Ovos estragados e outros alimentos em más condições no Angeloni de Balneário Camboriú

Em réplica
Balneário Camboriú - SC
02/09/2026 às 19:22
ID: 258078323
ANGELONI: QUANDO COMPRAR OVOS COMEÇA A PARECER UMA LOTERIA
Escrevo esta reclamação não propriamente pelos ovos embora, desta vez, eles tenham feito um esforço considerável para chamar minha atenção , mas pela reincidência de produtos alimentícios em condições absolutamente incompatíveis com aquilo que se espera de um supermercado do porte e da reputação do Angeloni, especialmente de uma unidade localizada em Balneário Camboriú, no Estado de Santa Catarina.
Na compra mais recente, adquiri uma bandeja com 30 ovos. Ao utilizá-los, veio a desagradável surpresa: pelo menos 15 estavam estragados, alguns literalmente [Editado pelo Reclame Aqui].
Ou seja: não comprei exatamente uma bandeja de 30 ovos. Comprei uma espécie de experiência estatística na qual, a cada ovo quebrado, havia aproximadamente 50% de probabilidade de descobrir se o café da manhã continuaria normalmente ou se seria necessário abrir as janelas da cozinha.
Seria até curioso, não fosse um problema de segurança alimentar.
E aqui está a razão pela qual decidi tornar a reclamação pública: não é a primeira vez.
Já tive problema semelhante com produtos adquiridos no mesmo supermercado, em Balneário Camboriú/SC. Em duas oportunidades, queijos apresentaram mofo. Em outra ocasião, um frango estava em mau estado. Agora, uma bandeja na qual aproximadamente metade dos ovos estava imprópria para consumo.
Um episódio isolado pode ser um acidente. Dois episódios já merecem atenção. Quando situações semelhantes começam a se repetir com diferentes alimentos perecíveis, deixa de ser razoável tratá-las simplesmente como azar do consumidor.
Evidentemente, alguém poderia sugerir: É só voltar ao supermercado e trocar o produto.
Em teoria, perfeito.
Na prática, espera-se que o consumidor compre ovos para comê-los, e não para iniciar uma pequena peregrinação de retorno ao estabelecimento carregando uma bandeja de ovos [Editado pelo Reclame Aqui] como prova material do ocorrido. Há também distância, deslocamento, tempo perdido e, sobretudo, uma questão bastante mais importante que o valor econômico de quinze ovos: como esses produtos chegaram às prateleiras nessas condições?
Minha preocupação, portanto, não é receber alguns reais de volta.
É saber quais controles de qualidade, conservação, armazenamento e verificação estão sendo efetivamente adotados, porque estamos falando de alimentos destinados ao consumo humano.
O Código de Defesa do Consumidor é bastante claro ao considerar impróprios ao consumo os produtos deteriorados e ao proteger a saúde e a segurança do consumidor. Mas, sinceramente, nem seria necessário conhecer Direito do Consumidor para chegar a uma conclusão bastante elementar: ninguém entra em um supermercado esperando que metade dos ovos de uma bandeja esteja podre.
E quando o estabelecimento possui o tamanho, a estrutura e a reputação do Angeloni, em uma cidade como Balneário Camboriú, Santa Catarina, a expectativa legítima é justamente a contrária: que existam mecanismos internos suficientemente eficientes para que o consumidor não precise exercer a função informal de fiscal sanitário dentro da própria cozinha.
Faço esta publicação, portanto, com dois destinatários.
Primeiro, os consumidores de Balneário Camboriú e região, para que tenham atenção redobrada ao adquirir produtos perecíveis e confiram, sempre que possível, validade, embalagem, aparência e condições de conservação.
Segundo, o Angeloni, a quem dirijo esta reclamação de maneira respeitosa, mas firme: não considero razoável que episódios dessa natureza sejam recorrentes.
Não estou buscando criar uma polêmica por causa de quinze ovos. Estou chamando atenção justamente porque já não se trata apenas de quinze ovos. Houve queijo, houve frango e agora houve novamente produto deteriorado.
Gostaria, portanto, de uma manifestação objetiva do supermercado: o que aconteceu e quais providências serão adotadas para verificar o lote, os procedimentos internos de conservação e evitar que outros consumidores passem pela mesma situação?
Porque, depois de três experiências desse gênero, continuar dizendo que foi apenas azar começaria a exigir de mim uma fé estatística que, infelizmente, minha formação jurídica não permite.
Continuo acreditando que um supermercado da dimensão do Angeloni possui condições de apurar o ocorrido, corrigir eventuais falhas e apresentar uma solução adequada.
Quanto aos ovos, infelizmente, esses já não admitem recurso.
Aguardo um posicionamento do Angeloni de Balneário Camboriú/SC.
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Resposta da empresa
04/09/2026 às 16:58
Olá, Milenko. Espero que esteja bem.
Lamentamos sinceramente pela experiência relatada e, principalmente, pela recorrência das situações envolvendo produtos perecíveis adquiridos em nossa loja. Entendemos sua insatisfação e reconhecemos que ocorrências como as descritas estão muito aquém do padrão de qualidade e confiança que buscamos oferecer aos nossos clientes.
Conforme já informamos em nosso contato, sua manifestação foi encaminhada à gestão da unidade, ao nosso setor de Qualidade e também ao fornecedor envolvido, para que sejam realizadas as devidas verificações e análises. Nosso objetivo é identificar quaisquer falhas que possam ter contribuído para o ocorrido e adotar as medidas corretivas necessárias, de forma a evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
Reforçamos que levamos muito a sério questões relacionadas à segurança alimentar, conservação e qualidade dos produtos comercializados, e seu relato contribui diretamente para o aprimoramento dos nossos processos internos.
Além disso, realizamos o envio do valor correspondente ao último produto adquirido e mencionado em sua manifestação, como forma de atendimento à ocorrência registrada.
Agradecemos por nos trazer seu relato de forma detalhada e respeitosa. Permanecemos à sua disposição sempre que precisar e seguimos comprometidos em oferecer uma experiência de compra segura e satisfatória.
Atenciosamente,
Equipe Angeloni
Réplica do consumidor
04/09/2026 às 19:08
ATUALIZAÇÃO O ANGELONI RESPONDEU. MAS A QUESTÃO PRINCIPAL CONTINUA.
O Angeloni respondeu à minha reclamação, informou que encaminhou o caso à gestão da unidade, ao setor de Qualidade e ao fornecedor, além de providenciar a devolução do valor.
Registro isso porque é correto reconhecer quando uma empresa responde. Mas, ao mesmo tempo, a resposta ainda me parece insuficiente diante da sucessão dos fatos.
Não foi apenas um episódio isolado. Já houve problema com queijo, depois com frango e agora com ovos.
Por isso, a questão deixou de ser simplesmente devolver o valor do produto e passou a ser outra:
posso continuar confiando na qualidade dos alimentos que compro no Angeloni?
A lógica da resposta parece ser sempre posterior ao problema: o consumidor compra, leva para casa, identifica o defeito, reclama e, então, a empresa informa que vai verificar.
Mas não deveria ser justamente o contrário?
Um supermercado do porte do Angeloni deveria ter controles suficientemente eficazes para que a qualidade fosse percebida antes da reclamação, e não apenas investigada depois dela.
É evidente que falhas podem acontecer. Ninguém exige perfeição absoluta. Mas, quando diferentes produtos perecíveis apresentam problemas em ocasiões distintas, já não se trata apenas de um lote específico. Surge uma dúvida legítima sobre o próprio padrão de controle.
A nota de crédito resolve o valor daquela compra.
Mas não resolve a confiança na próxima.
E esse sempre foi o ponto da minha reclamação.
Não quero compensação adicional, benefício ou cortesia. Quero apenas aquilo que deveria ser normal: entrar no Angeloni, comprar um alimento e confiar que ele está em condições adequadas de consumo.
Porque administrar uma reclamação não é a mesma coisa que administrar qualidade.
E o consumidor não deveria precisar reclamar para que a qualidade se torne prioridade.
Espero, portanto, que a resposta do Angeloni não termine apenas no reembolso e na abertura de uma verificação interna, mas resulte efetivamente em prevenção.
Porque, no final, a pergunta continua muito simples:
na próxima compra, posso confiar ou devo apenas guardar bem a nota fiscal que Angeloni acostuma não entregar aos clientes?
Réplica do consumidor
04/09/2026 às 19:09
ATUALIZAÇÃO O ANGELONI RESPONDEU. MAS A QUESTÃO PRINCIPAL CONTINUA.
O Angeloni respondeu à minha reclamação, informou que encaminhou o caso à gestão da unidade, ao setor de Qualidade e ao fornecedor, além de providenciar a devolução do valor.
Registro isso porque é correto reconhecer quando uma empresa responde. Mas, ao mesmo tempo, a resposta ainda me parece insuficiente diante da sucessão dos fatos.
Não foi apenas um episódio isolado. Já houve problema com queijo, depois com frango e agora com ovos.
Por isso, a questão deixou de ser simplesmente devolver o valor do produto e passou a ser outra:
posso continuar confiando na qualidade dos alimentos que compro no Angeloni?
A lógica da resposta parece ser sempre posterior ao problema: o consumidor compra, leva para casa, identifica o defeito, reclama e, então, a empresa informa que vai verificar.
Mas não deveria ser justamente o contrário?
Um supermercado do porte do Angeloni deveria ter controles suficientemente eficazes para que a qualidade fosse percebida antes da reclamação, e não apenas investigada depois dela.
É evidente que falhas podem acontecer. Ninguém exige perfeição absoluta. Mas, quando diferentes produtos perecíveis apresentam problemas em ocasiões distintas, já não se trata apenas de um lote específico. Surge uma dúvida legítima sobre o próprio padrão de controle.
A nota de crédito resolve o valor daquela compra.
Mas não resolve a confiança na próxima.
E esse sempre foi o ponto da minha reclamação.
Não quero compensação adicional, benefício ou cortesia. Quero apenas aquilo que deveria ser normal: entrar no Angeloni, comprar um alimento e confiar que ele está em condições adequadas de consumo.
Porque administrar uma reclamação não é a mesma coisa que administrar qualidade.
E o consumidor não deveria precisar reclamar para que a qualidade se torne prioridade.
Espero, portanto, que a resposta do Angeloni não termine apenas no reembolso e na abertura de uma verificação interna, mas resulte efetivamente em prevenção.
Porque, no final, a pergunta continua muito simples:
na próxima compra, posso confiar ou devo apenas guardar bem a nota fiscal? Nota fiscal que Angeloni não costuma entregar!