Reação alérgica severa após teste na clínica da Lapa e recusa de antecipação da consulta para avaliação

Em réplica
São Paulo - SP
16/10/2025 às 10:12
ID: 229490081
Realizei um teste de alergia na clínica da lapa que deveria durar de segunda a sexta-feira. Na quarta-feira, o material foi retirado, mas fui orientada a manter os mesmos cuidados, especialmente não molhar a área.
Mesmo seguindo todas as orientações, apresentei uma reação intensa na pele. A técnica de enfermagem que me atendeu, embora um pouco ríspida, percebeu a gravidade da reação e se mostrou sensível, tentando conseguir um encaixe antecipado com a médica para que o teste fosse finalizado e avaliado antes. Infelizmente, isso não ocorreu.
Cheguei à clínica com a pele totalmente íntegra. Tenho histórico de alergias há mais de 20 anos, sendo alérgica a aditivos artificiais alimentares, tinturas de cabelo (principalmente pigmentos pretos) e cloro de piscina. Quando minha alergia não está controlada, costumo apresentar dermatites exsudativas e já tive edemas de glote , o primeiro deles, inclusive, com gravidade.
Ou seja, conheço profundamente o meu corpo e as minhas reações. Neste momento, estou com duas lesões exsudativas, com secreção e coceira intensa, causadas pela reação ao teste iniciado na segunda-feira e com previsão de término na sexta (17/10).
Apesar de relatar o desconforto, a clínica se recusou a antecipar a consulta, alegando a necessidade de aguardar o prazo total para concluir o diagnóstico. Não houve sequer possibilidade de reagendamento antecipado, o que considero uma falha de protocolo e de segurança assistencial.
Hoje, estou com lesões abertas, doloridas e exsudativas, que me causam desconforto físico, prejuízo financeiro e emocional. Faltou acolhimento, empatia e agilidade por parte da clínica, que deveria ter um protocolo para manejo de reações adversas, especialmente em pacientes com histórico alérgico conhecido.
Em um teste de contato , reações intensas com bolhas, secreção, dor ou prurido forte exigem reavaliação imediata. Mesmo que o protocolo costumeiramente preveja leitura final após 72 ou 96 horas, o bom senso clínico e as boas práticas em alergologia e dermatologia determinam que, diante de sinais de inflamação importante, o teste deve ser interrompido e o paciente reavaliado antes.
A negativa de encaixe, sabendo que eu estava com lesões exsudativas, contraria princípios básicos do atendimento em saúde:
Não maleficência: evitar causar dano ao paciente.
Beneficência e empatia: acolher o sofrimento e adaptar a conduta às necessidades individuais.
Cuidado centrado no paciente: especialmente em quem tem histórico alérgico grave.
Mesmo que a médica estivesse sobrecarregada ou o protocolo previsse leitura apenas na sexta, deveria haver flexibilidade para casos excepcionais.
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Resposta da empresa
17/10/2025 às 10:13
Olá, Taís!
Agradecemos por compartilhar seu relato e lamentamos pelo desconforto ocorrido.
Na data de hoje, foi realizada a retirada do teste de contato, que segue dentro do prazo previsto para acompanhamento e leitura final. Reações inflamatórias podem ocorrer durante o exame e fazem parte do processo de avaliação, sendo o retorno médico essencial para uma análise segura e conclusiva.
A equipe da Alergo Dermatologia Integrada está ciente e acompanha de perto o caso, com nova avaliação médica já agendada. Reforçamos nosso compromisso com a segurança, o acolhimento e o cuidado responsável em todos os atendimentos.
Permanecemos à disposição.
Alergo Dermatologia Integrada
Réplica do consumidor
17/10/2025 às 11:11
Agradeço o retorno da clínica, mas reforço que minha manifestação não se referiu apenas ao prazo técnico do teste, e sim à ausência de acolhimento e de conduta orientativa diante de uma reação exacerbada.
De fato, compreendo inclusive por formação e experiência em saúde que reações inflamatórias leves fazem parte do processo de leitura do teste de contato. No entanto, quando a resposta do organismo é intensa, com lesões exsudativas, secreção, dor e prurido importante, o paciente necessita de orientações específicas para conforto e segurança, e não apenas aguardar a leitura final.
Neste contexto, faltou:
Avaliação médica intermediária ou orientação formal para controle da inflamação e prevenção de infecção;
Acolhimento e empatia, especialmente considerando meu histórico alérgico de longa data e o risco conhecido de reações graves;
Flexibilidade assistencial, já que protocolos clínicos devem se adaptar às necessidades do paciente, e não o contrário.
Reforço que o objetivo da minha queixa não é desqualificar o trabalho da clínica, mas sugerir revisão de protocolos de manejo para casos de reação importante, garantindo conforto, segurança e comunicação clara com o paciente.
Acredito que a boa prática clínica está no equilíbrio entre técnica e sensibilidade, e que situações como esta podem ser oportunidades de melhoria na assistência prestada.