Cobrança acima do orçamento em procedimento veterinário e falta de solução administrativa.

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Brasília - DF

09/01/2026 às 17:12

ID: 237202973

No início de novembro, procurei o Hospital Veterinário Amparo para tratar uma lesão na orelha do meu gato, que não cicatrizava. Meu gato é branco e FELV positivo, e, diante do aspecto da lesão, foi levantada a possibilidade de câncer de pele. Na consulta, fui informada de que não seria possível identificar o problema sem a retirada do fragmento lesionado para biópsia. Na mesma ocasião, também foi retirado um fragmento do supercílio direito.

A veterinária sugeriu que, como o procedimento exigiria anestesia geral, seria oportuno aproveitar para realizar a limpeza de tártaro. Diante do argumento apresentado, autorizei todos os procedimentos indicados, incluindo risco cirúrgico, exames de sangue, material descartável e ultrassom.

Meu gato recebeu alta no mesmo dia. A biópsia, que deveria ficar pronta em 20 dias, só foi entregue após 30 dias. Felizmente, a cirurgia inicial foi considerada um sucesso: a orelha e o supercílio cicatrizaram bem, os pontos foram retirados e o animal retomou seus hábitos normais, aparentando ótima recuperação.

Todos os procedimentos realizados custaram R$ 3.395,00, valor elevado, mas que aceitei em nome da saúde do meu animal.

Ocorre que, na semana que antecedeu o Natal, percebi que a orelha voltou a apresentar lesões não mais em um ponto isolado, como antes, mas ao longo de toda a borda do corte cirúrgico. Diante disso, retornei ao hospital no dia 27/12, quando meu gato foi examinado pela veterinária de plantão, que orientou o retorno com a oncologista responsável pela cirurgia.

No dia 30/12, levei meu gato à consulta com a oncologista, que informou ser necessário retirar um novo fragmento da orelha, pois o câncer havia retornado. Nessa consulta, foi apresentado um orçamento aproximado de R$ 1.100,00, e deixei claro que não tinha condições de arcar com valor superior, inclusive porque ainda estava pagando os custos do procedimento anterior. O orçamento foi, portanto, expressamente discutido e limitado.

Para minha total surpresa e indignação, no momento da alta, o valor efetivamente cobrado foi de R$ 2.470,00, ou seja, pouco mais que o dobro do orçamento apresentado e autorizado. Um verdadeiro absurdo!

Tentei resolver a situação no próprio hospital, dialogando com a veterinária que realizou a alta e com o auxiliar técnico da recepção. No entanto, fui informada de que não havia ninguém que pudesse responder administrativamente pelo erro cometido entre o valor orçado e o valor cobrado. Ou seja, o erro existiu, foi reconhecido de forma tácita, mas ninguém se responsabilizou.

Deixei claro que esse erro não poderia ser suportado por mim, pois não autorizei aquele valor. Ainda assim, sem qualquer alternativa, e apenas como demonstração de boa-fé qualidade que, infelizmente, não encontrei por parte do hospital naquele momento realizei o pagamento integral, informando que buscaria o ressarcimento posteriormente.

O tratamento dispensado ao consumidor foi marcado por descaso, desorganização administrativa e absoluto desrespeito, sobretudo em contexto de vulnerabilidade emocional, no qual está em jogo a saúde e a vida de um animal de estimação.

À luz do Código de Defesa do Consumidor, dos princípios que regem as relações de consumo, bem como da boa-fé objetiva, é inadmissível que um prestador de serviços descumpra o orçamento apresentado, transfira ao cliente o ônus de um erro interno e não ofereça qualquer solução administrativa imediata.

Registro aqui minha indignação com o tratamento recebido e aguardo uma posição formal do Hospital Veterinário Amparo, com a devida reparação do valor cobrado indevidamente e explicações compatíveis com a responsabilidade que se espera de uma instituição dessa natureza.

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