******* Veículos- CUIDADO: Carro vendido como "nunca batido", mas cheio de vícios ocultos e gambiarras!

Em réplica
Florianópolis - SC
05/06/2026 às 11:56
ID: 250590199
Deixo aqui o meu relato não para pedir dinheiro de volta, pois já se passou mais de um ano e não quero o desgaste de um processo judicial, mas sim para ALERTAR qualquer pessoa que pense em comprar um carro na concessionária ******* Veículos, localizada no bairro Ipiranga (Barreiros).
Em fevereiro de *******, comprei com eles um Peugeot *******, ano *******. Durante a negociação, o vendedor me garantiu com todas as letras que o carro era original e que nunca havia sofrido nenhuma colisão. Notei um pó branco na grade do para-choque, mas me disseram que era apenas resíduo de polimento. Acreditei na palavra deles e não exigi vistoria cautelar na época. Esse foi o meu maior erro.
O pesadelo e as descobertas começaram aos poucos:
1. A primeira mentira (Troca de óleo):
Pouco tempo depois, ao colocar o carro no elevador para trocar o óleo, vi que a parte de baixo do para-choque dianteiro estava arranhada, quebrada e presa de forma amadora com grampos e arames. Ao reclamar com a ******* Veículos, me ofereceram apenas R$ *******,00 para o conserto. Pedi que me dessem o valor para eu arrumar no meu mecânico de confiança (pagando a diferença do meu bolso), pois não confiava no serviço da loja para fazerem mais uma "gambiarra". A negociação não avançou e acabei deixando para lá.
2. A segunda mentira (Lanterna traseira):
Após uns seis meses (já fora da garantia de motor e caixa), precisei trocar a luz de freio traseira do lado do passageiro. Para a minha surpresa, o profissional constatou que a lanterna não era original da Peugeot. Ou seja, o carro já havia sofrido uma batida na traseira e a peça foi substituída por uma paralela, provando que ele nunca foi "*******% original" como prometido.
3. A terceira e pior mentira (Acidente e laudo da seguradora):
Agora, em maio de *******, me envolvi em um acidente onde outro veículo cortou a minha preferencial, atingindo a frente do meu carro. Quando a seguradora foi fazer a vistoria para o conserto, os peritos descobriram o absurdo que estava escondido: o para-choque dianteiro já havia sido colado anteriormente e estava amarrado com arames por dentro. Pior ainda, encontraram parafusos colocados por dentro e presos diretamente no farol do carro para segurar o para-choque no lugar! Uma prova irrefutável de que o carro já havia sofrido uma colisão frontal severa antes de me venderem.
Nada disso me foi informado no momento da compra. Tudo foi friamente escondido e mascarado para que o carro parecesse "inteiro".
Meu aviso a todos os consumidores:
Não comprem na ******* Veículos confiando na palavra dos vendedores. Se forem comprar qualquer veículo com eles, EXIJAM um laudo pericial (vistoria cautelar) feito por uma empresa terceirizada da SUA confiança, que não tenha nenhuma ligação com a loja. Não cometam o mesmo erro que eu. A falta de transparência e a venda de carros com gambiarras estruturais escondidas é um desrespeito total com o consumidor. Fica o alerta!
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Resposta da empresa
05/06/2026 às 13:15
Prezado, Boa tarde!
A 101 Veículos preza pela transparência em todas as suas negociações. Ressaltamos que a venda de veículos usados sempre é realizada com total clareza sobre o histórico e o estado de conservação de cada unidade no momento da entrega.
É de conhecimento do mercado que a compra de um veículo seminovo exige, por parte do adquirente, a verificação cautelar prévia, prática que nossa empresa sempre incentiva e faculta aos nossos clientes. Na ocasião da venda do referido Peugeot 208, em fevereiro de 2025, o veículo foi disponibilizado para análise, tendo o comprador plena ciência de que se tratava de um bem usado, adquirido no estado em que se encontrava, com todas as suas características expostas para conferência.
Lamentamos que, após mais de um ano de uso, o senhor relate desconforto com o histórico do automóvel e não os mencionaram no período da garantia. Todavia, a empresa reafirma que agiu com total transparência durante todo o processo de negociação e entrega.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos através dos nossos canais oficiais.
Réplica do consumidor
07/06/2026 às 17:27
A resposta padrão de vocês apenas confirma o motivo principal do meu alerta aos outros consumidores: a total falta de responsabilização e a tentativa de transferir a culpa para o cliente.
A empresa fala em 'transparência', mas a atitude do vendedor foi exatamente a oposta: ele foi [Editado pelo Reclame Aqui]. Ele me fez confiar, garantindo com todas as letras que o veículo nunca havia batido. Uma reparação estrutural feita com grampos, arames e parafusos perfurados diretamente no farol, totalmente escondida por baixo do para-choque, é a definição exata de vício oculto. Isso nunca foi uma 'característica exposta para conferência'. Foi uma avaria grave mascarada para fechar a venda.
Sobre a alegação de que não reclamei no período de garantia, isso é outra inverdade. Eu comuniquei o problema do para-choque logo nos primeiros meses, assim que ergui o carro para trocar o óleo e vi a gambiarra. A 'solução' de vocês foi pedir para eu deixar o carro na loja por dias para consertarem. Como dependo do veículo para trabalhar no dia a dia, deixar o carro parado lá por três dias ou uma semana inteira seria um prejuízo financeiro enorme para mim. Fui eu quem perguntei qual seria o custo (me informaram R$ 300,00) e sugeri que me repassassem esse valor para eu mesmo arrumar na minha oficina de confiança, evitando parar de trabalhar. A negociação não avançou por parte de vocês.
Sobre a vistoria cautelar, vocês têm razão em um único ponto: o meu grande erro foi ter confiado na palavra e na 'transparência' do vendedor da 101 Veículos. Confiei e fui enganado. Por isso, repito o meu aviso a quem ler isto: não confiem na palavra desta loja, paguem uma vistoria independente!
Tratando-se de vício oculto (como a colisão frontal e a troca da lanterna traseira que só foram confirmadas de forma irrefutável agora pelo laudo da seguradora), o prazo legal para reclamação se inicia no momento em que o defeito é descoberto.
Não estou aqui para pedir esmolas ou perder meu tempo com negociações infrutíferas. A minha reclamação se mantém aberta como um ALERTA PÚBLICO sobre a mentira no momento da venda e o desrespeito com o consumidor."