Demora na condução do processo, proposta inicialmente inferior aos orçamentos e insegurança quanto ao ressarcimento integral dos prejuízos

Não respondida
São Paulo - SP
13/07/2026 às 11:49
ID: 253762199
Estou enfrentando uma situação extremamente desgastante com esta associação após um acidente de trânsito.
Desde o primeiro dia útil após o ocorrido providenciei o Boletim de Ocorrência, os orçamentos para o reparo do veículo e permaneci em contato praticamente diário com a corretora e com a associação para acompanhar o andamento do processo. Em nenhum momento houve demora ou omissão da minha parte.
Logo no dia do acidente, presenciei o motorista entrando em contato com a corretora para comunicar o fato. No decorrer dos dias, porém, ficou evidente que a abertura e a tramitação do sinistro dependiam de procedimentos internos da associação e do associado, etapas sobre as quais eu não possuía qualquer ingerência. Inclusive, em determinado momento, o próprio setor de sinistros informou que o processo permanecia aguardando documentação para prosseguir.
Apesar de toda a minha colaboração e acompanhamento constante, os retornos sempre foram demorados.
Quando finalmente apresentaram uma proposta para o reparo do veículo, o valor era inferior aos próprios orçamentos que a associação havia solicitado. Somente após eu recusar a proposta e demonstrar a inconsistência dos valores foi apresentada uma nova proposta contemplando o menor orçamento encaminhado. Isso demonstra que a primeira proposta sequer refletia os documentos apresentados.
Outro ponto que causa preocupação é o tratamento dado às despesas que tive em razão da demora. Embora a associação mencione a "possibilidade" de reembolso dos gastos com transporte por aplicativo, pretende analisar apenas as despesas realizadas a partir da data em que concluiu sua instrução administrativa, ignorando que, desde os primeiros dias após o acidente, eu já havia adotado todas as providências que dependiam de mim e aguardava exclusivamente a conclusão de etapas internas da própria associação.
Meu veículo é utilizado para o exercício da minha atividade profissional. Ainda assim, buscando uma solução amigável, sequer estou discutindo neste momento os lucros cessantes a que eventualmente faria jus, limitando meu pedido ao ressarcimento das despesas efetivamente suportadas durante esse período.
O que causa maior insegurança é que me foi apresentada uma minuta de acordo contemplando apenas o valor do reparo do veículo, enquanto as demais despesas permanecem tratadas como uma mera "possibilidade" de análise futura. Isso gera a sensação de que, após a assinatura do acordo, a discussão sobre os demais prejuízos poderá se tornar ainda mais difícil.
Também considero importante alertar outros consumidores para que compreendam previamente como funciona uma associação de proteção veicular. Ao longo desse processo, ouvi diversas vezes que o procedimento é diferente daquele adotado por uma seguradora tradicional, diferença essa que nem sempre é clara para quem contrata. Essa falta de compreensão pode gerar expectativas que não correspondem ao funcionamento da entidade e, em situações como esta, acabar expondo não apenas terceiros envolvidos no acidente, mas também o próprio associado a conflitos que poderiam ser evitados com uma condução mais eficiente e transparente do processo.
Minha expectativa continua sendo a resolução amigável do caso, com o ressarcimento integral dos prejuízos efetivamente comprovados. Espero que a associação reveja sua postura e conduza a negociação com a mesma boa-fé que demonstrei desde o primeiro dia, evitando que uma situação que poderia ser resolvida administrativamente acabe exigindo a adoção de outras medidas para assegurar os direitos envolvidos.