Criança interrompe tratamento auditivo após atendimento inadequado e uso de fone que causava dor

Resolvido
São Paulo - SP
12/07/2026 às 21:14
ID: 253724685
Criança interrompeu tratamento após atendimento inadequado e uso de fone que causava dor
Meu filho, de 9 anos, realizou no Instituto Jô Clemente o exame de Processamento Auditivo Central (PAC), cujo resultado apontou alteração do processamento auditivo central. Diante do diagnóstico, sua pediatra solicitou a realização de Treinamento Auditivo Acusticamente Controlado (TAAC).
Ao entrar em contato com o Instituto para o agendamento, fui informada de que o pedido médico deveria indicar a quantidade de sessões. Com base nessa orientação, a pediatra solicitou 12 sessões.
No dia 1 de julho de 2026, comparecemos para a primeira sessão. Conforme orientação do próprio Instituto, chegamos com 30 minutos de antecedência para abertura da ficha e registro da presença. Apesar disso, o atendimento começou com aproximadamente 20 minutos de atraso. A profissional informou que não havia sido avisada de nossa chegada e que permanecera ociosa em sua sala.
Em vez de iniciar prontamente o treinamento, iniciou-se uma longa discussão sobre a quantidade de sessões prescritas. A profissional tentou me convencer a reduzir o tratamento de 12 para 8 sessões, alegando que o treinamento seria cansativo para a criança. Expliquei que não cabia a mim alterar uma solicitação médica. A profissional chegou a sugerir que fizéssemos 8 sessões e, se necessário, retornássemos à pediatra para solicitar novo encaminhamento, embora já existisse pedido para 12 sessões.
Ela também afirmou que não conhecia o caso do meu filho. Como eu tinha no celular o relatório do exame realizado no próprio Instituto, apresentei o documento. Somente então ela concordou em prosseguir com as 12 sessões.
Toda essa discussão consumiu praticamente o horário destinado ao atendimento. Quando faltavam cerca de 15 minutos para o término, a profissional informou que faria apenas aproximadamente 10 minutos de treinamento, afirmando que o primeiro dia é assim mesmo. Posteriormente, a própria Ouvidoria do Instituto informou que essa sessão deveria ser reposta e que a discussão sobre 8 ou 12 sessões não deveria ter ocorrido daquela forma.
No dia 8 de julho, retornamos para a segunda sessão. Ao final de aproximadamente 40 minutos, meu filho saiu com as orelhas muito vermelhas e quentes e o rosto bastante vermelho. A própria profissional afirmou que o fone era novo e estava machucando as crianças, acrescentando que isso continuaria acontecendo até que o equipamento ficasse mais confortável. Também informou que já havia comunicado o problema à supervisão, sem solução.
Considero extremamente grave que uma criança seja submetida a um treinamento auditivo com um equipamento que, segundo a própria profissional, estava causando dor e desconforto não apenas ao meu filho, mas também a outras crianças.
Diante da situação, procurei pessoalmente a Ouvidoria do Instituto Jô Clemente. Fui ouvida e informada de que a primeira sessão deveria ser reposta, de que a profissional não deveria ter questionado comigo a quantidade de sessões do encaminhamento e de que a questão do fone seria levada ao setor responsável. Também solicitei esclarecimento sobre a duração das sessões.
Não recebi o retorno prometido. Posteriormente, ao procurar novamente o Instituto para obter informações, recebi pelo WhatsApp apenas a confirmação de que as sessões têm duração de 40 minutos e, quanto ao problema do fone, fui informada de que a questão ainda não havia sido resolvida. O episódio foi encerrado com um agradecimento pelo meu contato.
Diante da ausência de solução concreta, da inexistência de outro profissional no período da tarde e, principalmente, da impossibilidade de permitir que meu filho continuasse um tratamento com uma profissional em quem perdi a confiança e com um equipamento que estava lhe causando dor, fomos obrigados a cancelar o TAAC.
Meu filho, portanto, teve um tratamento indicado por sua médica interrompido após apenas duas idas ao Instituto, sendo que a primeira sessão teve apenas cerca de 10 minutos efetivos de treinamento e a segunda foi realizada com um fone que lhe causou dor e intenso desconforto.
No momento, ainda não conseguimos identificar outra instituição que realize o tratamento pelo nosso plano de saúde. Assim, a situação não representou apenas uma experiência desagradável: trouxe prejuízo concreto à continuidade do tratamento de uma criança de 9 anos.
Solicito ao Instituto Jô Clemente um posicionamento formal sobre:
1. a condução da primeira sessão e a redução do tempo efetivo de atendimento;
2. a tentativa de alterar, diretamente com a responsável, a quantidade de sessões indicada no encaminhamento médico;
3. o uso de equipamento que, segundo a própria profissional, estava machucando as crianças;
4. as providências adotadas após a comunicação do problema à supervisão e à Ouvidoria;
5. a ausência de alternativa de profissional no período compatível com o horário escolar da criança;
6. e, principalmente, qual solução o Instituto oferece para que meu filho possa realizar, com segurança e continuidade, o tratamento que lhe foi indicado.
Não considero aceitável que uma reclamação envolvendo dor durante um atendimento infantil e interrupção de tratamento seja encerrada apenas com um agradecimento pelas contribuições.
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Resposta da empresa
24/07/2026 às 11:32
Olá Sra. Eliana, bom dia:
Agradecemos por compartilhar seu relato e lamentamos sinceramente que a experiência vivenciada por você e seu filho não tenha correspondido às expectativas durante um momento tão importante do cuidado.
Compreendemos a preocupação apresentada, especialmente por envolver a continuidade de um tratamento indicado para uma criança, e reconhecemos a relevância dos pontos trazidos em sua manifestação.
Informamos que as situações relatadas foram direcionadas e permanecem em análise pelas áreas responsáveis, que estão realizando a apuração dos fatos e a avaliação das circunstâncias mencionadas, incluindo os aspectos relacionados ao atendimento prestado, aos processos assistenciais e aos recursos utilizados durante o tratamento.
Agradecemos por dedicar seu tempo para relatar sua experiência e reiteramos nosso compromisso com um atendimento pautado no respeito, na segurança, na qualidade assistencial e na melhoria contínua da experiência dos usuários e pela confiança na retomada do atendimento de seu filho na Terapia.
Continuamos à disposição.
Atenciosamente.
Juliana Simões Fechio
Serviço de Atendimento ao Cliente
Consideração final do consumidor
10/08/2026 às 16:20
Após a manifestação, o Instituto Jô Clemente apresentou uma nova solução para o atendimento do Rafael. A fonoaudióloga que atende no período da manhã passará a atendê-lo no período da tarde, exclusivamente, em caráter excepcional.
A profissional que vinha atendendo o Rafael à tarde permanecerá na instituição, porém não dará continuidade ao atendimento dele.
Agradeço ao Instituto pela solução apresentada. Vamos acompanhar a continuidade do atendimento e esperamos que, com essa mudança, o Rafael tenha um atendimento adequado e regular.
O problema foi resolvido?

Resolvido
Voltaria a fazer negócio
Sim
Nota do atendimento
8