Promessas [Editado pelo Reclame Aqui] na venda de cartas contempladas de consórcio

Não respondida
Brasília - DF
07/02/2025 às 14:56
ID: 209352717
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesVenho por meio do Reclame Aqui relatar o problema que estou enfrentando com a empresa ADM - Administração e Vendas de Consórcios Ltda.
Em maio de *******, visitei o escritório da empresa para conhecer melhor os serviços. O consultor Oliveira foi bastante receptivo e explicou detalhadamente como funcionava a aquisição das cartas de consórcio. Tudo parecia fazer sentido, especialmente a parceria mencionada com o Banco Itaú, que forneceria as cartas de crédito do consórcio
O Oliveira garantiu que o processo seria rápido e que, no máximo, em três meses a carta estaria disponível para uso. Expliquei claramente que tinha um dinheiro reservado (investido) para, no futuro, comprar um apartamento. A opção do consórcio parecia mais vantajosa devido às taxas, e eu possuía recursos para a entrada, além de poder arcar com até três parcelas iniciais. No entanto, também informei que já estava pagando aluguel e que minha margem era limitada.
Ao longo dos meses, o Oliveira repetidamente afirmou que não havia motivo para preocupação, pois a carta seria liberada dentro do prazo. Infelizmente, isso não aconteceu.
Após a demora, fui informado de que o grupo caiu em auditoria, o que poderia resultar em mais atrasos. Diante dessa situação, o Oliveira me ofereceu duas alternativas:
Continuar pagando até a contemplação (o que não era viável para mim);
Solicitar o cancelamento, permitindo a transferência para outra pessoa.
Antes de optar pelo cancelamento, perguntei sobre o prazo e fui informado de que o processo seria rápido, levando apenas um ou dois meses para que a transferência fosse assinada e eu recebesse *******% do valor de volta. Acreditei na informação e segui essa orientação.
Com a mudança no processo, o atendimento foi repassado para a gerente Franci, responsável por dar continuidade à transferência. Inicialmente, tive dificuldades para obter respostas dela, mas, posteriormente, a comunicação melhorou. Apesar disso, a resposta sempre foi negativa. A justificativa era de que havia pouca demanda por consórcios, que o fluxo diminuiu no final do ano e outros argumentos genéricos.
No início deste ano, a Franci mencionou que as buscas estavam aumentando, mas nenhuma ação concreta foi tomada. Já estou há meses aguardando uma solução, e sinceramente acredito que essa conversa vai completar um ano sem resultado algum.
Prejuízos causados
Evitei entrar com um processo judicial pelos transtornos envolvidos, mas os danos financeiros foram muitos:
Perdi a entrada do apartamento que pretendia comprar, confiando na promessa da empresa.
Perdi o investimento que tinha, pois meus recursos estavam aplicados em fundos imobiliários que geravam rendimento mensal.
Fiquei descapitalizado e, com os custos de mudança e o atraso no consórcio, precisei recorrer a empréstimos.
Perdi a chance de comprar o apartamento onde eu morava, pois a proprietária colocou o imóvel à venda, e se eu tivesse o valor disponível, teria negociado a compra diretamente com ela.
O resultado: gastos e mais gastos não planejados, tudo por conta de uma empresa que faz promessas vazias e não entrega o que promete. E o pior: trata-se de gestores financeiros!
Após consultar advogados, descobri que a empresa apresenta diversas irregularidades, incluindo inconsistências no CNPJ, nos números cadastrados e na estrutura societária.
Diante de tudo isso, deixo este relato para alertar outras pessoas a fugirem dessa empresa, pois só terão dor de cabeça. Agora, o caso será resolvido na justiça.