Atendimento péssimo com ortopedista que não examinou o paciente e diagnosticou inchaço.

Respondida
São Paulo - SP
20/07/2026 às 20:45
ID: 254401705
Atendimento pessimo, começando pela recepção pois um dia antes de eu ir até unidade perguntei se precisava de encaminhamento ela disse que não que era só ir até unidade cheguei no dia de hoje o ortopedista não olhou nem na cara do meu marido nem examinou estava com fone de ouvido escutando música e disse que não tinha acontecido nada que era só um inchaço e passou um dipirona sabendo que ele tinha rompido ligamento do joelho como não tinha encaminhamento não podia fazer nada atendimento pessimo não recomendo
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Resposta da empresa
22/07/2026 às 16:54
Prezada, boa tarde.
Primeiramente, agradecemos por sua manifestação e por relatar a informação referente à utilização de fones de ouvido durante o atendimento. Seu relato foi encaminhado ao preceptor da equipe médica para análise e adoção das medidas que forem cabíveis.
Com relação à informação fornecida pela recepção, esclarecemos que, caso o paciente esteja apresentando dor, não é necessário possuir encaminhamento para ser atendido no Pronto-Socorro. O encaminhamento é obrigatório para atendimento ambulatorial em especialidades, que ocorre mediante agendamento prévio e conforme a fila de regulação do SUS. Portanto se foi informado que o paciente estava com dor, a recepção orientou corretamente.
Em relação à sua percepção sobre a conduta médica, compreendemos a frustração diante da expectativa de atendimento e resolução do caso. Entretanto, é importante esclarecer que nossa unidade atua conforme os fluxos e protocolos estabelecidos pela Secretaria Municipal da Saúde, os quais definem a condução dos atendimentos e encaminhamentos.
No caso do paciente em questão, conforme registro em prontuário, a hipótese diagnóstica é de uma possível distensão envolvendo o ligamento cruzado, decorrente de um trauma ocorrido há aproximadamente 15 dias. A confirmação desse diagnóstico depende da realização de ressonância magnética, uma vez que o exame de raio X não permite avaliar adequadamente alterações relacionadas a partes moles.
Em consulta ao sistema do SUS, verificamos que o paciente já aguardava na fila para realização da ressonância magnética, exame solicitado pelo AMA/UBS Fazenda do Carmo, antes mesmo de sua avaliação em nosso Pronto-Socorro.
Sabemos que é difícil lidar com a dor enquanto se aguarda o andamento dos processos administrativos e regulatórios. Contudo, esse tipo de investigação e acompanhamento é classificado pela Secretaria da Saúde como atendimento eletivo, não sendo um procedimento cuja regulação possa ser realizada diretamente pelo Pronto-Socorro. Nesses casos, o fluxo estabelecido determina que o acompanhamento e os encaminhamentos ocorram por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS). Também identificamos que já houve essa solicitação por meio do Hospital Monumento.
Reforçamos que essa conduta não decorre de falta de interesse ou de vontade da equipe em prestar assistência, mas sim do cumprimento dos fluxos assistenciais definidos pela Secretaria da Saúde. Temos ciência de que esse processo pode gerar insatisfação, principalmente em razão do tempo de espera, porém não possuímos autonomia para adotar um fluxo diferente daquele estabelecido pelos órgãos responsáveis.
Sabemos que essa talvez não seja a resposta que vocês gostariam de receber. Ainda assim, consideramos importante esclarecer de forma transparente o funcionamento do processo, para que o paciente e seus familiares compreendam as etapas necessárias e as limitações existentes para a continuidade do atendimento.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos.