Concessionária liberou motocicleta com falha intermitente no sistema ABS e freio dianteiro travando

Não respondida
Maceió - AL
08/08/2026 às 13:17
ID: 255950273
Concessionária Honda liberou motocicleta após relato de falha no ABS e travamento do freio dianteiro, colocando minha segurança em risco. Adquiri uma Honda PCX 160 ABS, modelo 2025/2026, na concessionária Atlântica Motos Farol, em Maceió/AL, onde também realizei todas as revisões da motocicleta. No dia 20/07/2026, por volta das 13h, enquanto utilizava a moto, a luz do ABS começou a acender de maneira intermitente, alternando entre permanecer acesa e piscar. Após desligar a motocicleta e voltar a utilizá-la algumas horas depois, inicialmente o sistema funcionou normalmente, porém, após aproximadamente dez minutos, a luz do ABS voltou a apresentar o mesmo comportamento. Retornei para casa e deixei a motocicleta guardada. No dia seguinte, 21/07/2026, utilizei a moto durante aproximadamente 30 minutos sem apresentar o problema. Posteriormente, entretanto, a luz do ABS voltou a piscar e o sistema passou a apresentar sintomas ainda mais preocupantes. O módulo do ABS começou a emitir um barulho forte e completamente diferente do funcionamento habitual e a manete do freio dianteiro passou a apresentar resistência durante o acionamento, dificultando a frenagem. Em determinado momento, a manete chegou a travar completamente, mesmo aplicando força, impossibilitando o uso do freio dianteiro. Como estava em baixa velocidade, consegui parar a motocicleta utilizando o freio traseiro.
Na manhã do dia 22/07/2026, levei a motocicleta à própria concessionária onde ela havia sido adquirida. Durante o trajeto, o defeito chegou a ocorrer novamente e posteriormente desapareceu, demonstrando justamente o caráter intermitente do problema. Ao chegar à concessionária, relatei detalhadamente toda a situação à atendente, deixando claro que o problema aparecia e desaparecia e, principalmente, que a manete do freio dianteiro estava travando e dificultando a frenagem. Essas informações foram formalmente registradas na Ordem de Serviço da própria concessionária.
Deixei a motocicleta para avaliação e fui chamado no final da tarde para retirá-la. Conforme registrado na Ordem de Serviço, foi realizado um teste de rodagem e a concessionária informou que a motocicleta não havia apresentado nenhuma anomalia no ABS durante o teste. Diante disso, o veículo foi liberado para que eu continuasse utilizando normalmente. O problema é que, menos de dois quilômetros após sair da concessionária, a falha voltou a acontecer. A luz do ABS acendeu novamente, o sistema voltou a apresentar o comportamento anormal e a manete do freio dianteiro voltou a travar. O mais grave ocorreu justamente em uma situação real de trânsito: um veículo entrou à minha frente e precisei realizar uma frenagem de emergência. Nesse momento, o freio dianteiro não respondeu normalmente, obrigando-me a desviar a motocicleta para evitar uma colisão. Felizmente consegui evitar o acidente, assim como o veículo que vinha atrás conseguiu desviar.
Imediatamente comuniquei à concessionária que o problema havia voltado logo após a liberação da motocicleta e que a situação havia colocado minha segurança em risco. No dia 23/07/2026, retornei novamente à concessionária. Desta vez, o mecânico realizou um teste de rodagem comigo e parte do problema pôde ser constatada durante o próprio teste: a luz do ABS voltou a acender e o módulo apresentou novamente o barulho anormal que eu vinha relatando. A motocicleta permaneceu na concessionária para uma avaliação mais aprofundada.
Nesse segundo atendimento foram realizados procedimentos diferentes daqueles adotados na primeira visita, incluindo diagnóstico eletrônico por scanner. O próprio relatório de diagnóstico da Honda registrou falhas no sistema ABS/VSA, incluindo falha de funcionamento do sensor da velocidade da roda dianteira e problema relacionado ao anel do pulsador dianteiro. A própria Ordem de Serviço posterior também registra a identificação de erro no sensor de pulso/velocidade, sendo realizada limpeza no local antes de novos testes de rodagem.
Após essa intervenção, o problema deixou de ocorrer e, desde então, a motocicleta não voltou a apresentar a falha na luz do ABS. Minha insatisfação, portanto, não é simplesmente pelo fato de uma motocicleta apresentar um defeito. Defeitos podem ocorrer. O que considero extremamente grave é a condução do primeiro atendimento. A concessionária recebeu uma motocicleta cujo proprietário relatou expressamente uma falha intermitente envolvendo o ABS e, principalmente, o travamento da manete do freio dianteiro e dificuldade de frenagem, informação que consta na própria Ordem de Serviço. Mesmo diante de um relato relacionado diretamente a um dos principais sistemas de segurança do veículo, a motocicleta foi liberada após o problema não aparecer durante o teste de rodagem.
Poucos quilômetros depois da liberação, o mesmo problema voltou a ocorrer e me colocou em uma situação concreta de risco no trânsito. No atendimento seguinte, procedimentos adicionais foram realizados e foram efetivamente identificadas falhas relacionadas ao sistema ABS que não haviam sido constatadas no primeiro atendimento.
Também considero importante destacar que a motocicleta possuía aproximadamente 10 mil quilômetros e poucos meses de utilização, tendo sido adquirida na própria concessionária e mantida com as revisões realizadas na rede autorizada. Posteriormente, a origem do problema foi atribuída pela concessionária à presença de ferrugem no conjunto relacionado ao sensor/anel dianteiro. Independentemente da discussão sobre a origem dessa oxidação, permanece minha preocupação principal: por que uma motocicleta com relato formal de travamento do freio dianteiro foi liberada para circulação sem que a origem da falha tivesse sido identificada?
Não considero razoável que, diante de um problema intermitente em um sistema de segurança, a ausência momentânea da falha durante um teste de rodagem seja suficiente para devolver o veículo ao consumidor, principalmente quando posteriormente uma análise mais aprofundada conseguiu identificar registros de falha no próprio sistema ABS.
Possuo as Ordens de Serviço dos atendimentos, relatório de diagnóstico eletrônico da Honda, mensagens enviadas à concessionária e registros em vídeo dos sintomas apresentados pela motocicleta. Estou tornando essa situação pública porque considero extremamente séria a forma como o primeiro atendimento foi conduzido e espero um posicionamento formal tanto da Atlântica Motos quanto da Honda do Brasil sobre os procedimentos adotados neste caso. Minha preocupação não é apenas com o defeito apresentado pela motocicleta, mas principalmente com a segurança do consumidor ao receber de volta um veículo após ter relatado uma falha grave no sistema de frenagem e, pouco depois, enfrentar novamente exatamente o problema que havia motivado a entrada na oficina.
Gostaria que a Honda do Brasil analisasse formalmente o caso, as Ordens de Serviço e o relatório de diagnóstico, esclarecendo se os procedimentos realizados no primeiro atendimento foram compatíveis com os protocolos técnicos previstos para uma reclamação envolvendo falha intermitente do ABS e travamento do freio dianteiro.