Constrangimento e tratamento desrespeitoso durante evento promovido pela AstraZeneca

Respondida
São Bernardo do Campo - SP
07/09/2026 às 01:56
ID: 258371603
Venho, por meio desta manifestação, registrar minha profunda indignação diante de uma situação extremamente constrangedora e desrespeitosa ocorrida no dia 1 de setembro, durante um evento promovido pela AstraZeneca, realizado em um restaurante em São Bernardo do Campo/SP.
Na ocasião, eu acompanhava meu pai, médico socorrista do SAMU e pneumologista, com 36 anos de carreira, que havia sido formalmente convidado para participar do evento. Sou estudante de Medicina, estou concluindo o terceiro ano da graduação e prestes a ingressar no quarto ano. Meu pai convidou-me para acompanhá-lo, sendo esta uma oportunidade que considerei importante para minha formação acadêmica.
Ao chegarmos ao local, fomos inicialmente bem recepcionados. Entretanto, poucos minutos depois, uma representante do laboratório, identificada como Márcia, dirigiu-se à nossa mesa e iniciou uma série de abordagens contraditórias.
Na primeira abordagem, informou que eu não poderia participar do evento. Posteriormente, retornou dizendo que eu poderia jantar e aguardar o término da programação em uma sala ao lado. Em uma terceira ocasião, afirmou que eu poderia permanecer no evento, uma vez que já estava presente, mas advertiu que, futuramente, não poderia ocorrer situação semelhante, pois o evento seria destinado exclusivamente a médicos.
Embora a situação já fosse desconfortável, o episódio tornou-se ainda mais grave quando, após o início da aula, a mesma representante retornou à nossa mesa e determinou, em tom elevado, que eu me retirasse imediatamente do recinto, afirmando que eu não poderia participar da apresentação.
O ocorrido foi especialmente constrangedor porque, poucos minutos antes, a própria representante havia autorizado minha permanência. A forma abrupta e pública como fui abordada chamou a atenção dos demais presentes e interferiu no andamento do evento.
Esclareço que não questiono o direito da empresa de estabelecer critérios para a participação em seus eventos. Caso a presença de estudantes ou acompanhantes fosse proibida, essa informação deveria ter sido comunicada previamente e de maneira clara. Em nenhum momento fomos informados de que meu pai não poderia estar acompanhado.
Além disso, caso minha permanência fosse realmente inviável, a situação poderia ter sido resolvida com discrição, cordialidade e respeito, sem a necessidade de me expor diante de diversos profissionais.
Meu pai, após 36 anos de atuação na Medicina, ficou profundamente constrangido. Naturalmente, não aceitou permanecer no evento enquanto sua filha era retirada daquela forma e, por esse motivo, fomos embora.
Minha família já participou de diversos eventos promovidos por outros laboratórios, e meu pai é frequentemente convidado para atividades dessa natureza. Minha mãe, inclusive, já o acompanhou em diversas ocasiões, sem que jamais tivéssemos enfrentado qualquer situação semelhante.
Fui ao evento como acompanhante de meu pai e como estudante de Medicina interessada em aprendizado e atualização científica. Em nenhum momento tive qualquer intenção inadequada ou tentei participar de algo de maneira indevida. Por isso, foi extremamente frustrante ser tratada como se estivesse invadindo um ambiente no qual não deveria estar.
Como futura profissional da área da saúde, considero lamentável que uma experiência que poderia contribuir para minha formação tenha terminado de maneira tão desagradável.
O que mais causa indignação não é a eventual existência de uma regra de participação, mas a falta de comunicação prévia, a contradição nas informações fornecidas e a forma desrespeitosa como a situação foi conduzida.
Diante do ocorrido, espero que a AstraZeneca se manifeste formalmente, esclareça quais eram os critérios de participação no evento e apure a conduta adotada pela representante responsável pelo episódio.
Espero também uma retratação formal, considerando o constrangimento e a exposição desnecessária aos quais fui submetida, bem como a situação desconfortável imposta ao meu pai, um profissional médico com décadas de experiência.
Uma situação que poderia ter sido resolvida de maneira simples e reservada transformou-se em uma experiência vexatória e profundamente desagradável.
Aguardo um posicionamento oficial e providências para que situações semelhantes não se repitam.
São Bernardo do Campo, 1 de setembro de 2026.
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Resposta da empresa
08/09/2026 às 19:43
Prezada,
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AstraZeneca do Brasil
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