Ruído constante e incômodo de subestação elétrica afeta moradores da região

Em réplica
São Paulo - SP
22/01/2026 às 16:08
ID: 238520555
Sou morador da região da Subestação Centro, situada na Alameda Glete, e registro esta reclamação para reiterar um problema crônico, recorrente e amplamente documentado: a emissão de ruído contínuo, ininterrupto e altamente incômodo, perceptível 24 horas por dia, inclusive durante a madrugada!! Estou na Rua Helvetia, a 400m da estação, e o ruído é insuportável.
Trata-se de um zumbido elétrico constante cuja intensidade não é episódica, mas permanente, variando levemente ao longo do dia e da noite. O ruído é perceptível mesmo a distância da subestação e se torna especialmente perturbador no período noturno, quando o silêncio urbano evidencia ainda mais o problema.
É importante destacar que este não é um caso isolado nem recente. Há registros públicos de reclamações semelhantes feitas por moradores da região há vários anos (5, 7 anos ou mais), inclusive neste mesmo canal, o que demonstra que:
1. O problema é amplamente conhecido pela concessionária
2. Nenhuma medida foi adotadas até o momento para mitigar o impacto sonoro!
Nas respostas anteriores, a concessionária informa que a subestação é antiga, essencial ao sistema elétrico nacional e que está passando por um processo de relicitação e modernização, com prazo regulatório estabelecido pelo Governo Federal. Essa informação é compreendida.
No entanto, é justamente esse ponto que precisa ser esclarecido de forma objetiva: A essencialidade do serviço público NÃO exime a concessionária da obrigação de operar dentro de padrões aceitáveis de impacto ambiental e sonoro, especialmente quando o ruído afeta diretamente o descanso, a saúde e o uso regular dos imóveis residenciais no entorno!
O fato de a subestação operar há muitos anos não justifica a manutenção de um ruído contínuo e degradante por mais de uma década, tampouco transfere à população o ônus de aguardar indefinidamente por melhorias futuras.
O impacto do ruído é real e concreto:
- Dificuldade persistente para dormir
- Comprometimento do descanso
- Prejuízo à concentração e à saúde mental!
- Redução significativa da qualidade de vida
Ressalto que não se trata de barulho eventual, mas de ruído industrial contínuo, o tipo mais desgastante do ponto de vista neurofisiológico, amplamente reconhecido como prejudicial quando há exposição prolongada!!
O que se espera agora é transparência, responsabilidade e ação efetiva, compatíveis com a relevância do serviço prestado e com o direito básico ao descanso de toda população afetada!
Aguardarei retorno formal e documentado por este canal.
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Resposta da empresa
29/01/2026 às 18:29
Prezado Sr. Arthur
Agradecemos seu contato e em atenção à sua reclamação, informamos que a Subestação Centro, situada na Alameda Glete, está em operação há muitos anos, desde 1970 e tem fundamental importância para o sistema elétrico nacional, sendo responsável pelo fornecimento de energia na região central da Cidade de São Paulo. Trata-se de uma concessão de serviço público de transmissão de energia elétrica, serviço este considerado essencial.
Em razão da longevidade dos ativos, o Governo Federal optou por relicitar tais serviços, o que inclui além da substituição de equipamentos integrantes da Subestação, a realização de diversas atividades e planejamento.
O prazo estabelecido pelo Governo Federal, à nova Concessionária responsável (TECP), para a realização das atividades é até dezembro/2028.
Não obstante, já iniciamos as atividades objeto do novo contrato de concessão, sendo certo que envidaremos nossos melhores esforços para finalização no menor tempo possível.
Contamos com a compreensão de V.Sa.
Réplica do consumidor
01/02/2026 às 15:41
Agradeço o retorno e compreendo a relevância da Subestação Centro para o sistema elétrico nacional, bem como o caráter essencial do serviço de transmissão de energia. Esse ponto nunca foi questionado!
No entanto, é justamente por se tratar de um serviço público essencial que se espera que sua operação ocorra de forma compatível com padrões mínimos de impacto ambiental e sonoro, especialmente em área urbana consolidada e residencial!
É importante fazer uma distinção clara, que não foi abordada na resposta:
O cronograma regulatório de relicitação e modernização estrutural, com prazo até dezembro de 2028, não elimina nem suspende a obrigação de mitigar impactos sonoros atuais e contínuos que afetam diretamente a população do entorno.
O ruído relatado:
- é permanente, acima do permitido.
- ocorre 24 horas por dia
- é muito mais perceptível no período noturno, impedindo o sono e uma vida normal.
- vem sendo objeto de reclamações recorrentes há mais de 7 anos.
Portanto, não se trata de aguardar uma melhoria futura, mas de lidar com um impacto concreto e presente, que compromete o descanso, a saúde e o uso regular dos imóveis hoje.
Diante disso, solicito esclarecimentos objetivos sobre pontos que permanecem sem resposta:
- Quais medidas de mitigação acústica podem ser adotadas de forma imediata ou intermediária, independentemente da conclusão da modernização completa prevista até 2028?
- Existe previsão de ações paliativas, como isolamento acústico adicional, enclausuramento de equipamentos específicos ou ajustes operacionais, enquanto o cronograma regulatório não é concluído?
- Há possibilidade de vistoria técnica focada especificamente no impacto sonoro percebido pelos moradores, especialmente no período noturno?
Reforço que a compreensão da importância do serviço público não pode implicar a aceitação de um ruído contínuo e degradante por mais 3 anos, sem qualquer medida concreta de mitigação no presente.
A expectativa é de um posicionamento claro quanto às ações possíveis agora, e não apenas àquelas previstas para o término do processo regulatório!
Aguardarei retorno objetivo por este canal.