Professor grita com pai e afasta filho de 7 anos do Jiu-Jitsu após incidente no treino

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Campinas - SP

25/04/2026 às 11:44

ID: 246936021

O ocorrido
No dia 25 de março de 2026, durante o treino infantil, meu filho se machucou (levemente) e começou a chorar.
Fui até a beira do tatame, me ajoelhei do lado de fora e o abracei enquanto ele colocava gelo no pescoço.
Nesse momento, fui surpreendido por um dos professores que, aos gritos, disse:
AQUI VOCÊ NÃO É PROFESSOR.. NÃO TEM QUE DAR PITACO.. NÃO PODE FAZER TORCIDA..
Fui pego completamente de surpresa afinal eu não estava interferindo no treino. Durante toda a aula, permaneci sentado, assistindo ao treino, que como sempre, estava lotado.
Eu autorizo a divulgação pública de qualquer imagem da minha pessoa durante aquela aula, em função da convicção do meu comportamento naquele dia.
Sem entender o professor, optei por não reagir. Apenas abracei meu filho que estava assustado com a bronca que seu pai havia levado e o retirei do tatame, me sentindo totalmente constrangido.
Se algum feedback fosse necessário, esta não é a forma que se procede. Ainda mais por eu ser um cliente, um pai, um aluno e um faixa preta da academia, tendo sempre honrado o escudo da GB, o time, os professores e os colegas de treino, com respeito, dedicação e disciplina.
Segundo episódio de agressividade (na recepção)
Ao sair, decidi solicitar o cancelamento das matrículas (minha e do Lucas) à recepcionista, fui novamente exposto pelo mesmo professor, que entrou na recepção e, aos gritos, disse: SE TIVER ALGO A FALAR, FALE NA MINHA CARA..
Diante disso, precisei estabelecer um limite:
Não fale assim comigo na frente dos meus filhos e de todas essas pessoas.
Pais, mães, funcionários e crianças presenciaram a cena.
Impacto no meu filho
Meu filho saiu chorando, em pânico e assustado conforme vídeo que enviei para a academia no mesmo dia.
Precisei de tempo no estacionamento para acalmá-lo. Muitos pais viram a cena.
Desde então, meu filho:
Está sem treinar
Após 7 anos de tatame, diz que não quer mais fazer JJ.
Está confuso e com medo de voltar ao tatame, em função do qual buscamos acompanhamento psicológico profissional.
Tentativa de resolução
Enviei um vídeo relatando o ocorrido à toda a LIDERANÇA da academia.
Reconheço que, no calor do momento, usei palavras inadequadas. E por isso peço desculpas. Mas o meu erro emocional não justifica o desrespeito inicial.
Minutos depois, recebi uma resposta fria da academia, via whatsapp, sem assinatura (ao lado).

No dia seguinte, um membro da LIDERANÇA da academia me ligou e pediu paciência para que o caso fosse resolvido. (todo o histórico da conversa está ao final desta carta, com o objetivo de demonstrar todas as minhas tentativas de contato para minimizar o impacto sobre meu filho)
Passados 30 dias, não houve:
Uma ligação para conversarmos
Um pedido de desculpas
Um contato do professor
Uma pergunta sobre como estaria o Lucas
Nenhum retorno efetivo da academia
Mas diversos colegas de tatame, inclusive alguns que não estavam lá no dia do ocorrido, me relataram que o professor conversou com eles, de alguma forma, justificando sua ação e buscando, acredito eu, uma aprovação para sua atitude. Outros colegas enviaram piadas e chacotas sobre o caso em meu whatsapp e redes sociais. Mas nem comigo e nem com o Lucas, houve diálogo por parte de ninguém da academia.
Eu pedi, humildemente para ser contatado pela alta LIDERANÇA da academia. Não tive resposta.
Enfim, fomos descartados, eu e meu filho.

Posicionamento
Tomarei as medidas jurídicas cabíveis frente a quem nos constrangeu.

Encerramento
Meu filho está afastado do esporte que ama. Sigo buscando um ambiente seguro para continuarmos nossa jornada no jiu-jitsu.
Relato nossa experiência, de boa-fé, sem nenhuma intenção de ofender alguém, apenas para que sirva de aprendizado a todos e para que situações assim não se repitam.


Oss.


*****

HISTORICO DE CONTATOS VIA WHATSAPP COM A LIDERANÇA DA ACADEMIA ESTÃO NO ANEXO
(os nomes das pessoas foram substituídos pela palavra LIDERANÇA, de forma a não expor ninguém

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Resposta da empresa

27/04/2026 às 13:55

Prezado Sr.,

A Gracie Barra Campinas esclarece que todos os fatos já foram devidamente respondidos por meio de contranotificação formal, com a apresentação completa dos esclarecimentos pertinentes, não havendo qualquer omissão por parte da instituição.

Cumpre registrar que o reclamante, faixa preta da própria escola, adotou conduta em desacordo com o regimento interno ao interferir indevidamente na condução das aulas, mediante orientações técnicas externas ao tatame durante a atividade dos alunos, o que gerou interferência pedagógica e constrangimento a terceiros.

Tal conduta já havia sido objeto de advertência prévia, tendo havido reincidência no descumprimento das normas internas.

Diante disso, não há qualquer elemento que confirme a versão unilateral apresentada, a qual já foi formalmente enfrentada.

Por fim, a reiteração pública de acusações graves já respondidas, sem a devida comprovação, pode caracterizar abuso de direito e ensejar responsabilização nas vias adequadas.

A instituição permanece à disposição exclusivamente pelos meios formais.

Atenciosamente,
Equipe Responsável
Gracie Barra Campinas

Réplica do consumidor

28/04/2026 às 09:48

Que sejam demonstradas as provas e evidências de qualquer tipo de comportamento inadequado de minha parte, através das imagens do dia 25 de março de 2026. Não houve nenhum comportamento meu, que desrespeitasse qualquer conduta. Apenas abracei meu filho que havia se machucado. Fiz isso de joelhos, do lado de fora do tatame. O professor teve uma atuação bruta e grosseira em frente a uma criança de 7 anos e todos os demais presentes. Um verdadeiro absurdo que está sendo encoberto pelo corporativismo da empresa. A falta de profissionalismo e de capacidade de gestão deste problema é inacreditável e será conduzida ao juízo.