Veículo Maquiado e má fé!

Não respondida
Ladário - MS
14/04/2026 às 14:51
ID: 246033683
RECLAMAÇÃO FORMAL COM FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
Venho por meio desta registrar reclamação formal contra a empresa 4 Mil Veículos, em razão de graves vícios apresentados em veículo adquirido, bem como pela ausência de solução adequada por parte da fornecedora.
Adquiri um veículo Renault Duster 2016 automático, junto à empresa, dando como entrada um Toyota Etios 2019. Desde o primeiro dia de uso, o veículo apresentou defeitos graves.
Na primeira ocorrência, o carro sofreu pane elétrica, chegando a sair fumaça e apresentar princípio de incêndio no painel, tornando impossível sua utilização.
Em uma segunda situação, o veículo perdeu completamente o freio e ficou sem força, colocando em risco iminente a minha vida e a da minha esposa, quase resultando em acidente grave.
Diante dos problemas, o veículo foi encaminhado para reparo, permanecendo por 33 dias na empresa, ultrapassando o prazo máximo de 30 dias previsto no artigo 18, 1, do Código de Defesa do Consumidor.
Após a devolução, em apenas 5 dias, o veículo voltou a apresentar defeito, sofrendo nova pane, deixando-me novamente impossibilitado de utilizá-lo, inclusive em situação de vulnerabilidade, em via pública e local ermo. Minha esposa, diante da situação, sofreu crise de ansiedade.
Além disso, o veículo apresenta falhas recorrentes no sistema de combustível, reforçando a sua inadequação ao uso.
Já enfrentei diversas situações de risco e prejuízo, incluindo:
Acionamento de reboque por 3 vezes;
Gastos com transporte por aplicativo (Uber);
Situação de risco em plena Avenida Brasil, em feriado, permanecendo em área perigosa;
Impossibilidade de troca de pneu por ausência de item obrigatório (macaco), evidenciando falha na entrega do produto;
Prejuízo financeiro decorrente de falhas no sistema de combustível do veículo.
Nos termos dos artigos 30 e 35 do Código de Defesa do Consumidor, a oferta vincula o fornecedor, sendo obrigação entregar produto em perfeitas condições de uso, o que claramente não ocorreu.
Ressalto que solicitei o cancelamento da compra já no terceiro dia, diante dos vícios apresentados. Contudo, a empresa recusou, alegando impossibilidade em razão do fechamento da loja por férias coletivas, o que não pode prejudicar o consumidor, conforme os princípios da boa-fé objetiva e da vulnerabilidade do consumidor (artigo 4, inciso I, do CDC).
Posteriormente, solicitei a troca do veículo ou o cancelamento da compra com devolução do bem dado como entrada, porém a empresa recusou-se, alegando depender de autorização bancária.
Tal justificativa é indevida, pois, conforme o artigo 7, parágrafo único, do CDC, todos os integrantes da [Editado pelo Reclame Aqui] de fornecimento respondem solidariamente, não podendo a responsabilidade ser transferida ao consumidor.
Além disso, nos termos do artigo 20 do CDC, o fornecedor responde pela inadequação do produto, sendo direito do consumidor a restituição da quantia paga quando o vício não é sanado.
Diante da gravidade e recorrência dos defeitos, resta evidente a violação também do artigo 14 do CDC, que estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor pelos danos causados ao consumidor por defeitos do produto.
DOS DANOS MORAIS
A situação ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano, configurando verdadeiro dano moral, considerando:
O risco concreto à vida e à integridade física;
As falhas graves como perda de freio e aceleração indevida;
A exposição a situações de perigo em via pública;
A repetição dos defeitos mesmo após tentativa de reparo;
O abalo emocional causado, inclusive com crise de ansiedade da minha esposa;
A privação de um bem essencial, utilizado inclusive para transporte de pessoa idosa em tratamento de saúde, pós câncer de mama.
Conforme entendimento consolidado dos tribunais e com base no artigo 6, inciso VI, do CDC, é direito básico do consumidor a reparação por danos morais e materiais sofridos.
DOS PEDIDOS
Diante de todo o exposto, com fundamento nos dispositivos legais mencionados, especialmente no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, EXIJO:
O cancelamento imediato do contrato;
A devolução integral de todos os valores pagos;
A restituição do veículo dado como entrada (Toyota Etios 2019) ou seu valor atualizado;
A reparação pelos danos morais e materiais sofridos.
Solicito a intermediação do PROCON para que meus direitos sejam garantidos com urgência, considerando os riscos já vivenciados e os prejuízos contínuos.
Por fim, ressalto que a empresa não forneceu nota fiscal da venda, tendo emitido apenas um recibo de compra e garantia, o que configura irregularidade e reforça a falha na prestação do serviço e no cumprimento das obrigações legais perante o consumidor.
Aguardo providências imediatas.
Obs* Daqui a pouco fecham os 3 meses de garantia ou os 3 mil km que eles dão como garantia sendo que desses 3 mil só eles usaram quase mil km testando o carro. Temos todas as conversas de todas as vezes que tentamos de forma amigável resolver junto a empresa acreditando que fariam o melhor pelo cliente, temos todas as conversas com o Gerente Jacó, Dono Willian e responsável pela parte mecânica e conserto Tiago.