Quase 2 meses sem carro aguardando resposta básica: perda total ou reparo

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Porto Alegre - RS

05/03/2026 às 03:28

ID: 242368423

Dois meses sem carro, sem respostas claras e total falta de transparência

Minha experiência com a Agaúcha Proteção Veicular tem sido péssima.

Sofri um acidente e abri a ocorrência em 06/01/2026, enviando toda a documentação solicitada. Desde então fiquei quase dois meses sem qualquer resposta objetiva sobre o meu próprio sinistro. Somente no dia 01/03, após insistências constantes da minha parte, finalmente informaram que o veículo havia sido considerado perda total, oque era óbvio pelo estado do carro, o sentimento que fica e estão enrolando pra pagar.

Durante todo esse período recebi apenas respostas vagas, informações genéricas sobre etapas internas e cronogramas que foram sendo alterados ao longo do processo, sem nunca informarem uma data concreta de definição.

Mesmo perguntando diversas vezes quando teria uma resposta objetiva, a empresa simplesmente se negava a informar se o veículo seria considerado perda total ou reparo.

O mais grave é que, antes mesmo de confirmarem oficialmente o resultado do sinistro, fui contatada com uma proposta de acordo muito abaixo do valor da Tabela FIPE e ainda parcelado. Ou seja, tentaram negociar um valor muito inferior, e quando questionava se já tinham resposta sobre oque aconteceu com carro ainda não podiam falar a informação.

(Sempre paguei em dia as mensalidades inclusive todo esse período que o meu carro nem existe mais pois deu perda total)

Mesmo assim continuam evitando informar prazos claros para pagamento da indenização. Também alegaram ter enviado solicitação de documentação para um e-mail que não utilizo mais. Solicitei atualização do contato e reenvio, porém não obtive resposta imediata, apesar de todo o atendimento ao longo do processo ter ocorrido via WhatsApp seguer fui avisada do e-mail.

Ou seja: Estou quase dois meses sem carro, enfrentando demora excessiva, falta de transparência e grande dificuldade para obter informações básicas sobre o andamento do processo.

Deixo aqui meu relato para que outras pessoas saibam como tem sido a condução desse atendimento e reflitam bem antes de contratar, pois minha experiência até agora tem sido marcada por demora injustificada, falta de clareza e muita dificuldade para obter respostas objetivas.

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Resposta da empresa

06/03/2026 às 12:41

Prezada Sra. Indiara,

Inicialmente, lamentamos pelos transtornos decorrentes do acidente e compreendemos a sua insatisfação diante da indisponibilidade do veículo. Situações dessa natureza realmente geram preocupação e buscamos sempre conduzir os atendimentos com responsabilidade, transparência e dentro das normas que regem o sistema mutualista da associação.

Após análise detalhada do processo n *****, verificamos que o evento foi devidamente registrado e seguiu o fluxo técnico de regulação, que envolve etapas obrigatórias como vistoria, análise de compatibilidade de danos, cotação antecipada e avaliação administrativa.

Durante a avaliação técnica realizada pela perícia, foi constatado que o veículo FORD FIESTA 2010, placas *****, apresentava danos significativos em sua estrutura, envolvendo diversos componentes da carroceria e estrutura do veículo. Em razão da extensão dos danos identificados, o processo foi encaminhado para análise da supervisão, gerência e diretoria da associação, conforme procedimento interno.

Após a conclusão das análises técnicas e administrativas, houve deliberação positiva para indenização integral (perda total) do veículo, decisão comunicada à associada juntamente com as orientações referentes às próximas etapas do processo.

Esclarecemos também que, durante a fase de análise, pode ser apresentada proposta de acordo como alternativa facultativa para agilizar a resolução do caso, não se tratando de imposição ao associado. Como não houve aceite, o processo seguiu normalmente para deliberação e indenização conforme previsto no regulamento.

Em relação aos prazos, informamos que o processo de indenização depende da entrega e validação de toda a documentação necessária, etapa indispensável para continuidade do procedimento administrativo.

Informamos ainda que a supervisão de atendimento da associação estará realizando contato com a senhora por meio do canal de ouvidoria, com o objetivo de prestar os esclarecimentos necessários e auxiliá-la em qualquer dúvida referente ao andamento do processo.

Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente,
Equipe Ouvidoria Agaúcha

Réplica do consumidor

09/03/2026 às 09:41

Após analisar o contrato que assinei com a associação, considero ainda mais grave a forma como as informações estão sendo apresentadas somente agora, após a ocorrência do sinistro.

No documento de adesão que assinei consta apenas que a proteção pode chegar até 100% da tabela FIPE do veículo e que existem regras previstas em um regimento interno. Em nenhum momento o contrato apresenta de forma clara que:

a indenização pode levar até 60 dias apenas para começar a ser paga após envio de documentos;
o pagamento da indenização poderá ser feito de forma parcelada;
o associado poderá permanecer meses aguardando para receber o valor integral do veículo;
mesmo após a perda total do veículo o associado deverá continuar pagando mensalidades até que a associação termine de pagar a indenização.

Essas informações extremamente relevantes simplesmente não aparecem de forma clara no contrato apresentado no momento da adesão.

Somente após insistência e contato via WhatsApp fui informada dessas condições.

Na prática, a situação do consumidor acaba sendo a seguinte:

Já aguardei aproximadamente 2 meses apenas para que a associação definisse se o veículo seria reparado ou considerado perda total. Agora ainda terei que aguardar até 60 dias após o envio da documentação para início do pagamento e, além disso, o valor será parcelado conforme um regimento interno que não foi apresentado de forma clara no momento da contratação.

Ou seja, o consumidor pode ficar muitos meses sem o veículo, sem receber o valor integral da indenização e, ainda assim, continuar pagando mensalidades da associação durante todo esse período.

Esse tipo de informação deveria ser apresentada com total transparência no momento da contratação, pois impacta diretamente na decisão do consumidor.

Infelizmente, a realidade apresentada quando o consumidor precisa utilizar o serviço é completamente diferente daquela apresentada no momento da venda.

Deixo registrado este relato para que outros consumidores tenham plena ciência de como o processo realmente funciona antes de contratar esse tipo de serviço.

Réplica da empresa

18/03/2026 às 19:00

Prezada Sra. Indiara,

Agradecemos novamente pelo seu relato e, de tudo, lamentamos sinceramente pela experiência enfrentada ao longo do seu processo. Compreendemos o seu ponto de vista e reconhecemos que a condução do atendimento, especialmente no que se refere à clareza das informações e aos prazos, não atendeu às suas expectativas e, por isso, pedimos desculpas.

Em relação aos pontos levantados sobre as condições contratuais e operacionais, é importante esclarecer que a Agaúcha atua sob o modelo mutualista, no qual as regras de funcionamento, critérios de indenização, prazos e formas de pagamento estão previstas no Regimento Interno da associação, documento que complementa o termo de adesão firmado no momento da contratação. Ainda assim, entendemos o seu apontamento de que essas informações poderiam e devem ser apresentadas de forma mais clara, objetiva e acessível desde o início da relação, evitando interpretações divergentes no momento do sinistro.

Sobre os prazos mencionados, reforçamos que o processo de indenização integral envolve etapas obrigatórias, como análise técnica, validação documental e trâmites administrativos, os quais são necessários para garantir a conformidade e segurança do procedimento. No entanto, reconhecemos que o tempo total de resposta, somado à ausência de previsões mais objetivas durante o andamento, gerou insegurança e desgaste, situação que não está alinhada com o padrão de transparência que buscamos.

Quanto à questão das mensalidades, esclarecemos que, conforme previsto nas normas do sistema mutualista, a manutenção da participação do associado permanece ativa até a conclusão do processo, uma vez que o grupo segue operando de forma coletiva. Ainda assim, entendemos o impacto dessa condição na sua percepção e levaremos esse ponto para reavaliação interna.

Seu relato é extremamente relevante e já foi direcionado às áreas responsáveis para revisão dos fluxos de comunicação, apresentação de informações no momento da adesão e acompanhamento dos processos de indenização, com o objetivo de promover melhorias efetivas na experiência dos nossos associados.

Reforçamos que a supervisão de atendimento seguirá à disposição para acompanhá-la de forma mais próxima, prestando todos os esclarecimentos necessários e auxiliando no que for possível até a finalização do seu processo.

Permanecemos à disposição.

Atenciosamente,
Equipe Ouvidoria Agaúcha