Acidente com equipamento mal conservado em academia: falta de manutenção e supervisão

Não respondida
Belo Horizonte - MG
20/11/2025 às 08:36
ID: 232394907
Quero relatar aqui uma situação extremamente grave que eu e meu marido vivenciamos na Academia Alta Performance unidade do Santinho, porque isso não pode ser ignorado ou tratado como algo comum.
Ontem pela manhã, meu marido estava fazendo rosca direta na polia quando, de forma absurda e perigosa, a peça que prende a barra simplesmente se soltou e caiu no rosto dele. Eu vi tudo: o barulho forte, ele segurando o olho, o sangue imediatamente. Ele precisou levar pontos no hospital.
E o que mais me indigna é: como uma academia segue funcionando com equipamentos nessa condição? Desde a inauguração, vários alunos comentam que os aparelhos desta unidade são velhos, mal conservados e sem manutenção adequada. Agora, infelizmente, vivemos isso na prática e isso poderia ter causado uma lesão irreversível.
Outro ponto extremamente sério: no momento do acidente, só havia uma personal e uma recepcionista na academia. E em certos horários, como durante as aulas coletivas, o salão fica completamente sem nenhum profissional, porque a única personal precisa dar aula em outra sala. Ou seja, se algo grave acontece e aconteceu não existe respaldo, orientação, nem suporte técnico imediato.
Quero deixar claro que a personal e a recepcionista fizeram o que estava ao alcance delas. Foram atenciosas, preocupadas e prestaram o auxílio que podiam. Porém, esse tipo de situação não é responsabilidade delas resolver. É obrigação da academia ter supervisão adequada, garantir manutenção dos aparelhos e possuir um procedimento de emergência.
A personal conseguiu falar com a gerência, mas a única resposta foi que não podiam fazer nada, mandando ela ficar ligando para outra pessoa, como se estivessem empurrando o problema de um lado para o outro enquanto meu marido estava sangrando.
Da gerência, o único suporte que recebemos foi R$ 30 para pagar um Uber até o hospital.
E a falta de cuidado não para por aí: até agora, ninguém entrou em contato conosco. E não é por falta de número. Ontem mesmo, enquanto ainda estávamos saindo do hospital, a recepcionista pediu o meu contato e eu passei. Ou seja, eles têm o meu telefone. Se não entraram em contato, é porque simplesmente não se importam.
E eu me pergunto até agora, com toda sinceridade:
Se essa barra tivesse acertado o olho do meu marido e ele tivesse perdido a visão, quem assumiria esse prejuízo?
Quem devolveria a visão dele?
Quem arcaria com a vida que poderia ter sido destruída por negligência?
Graças a Deus isso não aconteceu mas poderia ter acontecido. E com qualquer outra pessoa.
E para deixar muito claro: tenho tudo documentado, com fotos e vídeos que comprovam exatamente tudo o que estou relatando aqui. Não existe exagero, invenção ou interpretação. Os fatos estão registrados.
Estou deixando esta avaliação para alertar outras pessoas e porque é urgente que esta unidade passe por uma manutenção séria nos aparelhos e uma reestruturação da supervisão no salão. Do jeito que está, é apenas questão de tempo até que um acidente ainda mais grave aconteça e, da próxima vez, talvez sem tanta sorte.