilegal é inverídico. Inclusive centenas de candidatos repetem o programa, e se repetem, é porque valeu a pena.
É de conhecimento comum que existe alta e baixa temporada em qualquer cidade do mundo, um profissional da área gastronômica sabe muito bem disto. Nas férias muitas pessoas viajam tornando assim baixa temporada em um local e alta temporada em outro.
Entre a semana do Natal e ano novo por exemplo, você trabalhou 60 horas na semana, na anterior 44, posterior 55.
Mas a sua média semanal durante o contrato foi de 41,16 horas por semana.
Considerando horas extras, período de folga pago e o valor da hora que divulgamos publicamente , pode-se afirmar que um profissional da cozinha que trabalha/trabalhou no seu hotel, ganha/ganhou de remuneração anual o valor bruto aproximado de U$ 37.*******(aprox. R$ *******.*******,00), mensal U$ 3.*******,00 (aprox. R$ 17.*******). Com este valor de remuneração, ter que se endividar, morar com 5 a 10 pessoas em um único apartamento, mostra uma matemática longe da realidade.
Morar com roommates/colegas de apartamento é comum na sociedade americana, vemos isto em diversos seriados na televisão. Através do aplicativo Zillow consegue-se verificar que o aluguel de um apartamento 2 quartos varia de U$ ******* por mês a U$*******(caso queira morar em uma cobertura no bairro nobre da cidade).
Mas vamos considerar a média que a maioria paga que é U$******* por um quarto individual. A alimentação do dia a dia é feita no refeitório do hotel durante o expediente geralmente sem custo. Que temos imposto federal/estadual para recolher e isto reduza 12% do salário (U$*******), um plano de celular de U$ 30 mensais, parcela do remanescente do custo documental e seguro saúde obrigatório U$ *******, material de limpeza para a casa e compras no mercado U$ *******?, despesas com transporte diário dependendo da onde se mora (U$*******)?. (Muitos candidatos que moram na praia por exemplo vão trabalhar de bicicleta e não tem esta despesa)
Com isto, sobra um saldo mensal de U$ 1.*******, que equivale a aproximados R$ 6.*******,00.
Sobra isto do seu salário mensal aqui no Brasil após o pagamento das despesas básicas?
Acredito que estes números aproximados mencionados acima são familiares para você.
Um cozinheiro no Brasil ganha uma média de R$ 2.******* mensais, e depois disto precisa pagar as suas despesas de moradia e etc. É nítido que a qualidade de vida/poder de compra é superior nos Estados Unidos do que no Brasil, se não fosse, teríamos muito americanos trabalhando aqui no Brasil
Em relação a ter um segundo emprego onde você afirma que a maioria dos brasileiros tem (o que não acreditamos). Isto é considerado ilegal pois você tem o contrato de exclusividade com o hotel, com as regras do programa/governo, e é passível de cancelamento do visto e posterior registro no sistema do governo americano comprometendo futuros vistos. Gostaria de falar mais sobre isto?
Atenciosamente,
Equipe Chefs e Hoteleiros Sem Fronteiras
Réplica do consumidor
28/06/2025 às 12:00
Não há motivo para surpresa. Muitos participantes têm relatos semelhantes, mas a diferença é que eu tenho a coragem de falar abertamente, já que não dependo mais dos serviços de vocês. Existem outras formas de conseguir oportunidades sem passar por experiências como a que tive.
Vamos aos fatos:
Inglês Básico e Responsabilidade de Vocês
O programa foi pago. Portanto, não cabe a vocês minimizar o nível de inglês (básico ou intermediário) dos candidatos, pois são vocês quem oferecem e agenciam as vagas. Se houvesse exigência de fluência, deveria ser claro desde o início.
Processo Seletivo Floreado
Meu Chef no hotel nem olhou meu currículo ou vídeo de apresentação. Tudo foi conversado diretamente com ele, sem os critérios que vocês alegam ter. Vocês enfeitam o programa como algo "exclusivo", quando na realidade muitos hotéis contratam J1 de forma irregular (como o Ritz-Carlton fez após minha reprovação na entrevista oficial). O visto J1, como todos sabem, muitas vezes só serve para cruzar a fronteira depois, o trabalho é o mesmo dos ilegais.
Condições de Trabalho e Propaganda Enganosa
Salário e Horas: O valor pago e a carga horária não condiziam com a realidade. Só tive um mês de trabalho intenso (Mardi Gras). Depois, eram 3 a 5 dias de folga por semana, inviabilizando a renda prometida. Tenho todos os contracheques para comprovar.
Suporte Inexistente:
Prometeram alguém que falasse português para auxiliar no treinamento? Nunca apareceu.
Disseram que buscariam no aeroporto? Ninguém foi.
Aluguel "mais em conta"? Pagávamos *US$*******/mês + US$******* (energia/telefone) + US$******* (plano de saúde)*, além de alimentação e outros custos.
Cultura do Silêncio
A maioria dos J1 não reclama por medo de perder "futuras oportunidades" que vocês vendem como sonho. Em Nova Orleans, todos os J1 que conheci tinham 2 ou 3 empregos para sobreviver. Isso não é um "intercâmbio cultural", é exploração.
Conclusão:
Minha experiência com vocês foi péssima, e não vou me calar. Quem estiver pensando em participar do programa precisa saber a realidade: vendem um sonho que não existe. Tive trocas culturais? Sim. Aprendi algo novo no trabalho? Nada além do básico.
Se a Trainee Experience afirmou que o RH do hotel validou informações [Editado pelo Reclame Aqui], usarei isso judicialmente. Já coletei todas as provas.
Este relato fica aqui para que outros decidam com transparência algo que, infelizmente, vocês não oferecem.
Consideração final do consumidor
28/06/2025 às 12:03
É revoltante ver como algumas agências de intercâmbio tratam o programa J1 como um negócio predatório, priorizando apenas o lucro em vez do bem-estar e da experiência dos participantes. Essas empresas enchem os olhos de jovens com promessas de uma "experiência cultural inesquecível nos EUA", mas, na prática, vendem um pacote caríssimo e oferecem suporte mínimo.
Alguns problemas comuns dessas agências gananciosas incluem:
Custos Abusivos Cobram valores exorbitantes por processos que poderiam ser mais baratos, além de taxas escondidas que surgem no meio do caminho. Muitos estudantes já estão endividados antes mesmo de pisar nos EUA.
Empregos Precários Prometem vagas em resorts ou parques "dream jobs", mas muitos participantes acabam em subempregos com carga horária exaustiva, salários baixíssimos e condições desumanas. Alguns nem sequer conseguem trabalho e ficam abandonados.
Suporte Inexistente Quando surgem problemas (como exploração no trabalho, questões de moradia ou até emergências), a agência desaparece. O "representante local" muitas vezes só existe no papel.
Moradia Superfaturada Algumas agências forçam os intercambistas a ficar em acomodações caras e lotadas, tirando ainda mais dinheiro deles.
Desinformação Muitos jovens não são avisados sobre os desafios reais do visto J1 (como a proibição de trabalhar além do programa ou a dificuldade de viajar depois). Quando descobrem, já é tarde.
No final, o programa J1 pode ser uma experiência incrível, mas agências que só visam o dinheiro transformam esse sonho em um pesadelo. É preciso pesquisar muito, buscar relatos de ex-participantes e fugir de empresas que claramente enxergam os intercambistas como meros números no balanço financeiro.
Enquanto essas agências continuarem operando nessa lógica exploratória, o programa J1 vai ser cada vez mais questionado não por falha do sistema em si, mas pela ganância de quem deveria facilitar essa jornada.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0
Consideração final da empresa
04/07/2025 às 20:07
Prezado Arthur,
Solicitamos formalmente que nos envie os 53 comprovantes de pagamento acompanhados do respectivo relatório de horas trabalhadas durante o seu contrato anual. Para facilitar, é possível encaminhar apenas os dois formulários W-2 referentes ao período trabalhado, documento utilizado para a declaração de imposto de renda nos Estados Unidos e que demonstra os pagamentos recebidos. A partir desses valores, é possível verificar com precisão a quantidade de horas efetivamente trabalhadas.
Caso o setor de Recursos Humanos do hotel tenha nos encaminhado uma planilha em Excel com informações incorretas ou [Editado pelo Reclame Aqui], tal inconsistência será facilmente comprovada mediante o confronto com os seus documentos. Se o seu objetivo for, de fato, alertar ou ajudar e não utilizar uma plataforma pública para propagar informações inverídicas, o que pode caracterizar os [Editado pelo Reclame Aqui] de calúnia e difamação , o envio dos documentos que sustentam suas alegações é o procedimento correto a se adotar. Ressaltamos que, até o momento, possuímos somente as evidências fornecidas pela rede hoteleira.
Caso fique comprovado que a maior rede hoteleira do mundo prestou informações [Editado pelo Reclame Aqui] o que seria extremamente grave , tomaremos as medidas judiciais cabíveis nos Estados Unidos.
Seu contrato assinado previa um mínimo de 32 horas semanais. Entretanto, você afirma ter trabalhado apenas entre 3 a 5 dias por semana durante um ano inteiro. De acordo com o relatório recebido, conforme já mencionado anteriormente, a sua média semanal de horas trabalhadas foi de 41,16 horas, incluindo horas extras. Em apenas 5 semanas, dentre as 53 em que você esteve nos EUA, sua carga horária foi inferior ao mínimo exigido pela legislação (32 horas semanais). Essa redução pontual pode ter ocorrido por um dos seguintes motivos:
1.Solicitação de folgas por sua parte;
2.Afastamento por motivo de saúde;
3.Erro na elaboração da escala de trabalho pela gerência;
4.Ocorrência de emergências operacionais ou climáticas no hotel.
Reproduzimos novamente o comentário registrado por você no sistema do governo americano, após completar 6 meses de trabalho:
Im having a great program and perfect kitchen training!
(Em português: Estou tendo um ótimo programa e um treinamento perfeito na cozinha.)
Você poderia ter se limitado a uma observação neutra, como Meu trabalho aqui é ok. No entanto, fez questão de registrar que estava participando de um ótimo programa e recebendo um treinamento perfeito. Ademais, se estivesse de fato sendo explorado ou infeliz, teria solicitado o retorno ao Brasil antes do término do contrato o que torna suas alegações atuais contraditórias.
Ressaltamos que o programa envolve centenas de hotéis e milhares de participantes de diferentes nacionalidades. Por se tratar de um intercâmbio profissional, e não estudantil, como ocorre em universidades com ambientes controlados, é compreensível que nem todos os hotéis sejam perfeitos e nem todos os participantes estejam plenamente preparados ou sejam aptos para o programa. Casos de desligamento por furto, problemas disciplinares, inaptidão profissional ou dificuldades em lidar com adversidades ocorrem. Nesses casos, os participantes deveriam retornar ao Brasil e não são abandonados, como você sugere. Quando optam por permanecer nos Estados Unidos, fazem isso por escolha própria.
O suporte fornecido pelo programa destina-se a situações emergenciais não à gestão de preferências pessoais em relação à moradia. Os alojamentos oferecidos por resorts localizados em áreas remotas variam: podem conter quartos individuais ou compartilhados por até quatro pessoas, dependendo da disponibilidade no momento.
Ninguém é obrigado a residir nesses alojamentos, como você menciona; trata-se de uma opção, muitas vezes adotada por conveniência. A título de exemplo, citamos o alojamento no hotel parceiro localizado no Havaí, onde há quartos ocupados por quatro pessoas. Com base na média salarial dos participantes anteriores, que foi de US$ 4.*******,15, o custo mensal aproximado de US$ ******* com aluguel pode ser facilmente coberto. Caso o participante não se adapte, como adulto, ele tem total liberdade para deixar o alojamento e buscar um estúdio ou outro tipo de acomodação.
Ressaltamos também que a análise do seu currículo foi realizada pelo setor de Recursos Humanos do hotel, e não por seu superior imediato. Cada hotel possui um procedimento específico de seleção, e não cabe à nossa organização interferir nas decisões das empresas contratantes.
Além disso, você afirmou que muitos participantes não têm conhecimento de que não é permitido trabalhar fora do programa ou manter um segundo emprego. Contudo, essa é uma cláusula contratual expressa, devidamente informada no material de orientação. Inclusive, para melhor preparação dos intercambistas, é obrigatória a realização de uma prova antes do embarque, a qual contempla essa questão. Você realizou essa avaliação no dia 23/03/*******, com o auxílio do nosso manual de viagem.
Dessa forma, solicitamos que envie os formulários W-2 ou comprovantes equivalentes no prazo de 30 dias para o endereço eletrônico *******, a fim de que nossa equipe jurídica possa analisar os dados e confrontá-los com as informações fornecidas pela rede hoteleira americana. Com base nessa análise, as medidas judiciais cabíveis serão adotadas.
Atenciosamente,
Equipe Chefs & Hoteleiros Sem Fronteiras