Seguradora nega cobertura de dano no câmbio automático após colisão, alegando falta de nexo causal e problemas preexistentes.

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Belo Horizonte - MG
20/07/2026 às 17:04
ID: 252951425
Seguradora nega cobertura de dano no câmbio automático após colisão com tronco/árvore
Abri o sinistro de número [227078270353a] após colidir o meu veículo com um tronco/árvore. Antes desse fato, o veículo rodou cerca de 500 km sem apresentar absolutamente nenhum problema, falha ou comportamento anormal no câmbio automático, o que prova que a transmissão estava em perfeito estado de funcionamento. O problema no câmbio ocorreu única e exclusivamente após o acidente, quando o impacto com o tronco na parte inferior invadiu o assoalho, quebrou a transmissão e impediu totalmente que o carro continuasse a se locomover. O Boletim de Ocorrência foi registrado relatando exatamente essa dinâmica.
Para minha surpresa, a seguradora negou o complemento do conserto referente ao câmbio automático. A justificativa enviada por mensagem foi a seguinte:
"Em relação ao pedido de complemento este foi negado pois o regulador informa que não teve haver com a colisão. Sendo que foi informado que o senhor colidiu com o veículo em uma árvore vindo a danificar o para-choque. O cárter do motor e o cárter do câmbio está soldado e arranhado devido ao veículo ser rebaixado.."
Gostaria de registrar formalmente minha total indignação com a postura do regulador e a negativa da companhia pelos seguintes fatos:
Nexo Causal Evidente: Como o veículo rodou 500 km de forma impecável e o problema no câmbio só passou a existir imediatamente após o choque com o tronco, fica claro que o dano não é preexistente. O impacto não se limitou ao para-choque; o obstáculo entrou por baixo do carro, atingindo diretamente a parte mecânica inferior e inutilizando a transmissão.
Esclarecimento sobre a Solda citada pelo Regulador: A solda presente no câmbio foi realizada logo após a colisão, de forma emergencial e investigativa, com o único objetivo de verificar a extensão do dano na transmissão e avaliar se valia a pena realizar o reparo do veículo através do seguro. Usar essa solda feita posteriormente ao impacto justamente para diagnóstico como argumento de que o problema é antigo demonstra falta de critério técnico e má-fé na análise.
Laudo Genérico e Pré-conceito: Riscos e marcas estéticas anteriores no fundo do carro por ser rebaixado não anulam o fato de que a quebra atual no câmbio automático foi causada pelo impacto violento. Associar um dano estrutural grave, que só apareceu pós-acidente, a raspões antigos é uma tentativa infundada de eximir a seguradora da responsabilidade contratual.
Contradição: A própria seguradora assume que houve a colisão com a árvore. Ignorar que um tronco pode quebrar componentes inferiores e imobilizar o veículo é ignorar as leis mais básicas da física e da mecânica automotiva.
O veículo atualmente encontra-se parado na oficina da minha cidade, gerando enormes prejuízos e transtornos diários para a minha locomoção, enquanto a seguradora se recusa a cumprir integralmente a apólice contratada e paga em dia.
Exijo a reanálise imediata do caso por uma equipe técnica imparcial, que avalie o histórico real do atendimento e o dano mecânico causado pelo impacto. Caso a negativa persista, buscarei a mediação da SUSEP e as vias judiciais cabíveis.
Aguardo um posicionamento urgente e profissional.