Insatisfação com atendimento na TARMS Telemedicina e conduta médica na renovação de receita psiquiátrica

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Alagoinhas - BA

21/06/2026 às 00:12

ID: 251940817



Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento prestado pela plataforma
Anjos da Vida Telemedicina e pela médica Dra. *****, CRM-SC *****.

Minha irmã é paciente psiquiátrica, faz uso contínuo de Haldol há mais de 20 anos e necessita de acompanhamento permanente para manutenção da estabilidade do seu quadro clínico. Procuramos atendimento na plataforma em razão da dificuldade de acesso a atendimento psiquiátrico em nossa região.

Durante a consulta, informamos que a paciente possuía receita recente, emitida em 14/05, que o CAPS encontrava-se sem a medicação necessária, que o hospital local não possui emergência psiquiátrica especializada e que os psiquiatras consultados não tinham vagas imediatas, com disponibilidade apenas para datas posteriores.

Apesar de toda a situação relatada e da longa história de uso contínuo da medicação, a médica optou por não renovar a receita, alegando não possuir informações suficientes para assumir a conduta terapêutica.

Compreendo que o médico possui autonomia profissional para decidir sobre prescrições. Entretanto, considero que faltou acolhimento, empatia, sensibilidade psicossocial e uma avaliação mais ampla das circunstâncias apresentadas. Em nenhum momento buscamos alteração de tratamento ou inclusão de novos medicamentos. O pedido era relacionado à continuidade de uma medicação utilizada há décadas por uma paciente psiquiátrica em situação de vulnerabilidade.

O que mais causou indignação foi a ausência de uma solução efetiva diante de um cenário já extremamente difícil: CAPS sem medicação, falta de psiquiatras com agenda disponível, inexistência de emergência psiquiátrica local e risco de interrupção de tratamento de uso contínuo.

A sensação transmitida à família foi de que aspectos humanos e sociais da situação foram ignorados, prevalecendo exclusivamente uma interpretação burocrática do caso, sem consideração adequada às consequências da interrupção terapêutica para uma paciente psiquiátrica.

Diante disso, solicito que a TARMS Telemedicina analise o ocorrido, reveja seus protocolos para atendimento de pacientes psiquiátricos em uso contínuo de medicação e promova uma avaliação da conduta adotada neste caso específico.

Registro esta reclamação não apenas pela situação vivenciada por minha irmã, mas também para que outras famílias não enfrentem as mesmas dificuldades ao buscar assistência em momentos de fragilidade emocional e necessidade de continuidade do tratamento.

Atenciosamente,

*****

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