Reclamação sobre Abastecimento de Água Insuficiente e Falta de Solução da Águas do Rio

Não resolvido
Duque de Caxias - RJ
31/05/2026 às 18:24
ID: 250177411
Em resposta à manifestação apresentada pela Águas do Rio, venho contestar formalmente os esclarecimentos prestados, uma vez que a empresa reconhece expressamente a deficiência no abastecimento de água da região, porém não apresenta qualquer solução imediata, prazo concreto ou medida efetiva para garantir um serviço essencial à população.
A própria concessionária admite que a pressão da rede não está sendo suficiente para atender plenamente à demanda, confirmando exatamente o problema denunciado por mim há meses. Portanto, não há qualquer dúvida quanto à falha na prestação do serviço.
No entanto, a resposta apresentada limita-se a alegações genéricas sobre estudos, planejamento, investimentos e ações futuras, sem informar prazo para regularização, cronograma de obras ou medidas emergenciais capazes de assegurar o fornecimento mínimo de água à minha residência.
É inaceitável que uma concessionária de serviço público utilize a meta contratual de 12 anos para universalização do abastecimento como justificativa para manter consumidores por semanas sem água, mesmo com as contas rigorosamente pagas e sem qualquer inadimplência.
Além disso, a empresa ignorou completamente os diversos protocolos já registrados anteriormente:
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Também é importante destacar que, sempre que abro protocolos de reclamação, solicito que a empresa entre em contato previamente pelo telefone informado para confirmar se há alguém na residência. Contudo, os técnicos comparecem sem qualquer aviso prévio. Em diversas ocasiões, chegam ao local sem realizar contato telefônico, verificam momentaneamente a situação, constatam que a água voltou temporariamente, registram fotografias e encerram o atendimento.
O problema é que, poucas horas após a visita, o abastecimento volta a ser interrompido, demonstrando que a falha não foi solucionada. Essa prática impede uma análise adequada da situação real enfrentada pelos moradores.
Ressalto ainda que, quando a água retorna à rede, frequentemente não possui pressão suficiente para alcançar minha caixa d'água, que está instalada a aproximadamente 2,40 metros de altura. Dessa forma, mesmo quando a concessionária considera o abastecimento restabelecido, minha residência continua sem receber água de maneira efetiva.
Outro fato que merece destaque é que, praticamente toda vez que registro um protocolo de reclamação, recebo uma mensagem automática informando a existência de uma suposta manutenção emergencial na região.
Entretanto, diante da repetição constante dessa justificativa, solicito que a concessionária apresente a respectiva ordem de serviço, com número de registro, identificação do técnico ou equipe responsável, local exato da intervenção, data e horário de início e término dos trabalhos realizados.
A simples alegação genérica de manutenção emergencial, sem qualquer comprovação documental ou transparência sobre os serviços executados, gera sérias dúvidas quanto à efetiva realização dessas intervenções. A impressão transmitida ao consumidor é de que tais mensagens automáticas servem apenas para justificar falhas recorrentes no abastecimento e ocultar a deficiência na prestação do serviço.
Após meses de reclamações, dezenas de protocolos registrados e sucessivas interrupções no fornecimento de água, não é razoável que a concessionária continue apresentando respostas padronizadas sem demonstrar, de forma concreta, quais medidas foram adotadas para solucionar o problema.
Outro ponto que merece apuração é a existência de diversas ligações clandestinas no bairro. Embora essas irregularidades sejam de conhecimento dos moradores, o abastecimento nessas áreas aparentemente não sofre as mesmas interrupções constantes enfrentadas pelos consumidores regularmente cadastrados e adimplentes.
Cabe registrar ainda que, antes da privatização do serviço, esse tipo de problema não ocorria com a frequência e gravidade atualmente verificadas. Infelizmente, a percepção do consumidor é de que houve aumento das tarifas sem a correspondente melhoria na qualidade do serviço prestado.
A ausência de solução prática, mesmo após inúmeras reclamações, demonstra falha contínua na prestação do serviço, violando diretamente o Código de Defesa do Consumidor, a Lei n 11.445/2007 e os princípios da continuidade e eficiência dos serviços públicos essenciais.
Ressalto ainda que a cobrança integral das tarifas, sem a correspondente prestação adequada do serviço, configura prática abusiva, especialmente diante das constantes interrupções no abastecimento que chegam a ultrapassar duas semanas consecutivas.
Considerando todo o período em que permaneci sem abastecimento adequado, apesar do pagamento integral e pontual das tarifas, entendo que a concessionária deveria reconhecer os prejuízos causados aos consumidores afetados e promover compensações proporcionais pelos períodos em que o serviço essencial não foi efetivamente prestado.
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Resposta da empresa
01/06/2026 às 16:33
Prezado Sr. Paulo,
Meu nome é Guilherme Lopes e faço parte da equipe de atendimento da Águas do Rio.
Segue o parecer da tratativa:
1. Da análise da manifestação
Em atenção ao relato apresentado acerca da falta de abastecimento na localidade, foram realizadas verificações junto às equipes operacionais responsáveis para análise da ocorrência informada.
2. Dos esclarecimentos sobre a vistoria realizada
Conforme vistoria realizada no local, foi identificado que a situação de abastecimento possui caráter coletivo, sendo necessária a realização de estudos técnicos para definição e implantação de melhorias na rede da região.
Ressaltamos que tais estudos consistem em análises operacionais realizadas pela equipe de engenharia, com o objetivo de avaliar a rede existente, identificar as causas da baixa pressão e definir a solução técnica adequada para regularização do abastecimento na localidade.
Durante o atendimento, foi ofertada medida paliativa por meio de caminhão-pipa para atendimento emergencial do imóvel, conforme registrado em contato com o cliente, porém houve recusa da disponibilização do serviço no momento do atendimento.
Dessa forma, a medida emergencial não será mantida.
3. Das considerações finais
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Caso ainda permaneça alguma dúvida ou haja necessidade de novos esclarecimentos, seguimos à disposição para auxiliá-lo. Basta acionar pelo campo “Réplica” aqui no Reclame Aqui.
Em caso de dúvida, fique à vontade para se comunicar conosco através dos nossos canais oficiais WhatsApp (0800 195 0 195), Call Center (0800 195 0 195), pelo chat no site [www.aguasdorio.com.br](http://www.aguasdorio.com.br) ou na loja mais próxima de você.
Atenciosamente,
Guilherme Lopes
Equipe Águas do Rio
Réplica do consumidor
02/06/2026 às 10:58
Prezados,
Não concordo com o parecer apresentado.
A própria Águas do Rio reconhece que existe um problema coletivo de abastecimento na região e que a causa ainda está sendo objeto de estudos técnicos. Entretanto, a resposta não informa quando esses estudos foram iniciados, qual seu estágio atual, qual a previsão de conclusão e nem quando as melhorias efetivamente serão executadas.
É inadmissível que moradores continuem sofrendo com a falta de água sem qualquer prazo concreto para solução. O argumento de que a universalização do abastecimento no município possui prazo de até 12 anos não pode servir como justificativa para a manutenção de falhas no fornecimento de um serviço essencial.
Outro ponto importante é que, antes da privatização dos serviços de abastecimento, esse problema não ocorria com a frequência e gravidade atualmente observadas. A população não pode ser penalizada por mudanças administrativas ou de gestão da concessionária.
Também manifesto minha inconformidade com a continuidade das cobranças. Se o serviço de abastecimento não está sendo prestado de forma adequada, regular e contínua, não considero razoável que os consumidores continuem recebendo cobranças integrais por um serviço que não está sendo efetivamente disponibilizado.
Quanto ao caminhão-pipa oferecido, a medida não atende à realidade dos moradores. Foi informado que o prazo para disponibilização do serviço pode chegar a até 5 dias úteis. Uma família não consegue aguardar 5 dias úteis sem água para cozinhar, tomar banho, limpar a casa ou realizar necessidades básicas.
Além disso, preocupa-me que a utilização recorrente de caminhões-pipa acabe substituindo a obrigação da concessionária de resolver definitivamente o problema. O caminhão-pipa é uma medida emergencial, não uma solução permanente para a falta de abastecimento.
Como morador da Baixada Fluminense, também não posso deixar de registrar minha preocupação com a forma como nossa região vem sendo tratada. A impressão que fica para a população é que localidades mais humildes recebem menos prioridade na resolução dos problemas. Gostaria de saber se uma situação semelhante seria tolerada por tanto tempo em bairros de maior poder aquisitivo. O acesso à água é um direito básico e não pode depender da condição social ou da região onde o consumidor reside.
Diante disso, solicito novamente que a concessionária informe:
A data de início dos estudos técnicos;
O número do processo interno ou ordem de serviço relacionada ao caso;
O estágio atual dos estudos;
A previsão de conclusão das análises;
O cronograma para execução das melhorias necessárias;
A previsão concreta para regularização do abastecimento;
A revisão das cobranças realizadas durante o período em que o abastecimento permaneceu inadequado;
A justificativa técnica para a ausência de solução definitiva até o presente momento.
A resposta apresentada permanece genérica e não fornece informações suficientes para que os consumidores compreendam quando terão acesso regular a um serviço essencial pelo qual continuam sendo cobrados.
Permaneço aguardando esclarecimentos objetivos e documentados.
Consideração final do consumidor
02/06/2026 às 12:21
Gostaria de registrar minha insatisfação com a falta de clareza nas informações prestadas pela Águas do Rio. Em diversas situações, os comunicados sobre interrupções no abastecimento, prazos para normalização e alternativas oferecidas à população são vagos ou insuficientes. Os consumidores têm o direito de receber informações transparentes, precisas e atualizadas, especialmente quando se trata de um serviço essencial. A comunicação clara é fundamental para que os moradores possam se organizar e minimizar os transtornos causados pela falta de água.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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