Proteção Veicular: Cobrança de Combustível, Problemas de Acabamento e Negativa de Cobertura Após Sinistro

Em réplica
Cachoeirinha - RS
11/07/2026 às 16:17
ID: 253669109
Contratei a proteção veicular da Auto Forte acreditando que teria um atendimento sério, transparente e eficiente em caso de necessidade. Infelizmente, a experiência foi completamente diferente.
Após um acidente, meu veículo foi encaminhado para a oficina credenciada pela associação. O carro chegou à oficina em condições de circulação, tendo sido conduzido por seus próprios meios até o local de reparo, apenas com danos decorrentes do sinistro, principalmente no radiador e em componentes da suspensão.
O veículo permaneceu aproximadamente três meses na oficina. Durante esse período, solicitei diversas vezes os laudos técnicos, os critérios utilizados para aprovação e negativa de peças, bem como informações sobre os procedimentos adotados durante o reparo. Tais documentos jamais foram apresentados.
Ao final dos reparos, fui informado pela própria oficina, inclusive por mensagens de WhatsApp, que o veículo havia sido submetido a testes durante dois dias consecutivos e que estava em perfeitas condições de funcionamento. Inclusive, fui cobrado pelo combustível utilizado nesses testes.
Confiando nas informações prestadas pela oficina, retirei o veículo. Poucos quilômetros depois, o motor apresentou superaquecimento, acendeu a luz do sistema de arrefecimento e o veículo precisou retornar imediatamente.
Somente após esse retorno fui informado, pela primeira vez, de que a junta do cabeçote estaria queimada e que esse reparo não seria coberto, sob a alegação de que o problema já existia anteriormente.
Essa justificativa causa estranheza, pois, se realmente a junta já estivesse danificada, seria esperado que esse fato fosse identificado durante os dois dias de testes informados pela própria oficina e comunicado antes da entrega do veículo, o que não ocorreu.
Também foi alegado que o fato de o motor ter sido reparado anteriormente justificaria a negativa. Entretanto, a existência de um reparo anterior não comprova que a junta do cabeçote estivesse queimada nem afasta a responsabilidade pela correta prestação do serviço realizado após o sinistro.
Além disso, no momento da retirada definitiva do veículo, constatei diversos defeitos de acabamento, incluindo imperfeições de pintura, escorrimentos de verniz e tinta, acabamento inadequado em peças reparadas, calota danificada e pneu com marcas de raspagem, demonstrando que o serviço entregue ficou aquém da qualidade esperada.
O fato mais preocupante é que o veículo entrou na oficina andando e saiu de guincho, sem qualquer condição de circulação, situação totalmente oposta àquela em que foi entregue para reparo.
Busquei solucionar o problema de forma amigável, encaminhando uma notificação detalhada, acompanhada de documentos, fotografias e vídeos. Mesmo assim, recebi apenas a negativa da cobertura, sem a apresentação dos laudos técnicos solicitados e sem uma solução para os problemas apontados.
Entendo que essa conduta não atende aos deveres de transparência, informação e adequada prestação dos serviços previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente quanto ao direito do consumidor de receber informações claras e à responsabilidade do fornecedor pelos serviços prestados.
Registro esta reclamação para que outros consumidores conheçam a forma como meu caso foi conduzido e possam avaliar, com base nos fatos aqui relatados, a qualidade do atendimento e da assistência oferecida pela associação.
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Resposta da empresa
22/07/2026 às 16:04
Olá, boa tarde, tudo bem com o Sr? Esperamos que sim.
Antes de retornarmos sobre o seu evento, gostaríamos de compartilhar algumas informações importantes sobre a Auto Forte.
A Auto Forte é uma Associação de Proteção Patrimonial Mutualista 100% gaúcha, reconhecida pelo atendimento humanizado, processos ágeis e compromisso com a entrega e satisfação dos Associados. Temos orgulho em afirmar que realizamos o ressarcimento de todos os Associados afetados pelas enchentes, conforme previsto em nosso Regulamento, no prazo de 30 dias e, no máximo, 90 dias. Seguimos nos destacando no segmento pela seriedade e qualidade dos serviços prestados.
Agora, sobre seu evento: Ele ocorreu no dia 23/03/2026 e não temos nenhum registro de acionamento de assistência 24h para remoção do veículo do local do acidente e nem comunicação do acidente neste dia. No dia 24/03 tivemos o início da abertura do evento.
O veículo deu entrada na oficina no dia 08/04/2026 e atendeu todas as necessidades para conserto do seu veículo conforme fatos do acidente e análise criteriosa do Regulador e profissionais competentes.
Após o veículo ser entregue ao Sr, foi solicitado revisão do conserto e nosso Regulador, juntamente com a oficina considerou todos os itens sinalizados, entretanto permaneceu com o parecer de que os problemas do motor foi decorrente a agravo de dano, pois entre a data do evento e a data em que o veículo foi para a oficina ele ficou em uso, o que gerou problemas secundários, de responsabilidade do proprietário. E a oficina e o responsável pela revisão do seu veículo tem todos os registros e respaldos que asseguram isto.
Já a respeito da gasolina, o veículo deu entrada na oficina na reserva e para realização das manobras dentro do estabelecimento foi preciso abastecer.
Espero termos esclarecido todas as dúvidas.
Agradecemos seu contato e permanecemos a disposição para qualquer necessidade através do nosso telefone e WhatsApp da Matriz (51) 4000.2535, de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 12:00 e das 13:00 às 18:00. Em caso de necessidade de Assistência 24h, o telefone é: 0800 000 3351.
Atenciosamente,
Ouvidoria Auto Forte.
Réplica do consumidor
23/07/2026 às 14:56
Agradeço a resposta, porém ela não esclarece os pontos centrais da minha reclamação.
Em nenhum momento foi apresentado qualquer laudo técnico, relatório de inspeção, ordem de serviço ou documento contemporâneo aos fatos que comprove que o alegado problema na junta do cabeçote já existia antes da entrega do veículo.
O veículo permaneceu aproximadamente 84 dias sob responsabilidade da oficina credenciada pela Auto Forte. Ao final desse período, fui informado de que o veículo havia sido testado durante dois dias e encontrava-se em perfeitas condições de funcionamento, motivo pelo qual foi liberado.
Se realmente houvesse qualquer indício de junta do cabeçote queimada ou defeito grave no motor, essa informação deveria ter sido identificada durante os testes e comunicada antes da entrega do veículo, o que jamais ocorreu.
A alegação de "agravamento do dano" também não se sustenta apenas com afirmações genéricas. O veículo foi conduzido até a oficina apresentando condições de circulação e, após eu informar o superaquecimento, a própria Auto Forte providenciou o retorno do veículo à oficina sem utilização de guincho, demonstrando que, naquele momento, nem mesmo a associação considerava indispensável a remoção por plataforma.
Aliás, o que consta no regulamento interno de vcs?A justificativa apresentada pela Auto Forte contradiz o próprio Regulamento Interno da associação. O regulamento prevê que, quando o veículo apresentar condições de circulação, poderá ser conduzido com os devidos cuidados até a oficina indicada, não estabelecendo a obrigatoriedade de remoção exclusivamente por guincho. Assim, não é coerente que a associação utilize como fundamento para a negativa justamente uma conduta que o seu próprio regulamento admite.
Além disso, nunca foram enviados que love tal dano. Até hoje não me foram disponibilizados laudos, fotografias técnicas, registros de inspeção ou qualquer elemento que demonstre, de forma objetiva, a origem do alegado defeito.
Também causa estranheza o fato de a resposta ignorar completamente os diversos defeitos de funilaria e pintura constatados na entrega do veículo, os quais foram registrados por fotografias e vídeos e comunicados imediatamente à associação.
Reitero que minha intenção sempre foi resolver a situação de forma amigável. Entretanto, diante da negativa sem comprovação técnica suficiente e da ausência de solução efetiva, já foi registrada reclamação junto ao PROCON e as medidas judiciais cabíveis serão adotadas para apuração dos fatos, produção de prova pericial e ressarcimento integral dos prejuízos suportados.
Espero que a Auto Forte ainda reavalie sua posição e apresente uma solução compatível com a boa-fé e com os direitos do consumidor.
Ha também um equívoco de datas.
Vcs afirmam que o problema ocorreu porque o veículo ficou em uso entre 23/03 e 08/04. Porém, para sustentar essa conclusão, vcs precisariam demonstrar tecnicamente como esse uso teria causado a queima da junta do cabeçote, e não apenas afirmar que houve "agravamento do dano". De mesma forma esse carro ficou parado, tenho dados do rastreador.
Além disso, se realmente acreditavam que o veículo já tinha um problema grave no motor, isso reforça outra pergunta importante: por que liberaram o carro como apto para uso após 84 dias de reparo e dois dias de testes para sair rodando?
Réplica da empresa
04/08/2026 às 17:57
Olá, boa tarde.
Inicialmente, cumpre informar que a AUTO FORTE RS é uma associação sem finalidade lucrativa, que não se confunde com seguro empresarial, no qual ao tornar-se associado, fora regularmente informado e detalhado acerca das condições, bem como de seus valores, forma de prestação dos serviços, cota de participação, dentre outros.
A respeito da reclamação, a AUTO FORTE vem esclarecer e responder ao relato exposto, destacando que a nossa prioridade é sempre o atendimento adequado e a satisfação dos nossos associados, reafirmando nosso compromisso com a transparência, a legalidade e a boa-fé que norteiam a atuação desta Associação.
Em atenção à nova manifestação registrada nesta plataforma, a AUTO FORTE vem prestar os esclarecimentos pertinentes, reafirmando seu compromisso com a transparência, a boa-fé, a legalidade e o respeito aos seus associados.
No caso em questão, o evento foi regularmente analisado por meio do procedimento administrativo de regulação, sendo realizados todos os levantamentos técnicos necessários para a apuração dos danos decorrentes do evento comunicado. Após a conclusão da análise, foram autorizados os reparos dos danos que apresentaram nexo de causalidade com o evento, observando-se rigorosamente os critérios previstos no Regulamento Associativo.
Em relação aos apontamentos referentes ao motor do veículo, esclarece-se que a conclusão técnica adotada indicou que tais danos não decorreram diretamente do evento comunicado, mas apresentavam características incompatíveis com os danos indenizáveis, razão pela qual não foi possível o deferimento da cobertura pretendida para esse item, em observância às disposições regulamentares que regem a atuação da Associação.
Quanto às alegações de ausência de fundamentação técnica, cumpre destacar que a decisão administrativa foi proferida com base nas informações e elementos técnicos colhidos durante o processo de regulação, observando os procedimentos internos aplicáveis ao caso concreto. O fato de o associado discordar da conclusão alcançada não significa que a análise tenha sido realizada de forma arbitrária ou desprovida de critérios técnicos.
No que se refere às alegações relacionadas aos serviços executados pela oficina, esclarecemos que toda manifestação apresentada pelo associado foi devidamente recebida e analisada pelos setores competentes, sendo adotadas as providências cabíveis dentro da esfera de atuação da Associação.
Ressaltamos, ainda, que a AUTO FORTE respeita integralmente o direito do associado de buscar os órgãos de defesa do consumidor e o Poder Judiciário para apreciação de sua pretensão, ambientes nos quais poderão ser produzidas todas as provas que as partes entenderem pertinentes, oportunidade em que a Associação apresentará os esclarecimentos e elementos técnicos que embasaram a decisão administrativa adotada.
A AUTO FORTE reafirma que sempre conduziu o atendimento do presente caso com observância aos princípios da ética, da boa-fé, da transparência e da lealdade, mantendo seus canais de atendimento disponíveis para prestar todas as informações pertinentes durante a tramitação do procedimento administrativo.
Desse modo, a Associação cumpriu integralmente sua obrigação, ao viabilizar os reparos dos veículos, nos moldes do regulamento. Ademais, todo o processo foi acompanhado por nosso setor jurídico, garantindo a regularidade e a segurança jurídica dos atos praticados.
Ressaltamos que a AUTO FORTE tem compromisso com a transparência e a qualidade dos serviços prestados, bem como em cumprir com suas obrigações e garantir que todos os serviços sejam prestados conforme o que foi estabelecido e estamos cientes de que, em algumas situações, o atendimento pode não atender às expectativas dos nossos associados. De forma geral, buscamos continuamente melhorar nossos processos internos e garantir a satisfação de nossos associados, não medindo esforços para alcançarmos nosso objetivo.
Deste modo, a AUTO FORTE esclarece que a todo o momento tem agido sempre com a ética, lealdade e boa-fé, princípios que sempre pautaram nossa relação com os associados., bem como em conformidade com o regulamento do usuário, do qual permanecia pactuado ao senhor e todos os associados, sempre lhe oferecendo suporte e prestando informações claras quanto aos serviços prestados, uma vez que a nossa prioridade é manter uma boa relação com todos os nossos associados.
Cientes de prestados todos os esclarecimentos, encerramos nossas manifestações pelo site do Reclame Aqui, colocando todos os nossos canais de atendimento à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais e que já não tenham sido respondidos.
Atenciosamente,
Departamento Jurídico AUTO FORTE.
Réplica do consumidor
05/08/2026 às 14:02
Agradeço a resposta apresentada pela Auto Forte. No entanto, ela continua sem responder objetivamente aos questionamentos formulados.
A Associação afirma que a negativa da cobertura foi baseada em levantamentos técnicos, elementos técnicos e critérios técnicos. Entretanto, até o presente momento, nenhum desses documentos foi apresentado ao consumidor, apesar de terem sido solicitados em diversas oportunidades durante o procedimento administrativo.
Permanece, portanto, um questionamento simples e objetivo:
Quais foram os levantamentos técnicos efetivamente realizados e quais documentos fundamentaram a negativa da cobertura do motor? O fato sem esclarecimento diz respeito à sequência dos acontecimentos. O veículo deu entrada na oficina em condições de funcionamento. Após a realização dos reparos, fui informado de que haviam sido realizados testes, inclusive com consumo aproximado de R$ 60,00 em combustível, sendo-me assegurado que o veículo estava em perfeitas condições de uso.
Entretanto, logo após a retirada, durante o trajeto para minha residência, o veículo apresentou superaquecimento e falha mecânica grave, tornando-se totalmente sem condições de circulação.
Se o sistema de arrefecimento havia sido objeto de reparo e o veículo foi submetido aos testes informados pela própria oficina, causa estranheza que um problema tão grave tenha surgido nos testes de dois dias e sim imediatamente após a entrega, principalmente considerando que a própria oficina declarou que o automóvel estava apto para uso.
Além disso, após o surgimento do problema, o veículo foi novamente conduzido em funcionamento pela própria equipe até a oficina para nova avaliação. Portanto, se a Associação sustenta que o simples deslocamento do veículo seria suficiente para caracterizar agravamento do dano, esse mesmo raciocínio deveria ser aplicado ao trajeto realizado posteriormente por seus próprios prepostos.
Caso realmente existam laudos, pareceres ou relatórios técnicos que embasaram essa decisão, não há motivo para que permaneçam ocultos. Em respeito aos princípios da transparência e da boa-fé, tão mencionados pela própria Associação, esses documentos poderiam ser apresentados ao consumidor desde já, permitindo o conhecimento dos fundamentos utilizados para negar a cobertura.
Da mesma forma, a resposta não esclarece fatos relevantes já relatados, entre eles:
O veículo entrou na oficina em condições de funcionamento e saiu sem qualquer condição de uso, sendo removido por guincho;
O veículo foi entregue com diversos defeitos de funilaria e pintura, posteriormente reconhecidos pela própria Associação ao oferecer o retorno à oficina para novos reparos;
Durante todo o período em que o veículo permaneceu sob responsabilidade da oficina credenciada, não foram fornecidos laudos técnicos, relatórios, ordens de serviço ou qualquer documento capaz de justificar tecnicamente a negativa da cobertura do motor.
Outro ponto que permanece sem resposta é que o próprio regulamento da Associação não estabelece que o veículo somente poderia ser encaminhado à oficina por guincho. Ao contrário, prevê a possibilidade de deslocamento do veículo quando isso puder ser feito com segurança, razão pela qual esse argumento, por si só, não afasta eventual responsabilidade pelos danos posteriormente constatados.
Por fim, observo que repetir expressões como boa-fé, transparência, legalidade e critérios técnicos não substitui a apresentação das provas que efetivamente fundamentaram a decisão administrativa, e para confirmar, a própria proprietária da oficina alega que estes documentos não foram feitos.
A própria resposta publicada nesta plataforma invoca, por diversas vezes, os princípios da transparência, da boa-fé e da legalidade. Contudo, tais princípios exigem que o consumidor tenha acesso aos documentos que fundamentaram a decisão administrativa. Se esses documentos realmente existiam à época da negativa, por qual motivo nunca foram apresentados, nem durante o processo administrativo, nem nas diversas oportunidades em que foram solicitados, limitando-se a Associação a fornecer apenas respostas genéricas e institucionais?
Att
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