Indignação com a Seguradora Auto Vale por tratamento desrespeitoso e irresponsável do sinistro de [Editado pelo Reclame Aqui] de moto.

Reclamação em réplica

Em réplica

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Juazeiro - BA

12/12/2025 às 18:34

ID: 234618959

Quero registrar minha total indignação com a Seguradora Auto Vale pela forma extremamente desrespeitosa e irresponsável com que meu caso está sendo conduzido.

Desde o início, tudo foi feito errado. Meu sinistro foi aberto como apropriação indébita, sendo que o boletim de ocorrência deixava claro que se tratava de [Editado pelo Reclame Aqui]. Esse erro inicial da Auto Vale já prejudicou e atrasou todo o processo.

Quando minha moto foi finalmente encontrada quase 30dias depois eu estava em São Paulo a trabalho. Mesmo tendo informado tudo para a seguradora, quem teve que correr às pressas para resolver a situação fui eu, quando o certo era a seguradora assumir toda a responsabilidade, já que o seguro foi acionado corretamente.

Minha moto foi apreendida e ficou 30 dias na delegacia, e eu tive que resolver tudo sozinho para conseguir liberar, porque a Auto Vale não tomou a frente em absolutamente nada.

Quando a moto saiu, foi levada para uma oficina e está lá há quase 30 dias (se não já completou). Só agora recebi a informação de que as peças chegaram, sem previsão clara de entrega do veículo. Enquanto isso, continuo sendo prejudicado diariamente.

E o mais grave: pelas condições em que ela foi encontrada chassi raspado, placa adulterada e sinais de adulteração após o [Editado pelo Reclame Aqui] o correto seria o tratamento como perda total. Porém, a Auto Vale afirma que não se responsabiliza, como se o cliente tivesse culpa do que [Editado pelo Reclame Aqui] fizeram.

Eu pago seguro para ter respaldo, proteção e suporte. Mas até agora, só recebi descaso, demora, erros e falta de comprometimento. Estou há quase 90 dias sem minha moto, prejudicado no meu trabalho, sem conseguir cumprir metas e dependendo de terceiros para me deslocar.

A seguradora Auto Vale está jogando toda a responsabilidade para mim, como se eu tivesse que assumir sozinho um prejuízo que deveria ser coberto pelo seguro que pago em dia.

Exijo respeito, prioridade, análise correta do caso e uma solução imediata.

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Resposta da empresa

15/12/2025 às 15:10

Olá, tudo bem?
Entendemos sua insatisfação e reforçamos nosso compromisso com a transparência.

Esclarecemos que, até o presente momento, a cota de participação necessária para autorização do reparo não foi quitada, o que impede o início dos serviços pela oficina. A execução do reparo somente ocorre após a regularização dessa etapa, conforme as regras do plano contratado.

Em relação à alegação de perda total, é importante esclarecer que a caracterização de perda total ocorre exclusivamente quando o orçamento do reparo ultrapassa 75% do valor de referência do veículo, e não em razão de adulterações identificadas após a recuperação. No caso em questão, os critérios técnicos para enquadramento como perda total não foram atingidos.

Quanto à liberação e regularização do veículo após recuperação pelas autoridades, esses trâmites envolvem órgãos públicos e devem ser realizados pelo proprietário ou representante legal, não sendo possível atuarmos em nome de terceiros nesses procedimentos.

Seguimos à disposição para dar continuidade ao processo assim que a pendência for regularizada e para prestar os esclarecimentos necessários pelos nossos canais oficiais.

Atenciosamente,
Equipe Auto Vale Prevenções.

Réplica do consumidor

18/12/2025 às 00:38

Em momento algum houve recusa ou fuga da minha responsabilidade quanto à cota de participação. Fui informado sobre esse pagamento somente na sexta-feira, quase 30 dias após o veículo já estar na oficina, ocasião em que deixei claro que realizaria o pagamento na terça-feira subsequente, o que demonstra total boa-fé e disposição em regularizar, inexistindo qualquer inadimplência deliberada de minha parte.

É importante esclarecer que a paralisação do processo não pode ser atribuída exclusivamente à cota de participação, pois desde o acionamento do evento venho enfrentando demora excessiva, falta de informações claras e ausência de condução ativa por parte da associação, sendo eu quem precisou resolver praticamente todas as etapas do procedimento.

Quanto à alegação de que não há perda total por não ultrapassar 75% do valor da FIPE, ressalto que o próprio regulamento exclui cobertura para veículos com numeração de chassi raspada ou adulterada, o que torna o bem juridicamente e administrativamente inviável, além de gerar desvalorização permanente e risco de apreensão futura. Trata-se, portanto, de perda total funcional, ainda que haja possibilidade mecânica de reparo, entendimento este amplamente reconhecido pelo Judiciário.

Além disso, não há no contrato qualquer cláusula que imponha ao associado a obrigação exclusiva de assumir, sozinho, os riscos e ônus da regularização de veículo recuperado com adulteração grave, sobretudo quando o evento decorre de furto e de atos [Editado pelo Reclame Aqui] praticados por terceiros. Transferir integralmente esse risco ao associado viola o princípio da boa-fé objetiva e da função social do contrato.

Ressalto ainda que utilizo a motocicleta como instrumento de trabalho, prestando serviços ao Banco do Nordeste (CredAmigo), e a demora injustificada na solução vem me causando prejuízos profissionais e financeiros relevantes, inclusive comprometendo o cumprimento de metas, situação da qual a associação tem ciência.

Diante disso, reitero a necessidade de reavaliação imediata do enquadramento do sinistro, com reconhecimento da perda total e adoção de solução definitiva, evitando o prolongamento desnecessário do conflito e o agravamento dos prejuízos já suportados.

Permaneço aberto à solução administrativa, porém não posso continuar sendo penalizado por falhas, atrasos e interpretações restritivas que não refletem a realidade dos fatos nem o equilíbrio contratual.