Negligência veterinária e óbito do animal

Não respondida
São Paulo - SP
19/08/2025 às 07:40
ID: 224842063
Prezados,
Venho, por meio deste, registrar uma reclamação e denúncia referente ao atendimento prestado pela veterinária ***** na Clínica África, no dia 10 de agosto, à noite, quando meu irmão levou nosso labrador Tobias, de 8 anos, para consulta.
O animal apresentava-se com uma ferida extensa na região proximal do braço direito, infestação por carrapatos e inapetência (não estava se alimentando, apenas ingerindo água). Durante o atendimento, a profissional afirmou que o cachorro estava abaixo do peso (27 kg), quando, na realidade, esse valor está dentro da faixa considerada normal para um labrador (2534 kg). Ressalto que, embora não estivesse acima do peso, não havia indicação de desnutrição.
A veterinária diagnosticou a lesão como uma possível queimadura solar, prescrevendo apenas antibiótico via oral e orientando que o tratamento fosse realizado em casa. Considerando o estado clínico, orientei meu irmão a solicitar internação para realização de exames laboratoriais (diante da presença de carrapatos), fluidoterapia (já que o animal não se alimentava) e administração de medicação ev ou im. Contudo, a profissional recusou a internação, alegando que não havia necessidade, pois o animal estaria bem.
Infelizmente, no dia seguinte, Tobias faleceu.
Após o ocorrido, entrei em contato com a clínica. Fui atendida pela Sra. *****, que informou que no prontuário constava apenas ferida na pata informação incorreta, visto que a lesão era no braço. Posteriormente, recebi ligação da própria veterinária Kelly, que alterou sua versão inicial, afirmando ter oferecido a internação, mas que meu irmão teria recusado por motivos financeiros. Tal afirmação não procede. Meu irmão nunca alegou falta de condições financeiras e, ao contrário, solicitou informações sobre internação e exames, sendo orientado pela profissional de que não havia necessidade.
Diante dos fatos, questiono:
Como um animal que não estava se alimentando não recebeu fluidoterapia nem medicaçãoev ou im?
Se a veterinária considerava o animal abaixo do peso, como justificou a alta para tratamento domiciliar?
Por que não foram solicitados exames laboratoriais, especialmente diante da presença de carrapatos e de uma ferida extensa com risco de infecção?
Como foi possível diagnosticar uma ferida grave como queimadura solar, sem investigar outras hipóteses (como infecção bacteriana, sepse ou até mesmo tétano, considerando que posteriormente descobrimos que a lesão foi causada por um prego enferrujado)?
Tais condutas denotam falta de critério técnico, descuido e ausência de zelo profissional, resultando diretamente no óbito de um animal jovem ainda com expectativa de vida. Considero a postura da profissional antiética e incompatível com o exercício da medicina veterinária.
Solicito providências quanto à apuração da conduta da veterinária e ao registro do caso junto ao Conselho de Classe, a fim de evitar que outras famílias passem pela mesma situação.
Atenciosamente,
*****