Reclamação sobre mau atendimento, falta de instrução adequada e cobranças indevidas em autoescola.

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
22/07/2026 às 17:33
ID: 254589209
Realizei minha matrícula na autoescola logo após a liberação do programa CNH Brasil. No momento da matrícula, não fui informada sobre qualquer contrato diferenciado ou alteração de valores em razão do programa. A recepcionista apenas informou que eu deveria ignorar a parte referente às aulas teóricas, pois eu já havia sido aprovada nessa etapa anteriormente.
Minha primeira aula prática de carro foi com um instrutor extremamente atencioso, paciente e cuidadoso nas orientações. Entretanto, a partir da segunda aula, houve troca de instrutor, passando as aulas a serem ministradas pelo Anderson, que se apresentou como responsável/dono da autoescola.
Durante praticamente todas as aulas, o instrutor permanecia utilizando o celular para resolver assuntos pessoais e da empresa, sem dedicar atenção adequada às aulas práticas. Além disso, ao invés de orientar de forma calma e didática, frequentemente gritava ao passar instruções, o que me deixava ainda mais nervosa durante as aulas.
Houve um episódio em que cheguei com menos de 10 minutos de atraso. O instrutor demorou para realizar a coleta da digital e, quando completaram os 10 minutos, informou que eu havia levado falta e não poderia realizar a aula. Porém, como naquele dia havia duas aulas seguidas agendadas, consegui realizar apenas a segunda.
Também ocorreu uma situação após uma extração dentária. Devido ao calor e esforço, os pontos começaram a sangrar antes da aula. Enviei mensagem à autoescola às 10h20 informando que não teria condições de realizar a aula e solicitando o cancelamento das próximas aulas até melhora do quadro. Fui informada de que as aulas do dia seguinte não poderiam ser desmarcadas por não respeitarem o prazo de 24 horas. Solicitei ao menos o cancelamento da segunda aula do dia, que começaria às 11h, para evitar prejuízo, mas o pedido foi negado sob alegação de que as aulas eram vinculadas e não poderiam ser separadas.
Mesmo diante do tratamento inadequado, continuei frequentando as aulas por já ter realizado o pagamento integral do serviço. Não solicitei imediatamente a troca de instrutor por receio de represálias, já que ele era o responsável pela autoescola.
A situação se agravou nas aulas práticas de moto. O instrutor constantemente atribuía meu desempenho ao fato de eu não saber andar de bicicleta, porém as orientações eram extremamente superficiais. Na maior parte do tempo ele apenas dizia rapidamente o que deveria ser feito e se afastava para conversar, sem qualquer acompanhamento adequado. Enquanto isso, eu observava instrutores de outras autoescolas auxiliando seus alunos de forma próxima e contínua.
Na última aula prática de moto, fui orientada a realizar o percurso com cones. O instrutor passou rapidamente as instruções, informou que eu deveria acelerar na rampa, porém em nenhum momento ensinou corretamente como acelerar a motocicleta. Nas primeiras voltas ele acompanhou o percurso, mas depois novamente se afastou.
Em determinado momento, para evitar atingir um cone, utilizei instintivamente o freio dianteiro e acabei sofrendo uma queda com a motocicleta, ficando com o pé preso sob ela. O instrutor não prestou auxílio imediato. Quem me ajudou foram instrutores de outras autoescolas, que retiraram a moto e perguntaram se eu estava bem. Enquanto isso, meu instrutor avaliava apenas os danos da moto. Em seguida, sem sequer verificar meu estado físico, aumentou o tom de voz comigo dizendo que havia avisado para eu não frear, que agora teria dois prejuízos a moto e eu ter me machucado.
Após esse episódio, fiquei com o joelho roxo, dores no tornozelo e tive crise de ansiedade. Não consegui mais retornar às aulas de moto.
Decidi aguardar a realização do exame prático de carro antes de tomar providências, pois entendia que solicitar troca de instrutor poderia gerar ainda mais problemas. Após reprovação no exame, questionei a possibilidade de converter as aulas de moto restantes em aulas de carro, mas o pedido foi negado.
Posteriormente, solicitei informações sobre valores de aulas extras e nova prova. Inicialmente fui informada que a aula extra custaria R$ 120,00, porém, por eu ser CNH Brasil, o valor seria R$ 150,00. Da mesma forma, fui informada que a nova prova custaria R$ 400,00, mas para mim seria R$ 500,00. Quando questionei o contrato assinado, fui informada de que ele não era válido para alunos do CNH Brasil, apesar de isso jamais ter sido explicado no momento da contratação.
Diante de toda a situação, solicitei formalmente a troca de instrutor das aulas de moto. O responsável informou que não havia possibilidade de troca porque ele era o único instrutor disponível. Questionei então sobre devolução proporcional dos valores referentes às aulas não realizadas, mas ele negou qualquer reembolso, afirmando que eu poderia continuar as aulas com ele ou procurar outra autoescola.
Após informar que buscaria meus direitos e formalizar o pedido de troca de instrutor e confirmação de valores por WhatsApp, os valores passaram a ser informados conforme o contrato originalmente assinado. Contudo, até o momento não houve resposta efetiva sobre a troca de instrutor.