Insatisfação e pedido de destituição da atual gestão condominial do condomínio Metrocasa Casa Verde

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São Paulo - SP

18/07/2026 às 17:02

ID: 254256431

Prezados,

Venho, por meio deste relato, expor os acontecimentos relacionados à gestão do condomínio Metrocasa Casa Verde sob a administração do síndico profissional Márcio Rocha, representante da empresa Atypical.

O empreendimento foi entregue com aproximadamente seis meses de atraso em relação ao prazo contratual. Durante esse período, o Sr. Márcio Rocha se apresentava como proprietário de uma unidade e integrante da equipe de acompanhamento das obras, mantendo os futuros moradores informados sobre o andamento do empreendimento.

Aproveitando essa proximidade com os condôminos, informou que concorreria ao cargo de síndico, alegando possuir conhecimento técnico por atuar como síndico profissional, além de ser proprietário de uma unidade no condomínio.

No momento da entrega, o prédio apresentava diversas irregularidades, inclusive com áreas comuns interditadas e sem condições de uso. Segundo o próprio síndico, houve pressão para que os moradores recebessem as unidades antes da conclusão efetiva das obras, sob o argumento de que isso facilitaria a cobrança da construtora. Na prática, os condôminos receberam um empreendimento inacabado.

Durante a campanha para síndico, o Sr. Márcio afirmou que pretendia residir no condomínio, o que nunca aconteceu.

Após assumir a gestão, demonstrou postura excessivamente complacente com a construtora, apesar das inúmeras falhas apresentadas. Os moradores constantemente solicitavam providências e cobranças mais firmes, porém o síndico frequentemente justificava que a construtora estava atendendo às solicitações ou apresentava motivos para minimizar os problemas, sem que os condôminos percebessem melhorias efetivas.

Desde o início da administração, o condomínio enfrenta problemas relacionados à limpeza, manutenção, gestão operacional, comunicação e conservação das áreas comuns.

Ao longo da gestão, houve pelo menos três momentos em que os moradores manifestaram formalmente sua insatisfação e cobraram melhorias. Em todas essas ocasiões, o síndico reconheceu que o condomínio apresentava falhas, pediu uma nova oportunidade e afirmou que resolveria os problemas. Entretanto, apesar das sucessivas chances concedidas, as melhorias nunca ocorreram de forma satisfatória.

Um dos principais motivos de insatisfação foi a contratação do sistema de câmeras de segurança pelo valor aproximado de R$ 105.000,00, quantia equivalente ao valor de uma unidade studio no próprio empreendimento.

Além disso, ocorreram alterações em áreas comuns sem aprovação pelo quórum necessário e a venda de equipamentos do condomínio sem a devida transparência quanto aos valores arrecadados e à destinação dos recursos. Na percepção dos moradores, tanto a construtora, como a administradora (BZK) e a empresa Atypical atuam de forma alinhada para validar decisões questionáveis dentro do condomínio.

A impressão recorrente é que qualquer atividade administrativa somente acontece após insistentes cobranças dos moradores. Há constante necessidade de fiscalização por parte dos condôminos para que demandas básicas sejam atendidas, e mesmo assim as soluções são lentas e, muitas vezes, ineficazes.

Após aproximadamente um ano da entrega do empreendimento, o condomínio continua apresentando problemas evidentes de gestão: áreas sujas, equipamentos quebrados, manutenções pendentes, ausência de melhorias perceptíveis e enxoval incompatível com os valores arrecadados.

Em determinado momento, foi informado que sequer seria possível realizar a pintura do salão de festas porque os recursos do caixa teriam sido utilizados como entrada para a instalação do novo portão, evidenciando limitações financeiras e levantando diversos questionamentos sobre a administração dos recursos.

Mesmo após o elevado investimento em câmeras de segurança, os moradores foram informados de que caberia a eles fiscalizar o comportamento dos vizinhos para aplicação de multas, uma vez que, segundo o síndico, essa não seria atribuição da administração, mas da empresa responsável pela portaria virtual.

Os processos administrativos são excessivamente lentos, sem demonstração de planejamento ou zelo pela conservação do patrimônio.

Passado mais de um ano da entrega do condomínio, ainda faltam itens básicos de enxoval, placas de sinalização, melhorias estruturais e diversas pendências junto à construtora permanecem sem cobrança efetiva.

Atualmente existem aproximadamente R$ 12.000,00 em cotas condominiais em aberto. Entretanto, segundo a gestão, a responsabilidade pela cobrança é integralmente delegada à administradora, sem acompanhamento efetivo por parte do síndico, o que impacta negativamente o fluxo de caixa do condomínio.

Também não houve transparência sobre a utilização dos recursos obtidos com a venda das máquinas do condomínio nem sobre os valores recebidos pelo retorno financeiro do mercadinho instalado nas dependências do prédio. Além disso, o funcionário responsável pela manutenção frequentemente não dispõe dos materiais e ferramentas necessários para executar suas atividades, demonstrando falta de acompanhamento da administração.

Quando os moradores iniciaram um movimento pela destituição do síndico, foi solicitada mais uma oportunidade. Na ocasião, sua esposa, Sra. Tainá, passou a atuar diretamente na administração do condomínio. Inicialmente houve maior movimentação, porém, com o tempo, a dinâmica permaneceu a mesma: as ações somente ocorrem após cobranças insistentes dos moradores.

A gestão é predominantemente reativa, sem planejamento preventivo. A sensação compartilhada por diversos condôminos é de que os problemas são constantemente adiados, fazendo com que a situação do condomínio se deteriore progressivamente.

A fiscalização da empresa de limpeza foi terceirizada, e os serviços relacionados às liberação da obras passaram a ser liberados pelo sogro do síndico, sem que fossem apresentadas aos moradores informações sobre sua qualificação técnica para exercer essa função, além de tentar eximir a responsabilidade legal da função de síndico.

Na percepção dos moradores, trata-se de uma gestão familiar que apresenta dificuldades para solucionar demandas básicas do condomínio, como fornecimento do enxoval, instalação de placas de sinalização, organização do mural de avisos, fiscalização da limpeza, gestão operacional e relacionamento com os condôminos, que muitas vezes relatam tratamento desrespeitoso ou irônico.

Em relação à limpeza, o síndico passou a atribuir os problemas exclusivamente à empresa contratada, alegando desconhecimento sobre a qualidade do serviço prestado e informando possuir uma nova empresa para indicar. Situação semelhante ocorreu anteriormente com a lavanderia, a portaria virtual e outros fornecedores. A impressão transmitida é que toda falha é atribuída às empresas terceirizadas, enquanto a ausência de fiscalização por parte da administração não é reconhecida.

Diante do elevado investimento realizado, especialmente no sistema de câmeras, somado às diversas falhas de gestão observadas ao longo do período, os moradores iniciaram procedimentos para contratação de auditoria e para a destituição do síndico.

É lamentável constatar o estado atual do condomínio. Problemas simples tornam-se demorados para serem resolvidos, as melhorias não acontecem na velocidade esperada e a administração transmite constante sensação de desorganização.

Diante de todos os fatos relatados, não recomendo os serviços de sindicância prestados pela empresa Atypical. Na minha avaliação, a gestão apresentou falhas recorrentes de planejamento, fiscalização, transparência e comunicação, comprometendo a qualidade de vida dos condôminos e gerando um ambiente de constantes conflitos, desgastes e insatisfação.

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Resposta da empresa

21/07/2026 às 09:54

Recebemos recentemente oito manifestações com conteúdo praticamente idêntico, publicadas por um grupo específico de moradores que atualmente defende a destituição da sindicância. Embora respeitemos o direito de todo condômino de expressar sua opinião e sua insatisfação, entendemos que esses relatos não representam, de forma equilibrada, a realidade da gestão.

Administrar um condomínio, especialmente um empreendimento recém-entregue e com diversas pendências construtivas, envolve desafios constantes. É natural que ocorram problemas operacionais, divergências de entendimento e insatisfações pontuais. O que diferencia uma gestão é a forma como essas questões são enfrentadas, sempre buscando soluções dentro das possibilidades técnicas, legais e financeiras do condomínio.

Lamentamos que tenha sido adotada uma estratégia de publicação de textos praticamente idênticos em diferentes perfis, com o objetivo de comprometer a reputação da empresa. Esse tipo de mobilização, embora permitida pela plataforma, dificulta que futuros leitores tenham acesso a uma visão ampla e equilibrada dos fatos, já que reproduz uma única narrativa como se representasse a opinião de toda a coletividade.

Reiteramos que todas as decisões relevantes da gestão foram tomadas dentro dos procedimentos condominiais, sempre sujeitas à fiscalização dos condôminos, do conselho e das assembleias. Eventuais divergências sobre prioridades administrativas, investimentos ou estratégias de condução fazem parte da dinâmica de qualquer condomínio e devem ser debatidas nos fóruns adequados.

Nossa equipe permanece integralmente à disposição para dialogar com todos os moradores, inclusive com aqueles que hoje discordam da administração. Acreditamos que o caminho para solucionar conflitos é o diálogo transparente, a apresentação de documentos, a prestação de contas e a construção de soluções conjuntas, e não a intensificação de disputas em plataformas públicas.

Continuaremos exercendo nossas atividades com responsabilidade, respeito aos condôminos e compromisso com a boa gestão, sempre abertos a ouvir críticas, esclarecer dúvidas e implementar melhorias quando necessárias.

Réplica do consumidor

21/07/2026 às 12:07

Inf[Editado pelo Reclame Aqui]mente, como sempre, a postura do profissional é essa, leva tudo para o pessoa e não realiza um bom trabalho no condomínio não recomendo nem para meus inimigos. Trabalho só anda mediante cobranças e a passos largos.

Consideração final do consumidor

21/07/2026 às 12:11

Não responde os questionamentos dos condôminos, vive pedindo chances para realizar o trabalho dele ( por sempre ser ruim), falta postura profissional; não aceita receber críticas; só trabalha após cobranças.

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Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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