Negligência e possível erro médic..ico

Em réplica
São Bernardo do Campo - SP
19/11/2025 às 11:30
ID: 232318009
Meu cachorro já passava em tratamento com a Dra. ***** neurologista nesta clínica e como ele tinha epilepsia tomava medicações: Gardenal e Levetiracetam (remédios controlados)e estava bem!!! Ocorreu que acabou o medicamento Levetiracetam e eu precisava de uma nova receita para comprar mais, contatei a Dra ***** pelo whatsapp expliquei que precisava de uma nova receita e ela me passou que precisávamos '' desmamar" o meu cachorro do medicamento e que ao invés dele tomar 1/2 comprimido do Levetiracetam 2x ao dia, ele deveria tomar 1x ao dia e que eu passasse com o clínico que iria orientar a Dra de plantão para me passar a receita com a dosagem REDUZIDA do medicamento. Falou: "Vê como ele fica com meio uma vez ao dia". Se passaram 2 dias com meu cachorro tomando a medicação com a dose reduzida conforme orientação da dra ***** Neurologista e então ao final do dia ele voltou a convulsionar (estava cerca de 3 meses sem ter crises), só que dessa vez a crise estava mais grave, levamos ele correndo para a clínica, pedimos urgência no atendimento e quando chegamos ele convulsionou dentro da clínica na recepção, aguardando trazerem uma maca para levá-lo para a internação. Aí minha tristeza e revolta, vou explicar o porquê: deixe meu Duke internado( sai de lá por volta das 20hs) e com oxigênio (o oxigênio parecia que mais vazava do que era direcionado a ele, o cachorro era grande e o bocal de inalação pequeno), deram algumas medicações de início. Na clínica deixei ele vivo e o que me passaram foi: "a respiração dele está ofegante e para isso ele está recebendo oxigênio, precisa aguardar o corpo dele responder aos medicamentos e a temperatura baixar." Informaram que após conversar com a Dra.***** ela pediu a infusão de sedativos e eu tinha que autorizar devido aos riscos.(20:49hs). Assinei já que era indicado pela médica. Estava disposta a tudo para que ele ficasse bem!!! Por volta das 21:45hs questionei a Dra.***** se ele ainda está convulsionando porque o relatório dizia que as convulsões haviam parado..Por volta das 23hs recebi o retorno que ele parou de convulsionar, a respiração estava menos ofegante e estavam tentando estabilizar o quadro. Deixei claro que se ele tivesse grande risco de óbito me avisassem que queria ir vê-lo antes do pior.. ninguém me respondeu. Recebi no whats que a glicemia estava em
53mgdl (eu vi que era muito baixa pq ninguém me passou nada). Entrei em contato por telefone às 01:16hs para falar com a médica dra ***** (do plantão ) pq eu estava muito preocupada, e queria saber o real quadro dele e vê -lo antes do pior, e a DRA. ME DISSE "PODE VIR AGORA ENTÃO, VEM AGORA". Demorei 10 minutos para chegar até lá porque já era de madrugada, no trajeto ela me ligou perguntando se vi sobre uma transferência para outro hospital..eu disse que estava chegando em 2 minutos e já falávamos. QUANDO CHEGUEI LÁ ELA FEZ UM TEATRO FALOU QUE HAVIA O REANIMADO DA PARADA, SÓ QUE NA VERDADE QUANDO ENTREI NA INTERNAÇÃO ELE NÃO RESPIRAVA POR CONTA PRÓPRIA E O CORAÇÃO NÃO ESTAVA BATENDO!!! A máquina só acionava enquanto ela fazia manualmente a massagem cardíaca, e o oxigênio ligado, sem nenhum sinal do meu cachorro, até a língua já estava roxa!!!!
Agora eu pergunto:
PARA QUE ESSE TEATRO? DE MASSAGEM CARDÍACA?
PERGUNTAR DE AMBULÂNCIA PRA TRANSFERÊNCIA?
HÁ QUE HORAS IRIAM INFORMAR QUE O MEU PET HAVIA MORRIDO?
E SIM A REDUÇÃO DA MEDICAÇÃO PODE TER SIDO A CAUSA QUE LEVOU ELE A ISSO!!!!
Se eu não ligo não saberia de nada..ia dormir e talvez no dia seguinte diriam teve complicações no caso dele e ele veio a falecer.. Por isso em casos de cães com epilepsia busquem uma 2 ou 3 opinião quanto a medicação porque o meu pet ninguém trará de volta!!
Para mim pode ter havido Erro Médico, (redução do medicamento,falei com outros contatos e no caso de epilepsia sedação pode piorar as convulsões), Negligência (eles não tem suporte para ventilação mecânica e tb não te avisam desse risco e necessidade no início do atendimento), falta de suporte, retorno sobre os pacientes, respeito e transparência!!!! Meu cachorro faleceu dia 21/08 a 3 meses e eu ainda não me recuperei !!!
AMITY, RESPEITO E RESPONSABILIDADE OS PETS SÃO VIDAS!!!!
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Resposta da empresa
19/11/2025 às 20:24
Olá, Pamela.
Lamentamos profundamente pela perda do Duke. Sabemos o quanto ele era importante para você e compreendemos a dor envolvida. Após recebermos a sua manifestação, revisamos cuidadosamente todo o prontuário médico, o parecer da neurologista responsável e as conversas registradas no WhatsApp, para responder com total responsabilidade e transparência.
A seguir, esclarecemos ponto a ponto com base exclusivamente nos documentos clínicos e registros oficiais.
O Duke apresentava crises epilépticas desde agosto/*******, com episódios recorrentes e graves.
Há registro de múltiplas internações por convulsões em cluster desde 30/10/*******, sempre chegando em estado crítico.
A neurologista Dra. Yohanna Munhoz havia solicitado investigação avançada:
Ressonância magnética de crânio,
Coleta de líquor,
Painel neurológico completo (PCRs).
Esses exames não foram realizados, pois o Duke rompeu os ligamentos e precisou de cirurgia ortopédica de emergência, conforme prontuário. Por conta disso, infelizmente não foi possível estabelecer um diagnóstico neurológico definitivo.
De qualquer forma, o histórico reforça que infelizmente estávamos diante de um quadro neurológico crônico, complexo e de alto risco, independentemente da internação final.
Com relação ao levetiracetam, em julho a Dra Yohanna orientou desmame progressivo da medicação após melhora das crises.
Em 15/08, quando a senhora avisou que a medicação acabaria no dia seguinte, a neurologista reforçou:
que a medicação não poderia ser suspensa abruptamente,
que o desmame já havia sido orientado,
que era necessário consultar um clínico para emissão da receita controlada.
Foi registrado que o desmame não havia sido realizado conforme recomendação anterior.
A orientação de continuidade da redução, portanto, não foi uma conduta isolada, mas seguimento de um plano de tentativa de desmame.
O prontuário inicial do dia 20/08/******* registra que o Duke estava convulsionando há aproximadamente 4 horas, com crises recorrentes inclusive durante o sono, configurando status epilepticus.
Na admissão, apresentava:
status epiléptico ativo,
hipertermia grave (temperaturas acima de 42C),
alteração neurológica importante,
risco imediato de parada cardiorrespiratória.
Conforme recomendações internacionais para status epilepticus refratário, foram administrados:
Inicialmente midazolam intranasal e endovenoso, seguido de fenobarbital e manitol
Protocolos de sedação com propofol e cetamina
Protocolos de resfriamento externo + aplicação de dipirona
Início de oxigênioterapia conforme necessidade
Como não houve resposta inicial adequada, foi iniciado protocolo de sedação (descrito acima), com fármacos que atuam em receptores diferentes, como tentativa de estabilização do quadro.
Com relação às glicemias, os parâmetros registrados em prontuário foram:
20:30 ******* mg/dL
00:23 53 mg/dL
01:24 ******* mg/dL
Oscilações dessa magnitude são compatíveis com:
crises prolongadas,
uso de sedativos,
metabolismo acelerado,
hipertermia extrema.
A glicemia se estabilizou no último registro disponível.
Com relação à comunicação, os registros de mensagens mostram:
atualizações frequentes sobre o quadro,
orientação explícita de risco de óbito,
recomendação para que a senhora comparecesse imediatamente ao hospital,
explicação da necessidade potencial de ventilação mecânica,
aviso de piora respiratória,
pedido de autorização para sedação profunda.
Além disso, em nenhum momento a equipe disse que o Duke estava bem ou fora de risco.
O que foi informado de forma técnica foi:
ele parou de convulsionar, mas a respiração piorou e o quadro segue crítico.
Essa frase significa apenas que as medicações haviam temporariamente suprimido a atividade convulsiva, mas não houve qualquer melhora global.
Pelo contrário: pouco depois dessa mensagem, a equipe reforça que:
o quadro era crítico,
havia risco de óbito a qualquer momento,
a senhora deveria ir ao hospital o quanto antes.
É compreensível que, em um momento emocional tão difícil, a informação de que a convulsão cessou tenha sido interpretada como melhora global.
Mas os registros mostram que a equipe sempre comunicou gravidade e instabilidade contínuas.
Com relação ao momento do óbito, o Duke apresentou duas paradas:
Na primeira, respondeu às manobras de reanimação
Na segunda, infelizmente evoluiu para óbito
A senhora chegou durante o segundo ciclo de reanimação, com a equipe realizando massagem cardíaca e ventilação manual contínua.
As manobras só foram encerradas após todos os protocolos terem sido completados e o óbito ter sido constatado.
Diante desse quadro, podemos concluir que o Duke infelizmente foi um paciente neurológico crônico, grave e de risco desde *******.
Na internação final, chegou em status epilepticus há mais de 4 horas, em hipertermia extrema e com risco imediato de [Editado pelo Reclame Aqui].
Todas as condutas realizadas (medicações, controle de temperatura, monitorização e outras tentativas de estabilização) seguiram rigorosamente as boas práticas veterinárias.
A comunicação com a senhora foi contínua, clara e insistente quanto à gravidade e ao risco iminente.
Nos solidarizamos profundamente com sua perda.
Estamos à disposição para esclarecer qualquer informação adicional e revisar pessoalmente o prontuário completo, caso deseje.
Atenciosamente,
Equipe Amity Pet
Réplica da empresa
19/11/2025 às 21:59
Olá, Pamela.
Gostaríamos de fazer uma retificação importante em complemento à resposta enviada anteriormente.
Pedimos desculpas pela informação inicial incompleta em relação à investigação neurológica avançada. Ao revisarmos novamente o prontuário completo, identificamos que, em consulta de retorno com a neurologista no dia 15/05/*******, foi constatado que o Duke realizou sim a ressonância magnética de crânio, a coleta de líquor e o painel neurológico.
Os resultados foram:
Ressonância magnética: aumento de ventrículos, porém considerado congênito e sem relevância clínica.
Líquor: sem alterações dignas de nota.
Painel neurológico: negativo para agentes infecciosos.
Ou seja, toda a investigação avançada descartou causas estruturais, inflamatórias e infecciosas, reforçando que o Duke era realmente portador de epilepsia refratária/idiopática, condição de evolução imprevisível e compatível com episódios graves, como o status epiléptico apresentado na internação final.
Fazemos essa retificação em respeito à transparência e ao cuidado com as informações prestadas. Permanecemos totalmente à disposição para esclarecer qualquer ponto adicional.