Não Recomendo o Hotel Fazenda Angico

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Rio de Janeiro - RJ

27/04/2026 às 15:25

ID: 247079605

Não recomendo o Hotel Fazenda Angico
Minha experiência no Hotel Fazenda Angico durante o feriadão foi bastante contraditória e, sendo honesta, só não foi negativa por conta de fatores externos à estrutura do hotel.
O principal ponto positivo da estadia foi, sem dúvida, a convivência em família. Além disso, vale destacar o esforço da equipe de animação, especialmente tia Leka e tio Formiga, que demonstraram dedicação genuína em tentar proporcionar momentos agradáveis aos hóspedes. Também destaco positivamente o atendimento dos garçons Aldair e Chaveirinho, que, dentro das limitações do local, se mostraram atenciosos e prestativos.
Outro ponto de excelência foi o Braseiro do Céu, uma experiência realmente diferenciada e merecedora de nota 10/10. No entanto, é importante ressaltar que essa atividade não está incluída em todos os pacotes, ou seja, depende da sorte do hóspede conseguir vivenciá-la.
Por outro lado, os aspectos negativos são numerosos e preocupantes. A gestão demonstra um contraste evidente: enquanto há grande cuidado com experiências específicas como o braseiro, há um descaso significativo com a operação básica do hotel, especialmente no restaurante do chamado Angico Branco. Durante as refeições, faltava reposição de alimentos, alguns pratos acabavam e não eram substituídos, e a comida frequentemente apresentava pouco tempero. A estrutura também é insuficiente para a demanda: apenas um liquidificador para preparo de sucos (o que gera demora), poucos equipamentos para atendimento e falhas no serviço como a ausência de garçons passando para oferecer bebidas. A sensação geral é de improviso e despreparo para atender o público.
A ala standard, propriedade ao lado separada por uma estrada, sem dúvida, o ponto mais crítico. Trata-se de uma estrutura visivelmente antiga, mal conservada e com sinais claros de abandono. Há relatos de que essa parte seria arrendada, o que pode explicar a falta de cuidado, mas não justifica a comercialização dos quartos nessas condições. Problemas como chuveiro instável (ora quente, ora frio), falhas elétricas com quedas de energia, falta dágua e manutenção precária comprometem diretamente o conforto.
As áreas comuns dessa ala também deixam a desejar: a região da piscina aparenta descuido, com falta de piso em alguns pontos, e a área de sauna e piscina coberta transmite a sensação de um espaço improvisado e mal finalizado com banheiros inativos e cômodos vazios.
Outro ponto importante é a logística e segurança: a ala standard e o Angico braco(a área principal do hotel) são propriedades distintas, não integradas, exigindo deslocamento constante entre terrenos sem controle adequado de acesso, guarita ou segurança visível algo preocupante para hóspedes.
Além disso, há relatos da própria equipe de que os garçons não recebem os 10% de serviço, o que levanta questionamentos sobre a gestão e valorização dos funcionários.
A sensação geral é resumida por uma frase que circula entre os hóspedes: quem comeu, comeu; quem não comeu, não come mais, refletindo a falta de organização e reposição adequada no restaurante.
Em resumo, se não fosse pelas relações construídas durante a estadia com familiares e alguns funcionários dedicados a experiência teria sido ruim, a ponto de eu não querer retornar mais no hotel. A fazenda possui potencial, mas atualmente apresenta falhas sérias de gestão, estrutura e operação que precisam ser corrigidas com urgência.

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