Propaganda enganosa e não cumprimento de promessa de contemplação em consórcio Alphacred

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Salvador - BA

10/03/2026 às 10:02

ID: 242823217

Olá, bom dia prezados!

Nos dias 24 a 26 de janeiro de 2026, vi uma propaganda de venda de um veículo no OLX. Atraído por essa proposta, dirigi-me à empresa ALPHACRED CONSÓRCIO dia 29/01, localizada nas imediações de Lauro de Freitas, Bahia.

Ao chegar ao local, o vendedor de nome ***** explicou-me que não vendia veículos, mas que poderia conseguir um por meio de carta de consórcio. No entanto, é importante destacar que a propaganda anunciava a venda de um veículo, e não uma carta de consórcio.

No local, deixei bem claro ao vendedor quais eram minhas condições financeiras atuais, informei minha renda líquida mensal e disse que não tinha interesse em carta de consórcio, mas sim em comprar o veículo que estava sendo anunciado no OLX. O vendedor, que por sinal foi muito atencioso e convincente em suas palavras, informou que a empresa não vendia o veículo e que ele já estava indo para leilão dentro de 90 dias, motivo pelo qual estava sendo anunciado. Outra informação importante: enfatizei bem para o mesmo de que estava comprando esse carro para trabalho (estritamente para isso) e que tinha vendido o meu carro antigo por 12.000,00 mil e retirei da minha poupança 13.500,00, sendo este último valor que foi acumulado de anos das minhas economias.

O valor que eu possuía em mãos praticamente pagaria todo o veículo à vista. Insisti em realizar a compra dessa forma (a vista), mas o vendedor foi categórico ao dizer que o foco da empresa não era vender carros, mas sim consórcios.

Após muita insistência do vendedor *****, acabei fechando o consórcio, pois ele me garantiu que, dando uma entrada, eu teria direito à adesão da carta de crédito e que no dia 10 de fevereiro seria contemplado. Pedi para ver o carro antes, mas o mesmo informou que só poderia acessar depois de contemplado (informação registrada no whatsapp).

Ele utilizou palavras bastante convincentes e me orientou a realizar uma entrevista por vídeo para a empresa ALFA MASTER INVESTIMENTOS E AGENCIAMENTO DE CONSÓRCIOS LTDA, CNPJ *****, responsável pela ALPHACRED CONSÓRCIO, localizada na *****, *****, *****, ***** - Ba. Durante essa entrevista, fui orientado a responder perguntas que, posteriormente, percebi não terem relação com o que havia sido apresentado inicialmente pelo vendedor.

Efetuei uma entrada no valor de R$ 25.500,00, pois fui informado de que esse valor garantiria a adesão à carta de crédito. As parcelas combinadas seriam de R$ 400,00.

Porém, no dia 09 de março de 2026, recebi um boleto no valor de R$ 2.500,00, sendo que minha renda líquida mensal é de R$ 2.070,00, o que torna esse valor totalmente incompatível com minha realidade financeira e diferente do que foi acordado. Além disso, não fui contemplado e também não tenho o dinheiro em mãos.

Já tentei entrar em contato com a empresa para resolver minha situação, porém sem sucesso. Diante disso, não vejo a empresa como séria, mas sim como responsável por propaganda enganosa e práticas que induzem o consumidor ao erro.

Estou tentando resolver a situação de forma amigável e legal, mas, caso não haja solução, irei acionar as medidas jurídicas cabíveis. Também espero que meu nome não seja incluído em órgãos de proteção ao crédito, como SPC ou SERASA, considerando que toda a situação ocorreu a partir de informações enganosas.

Reitero que expliquei toda a minha situação ao vendedor, informando que o veículo seria utilizado para trabalho, apresentei meu salário e mesmo assim ele insistiu na promessa de contemplação da carta de crédito, o que não ocorreu.

Deixo também um alerta: desconfiem de valores altos cobrados como entrada para adesão em consórcios. Normalmente paga-se apenas o valor da primeira parcela, e posteriormente aguarda-se o período para ofertar lance, podendo inclusive utilizar parte da própria carta de crédito. Infelizmente, só obtive essas informações depois do ocorrido.

Destaco ainda que o sistema de consórcios é regulamentado pela Lei n 11.795/2008, sendo fiscalizado pelo Banco Central do Brasil, órgão responsável por supervisionar essas atividades. Por isso, é fundamental verificar se o consórcio é realmente autorizado e transparente.

Minhas conclusões finais são de que a empresa não foi transparente, utilizou propaganda enganosa e, no local da contratação, houve diversas tentativas de induzir o consumidor a fechar o consórcio.

Não fiz esta reclamação logo no primeiro mês em que não fui contemplado porque o próprio vendedor garantiu que resolveria minha situação, inclusive em relação ao valor da parcela, pedindo que eu aguardasse até o mês seguinte. Entretanto, não houve qualquer retorno positivo, e o valor do boleto recebido não corresponde ao que foi acordado.

Diante disso, aguardo uma manifestação formal da empresa, desta vez por parte de um responsável geral, para que a situação seja devidamente esclarecida e resolvida. Depois da proposta fechada me senti ludibriado e enganado.

Att, *****

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