Veículo Kia Sorento com múltiplos defeitos não resolvidos e falta de transparência nos reparos

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Florianópolis - SC
10/07/2026 às 11:41
ID: 253575605
Há cerca de 50 dias, adquiri à vista um veículo Kia Sorento 2011/2012, com sete lugares, em uma loja da rede.
Durante o test-drive, já havíamos identificado que o sistema multimídia não funcionava e que algumas tomadas do painel também estavam inoperantes. Além disso, havia um barulho na suspensão traseira. Na ocasião, o vendedor e o proprietário/gerente da loja afirmaram prontamente que encaminhariam o veículo para uma revisão e resolveriam esses problemas.
Retiramos o carro e, a partir daí, começou uma verdadeira sequência de transtornos.
Poucos dias depois, constatamos que o sistema de airbag apresentava falhas, pois a seguradora não aprovou o veículo em razão desse problema. O carro permaneceu aproximadamente dez dias com a loja para que o defeito fosse solucionado. Nesse mesmo período, reforçamos que o sistema multimídia continuava sem funcionar.
Quando o veículo nos foi devolvido, o sistema multimídia permanecia inoperante. Além disso, surgiram avarias no banco do motorista e no painel central, com marcas de ferramentas, aparentemente provocadas durante uma tentativa de desmontagem do painel.
Voltamos a reclamar com a loja de Itajaí, mas não obtivemos solução. O gerente passou a ignorar completamente nossas mensagens e solicitações. Diante disso, começamos a procurar outras unidades da franquia, até conseguirmos contato com o proprietário da rede, conhecido como Juca, influenciador que, inclusive, ministra cursos sobre venda de veículos.
Ele nos forneceu contatos de outros gerentes da rede, já que o responsável pela unidade de Itajaí não prestava qualquer atendimento.
Enquanto tentávamos resolver a situação, o carro começou a apresentar superaquecimento. Em um posto de combustíveis, um frentista percebeu que havia um grande vazamento de água e óleo na parte inferior do motor. Algum componente do sistema de arrefecimento aparentemente estava trincado e, com o uso diário do veículo, acabou se rompendo, espalhando líquido por toda a região do motor.
Após inúmeras reclamações, a loja nos encaminhou para uma oficina parceira em Balneário Camboriú. O veículo foi levado até o local, onde fomos atendidos prontamente. A oficina realizou uma avaliação e apresentou um orçamento formal, em papel timbrado, detalhando as peças e os serviços necessários.
Entretanto, no meio da tarde, o mecânico nos informou que uma pessoa enviada pela loja havia retirado o carro daquela oficina e o levado para outro estabelecimento. A justificativa apresentada foi a de que o guincho teria levado o veículo para o endereço errado.
Essa justificativa não procede. Temos conversas registradas pelo WhatsApp comprovando que o endereço correto da primeira oficina foi encaminhado ao responsável pelo guincho.
O veículo foi então levado para uma segunda oficina, sem identificação clara, sem marca visível e sem informações formais sobre o estabelecimento. Nesse local, o mecânico afirmou que apenas o vazamento de água precisaria ser corrigido e que o automóvel seria posteriormente entregue à loja.
Questionamos quais peças seriam substituídas, quais serviços seriam realizados e qual seria a garantia sobre a mão de obra. Não recebemos nenhuma resposta.
Até o momento, não temos qualquer documento, nota, ordem de serviço ou comprovação de que os reparos tenham sido efetivamente executados. O veículo continua apresentando forte vazamento de água. Além disso, há indícios de que a luz de advertência de superaquecimento do painel possa ter sido desligada ou desativada, pois deixou de emitir o alerta mesmo com o problema persistindo.
Infelizmente, o veículo foi pago integralmente à vista. Caso a compra tivesse sido financiada, eu poderia solicitar o cancelamento do financiamento e a loja teria que tratar diretamente com a instituição bancária.
Hoje, estou com um veículo de aproximadamente R$ 60 mil parado, sem condições seguras de uso em trajetos mais longos. Para utilizá-lo minimamente, preciso abrir constantemente o capô e repor a água que continua vazando. Além do risco à segurança dos ocupantes, existe a possibilidade real de danos graves ao motor, o que poderá aumentar ainda mais o prejuízo.
O mais preocupante é que, neste mesmo período, entre os dias 10 e 12 de julho, a rede está promovendo um grande feirão de veículos. Enquanto divulga novas vendas, a empresa não demonstra o mínimo compromisso em resolver os problemas de um carro que já foi vendido e pago.
Meu objetivo com este relato é alertar outros consumidores e exigir uma solução definitiva, transparente e documentada. Não se trata de um simples defeito em um veículo usado, mas de uma sucessão de falhas, omissões, falta de atendimento e reparos sem qualquer comprovação ou garantia.
A empresa precisa assumir sua responsabilidade, reparar integralmente o veículo em uma oficina devidamente identificada e qualificada, apresentar todas as ordens de serviço, informar as peças substituídas e oferecer garantia formal pelos serviços realizados. Caso isso não aconteça, serão adotadas as medidas administrativas e judiciais cabíveis.