Organização religiosa ignora solicitação de ajuda financeira de idosa em vulnerabilidade

Não respondida
Curitiba - PR
09/06/2026 às 14:28
ID: 250921399
Minha mãe, de 66 anos, Testemunha de Jeová há 66 anos, passou recentemente por uma cirurgia. Em razão de suas convicções religiosas e da recusa de transfusões de sangue, foi utilizada uma máquina de autotransfusão durante o procedimento.
Os anciãos da congregação local participaram das orientações relacionadas a essa necessidade e informaram à minha mãe que haviam conseguido um valor reduzido para a utilização do equipamento, que custaria R$ 2.500,00 em vez de aproximadamente R$ 7.000,00.
O problema é que minha mãe não possui renda fixa, não é aposentada e vive com extrema limitação financeira. Eu a ajudo mensalmente com R$ 400,00, mas isso está longe de ser suficiente para suportar uma despesa dessa magnitude. Mesmo parcelado em 5 vezes de R$ 500,00, o valor é incompatível com a realidade financeira dela.
Diante dessa situação, enviei diversos e-mails à Torre de Vigia relatando o caso, explicando as dificuldades financeiras e solicitando orientação ou algum tipo de auxílio. Já se passaram cerca de 20 dias e não recebi qualquer resposta. Nenhuma. Nem mesmo uma confirmação de recebimento ou uma negativa formal.
O que mais causa indignação não é necessariamente a possibilidade de não haver ajuda financeira. O que considero inaceitável é o completo silêncio diante de uma situação envolvendo uma idosa em vulnerabilidade financeira que seguiu fielmente orientações compatíveis com suas crenças religiosas.
Quando uma organização religiosa participa ativamente de orientações relacionadas a decisões médicas tão relevantes para seus fiéis, espera-se ao menos consideração, acolhimento e respeito suficientes para responder a um pedido de ajuda. Ignorar sucessivas tentativas de contato transmite uma mensagem de total descaso com uma pessoa que dedicou anos de sua vida à organização e às suas orientações.
Solicito uma resposta oficial sobre os quatro e-mails enviados e esclarecimentos sobre a existência ou não de qualquer canal de apoio para situações como esta. O mínimo que se espera é respeito e consideração por quem procurou ajuda de boa-fé.