Negativa de Cobertura da Garantia Veicular e Conduta Abusiva da Autoeste

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Anápolis - GO

07/11/2025 às 00:02

ID: 231263729

Descumprimento de Garantia Veicular pela Autoeste Solicitação de Cumprimento Integral

No dia 27/03/2024, adquiri um veículo Fiat Fastback Limited Edition Turbo ([***** NUM. MOTOR ***** COR INTERNA COURO PRETOPLCA ***** CHASSI *****] 0 km, modelo 2024, cor branca com teto preto) na concessionária Autoeste, pelo valor de R$ 155.000,00, conforme Nota Fiscal n *****.
No ato da compra, foi garantida cobertura de 3 anos ou 100.000 km (o que ocorresse primeiro), conforme descrito na nota fiscal e no manual do veículo.

Recentemente, o carro começou a apresentar falha na partida (demora para ligar).
Durante a revisão de 40.000 km, comuniquei verbalmente o problema. Fui informado de que nenhuma falha havia sido detectada, e, confiando na avaliação, retirei o veículo. No entanto, o problema persistiu logo na semana seguinte.

Diante disso, retornei à Autoeste e agendei nova avaliação.
No dia 23/10/2025, deixei o carro na concessionária (atendimento feito pela Sra. *****). No dia 24/10/2025, fui surpreendido com um orçamento no valor de R$ 8.424,27 (Orçamento n *****), referente à substituição de CJ flauta distribuidora, CJ bomba injetora, descarbonização e limpeza de bicos flex serviços que, segundo o manual, deveriam estar cobertos pela garantia.

A concessionária alegou que o problema seria causado por combustível de má qualidade.
Reforcei que abasteço apenas em postos de confiança e solicitei um documento formal que comprovasse tal alegação, o que foi negado, sob o argumento de que a concessionária não tem competência para emitir laudos sobre combustível.
Ora, se não têm como comprovar, não podem responsabilizar o cliente.

Após alguns dias, em 27/10/2025, a atendente informou via WhatsApp que a garantia cobriria integralmente o reparo, bastando manter o veículo na Autoeste. Mesmo ficando sem transporte durante todo esse período, confiei novamente na concessionária e autorizei a permanência do carro.

No entanto, em 03/11/2025, recebi uma nova ligação informando que a garantia não cobriria mais integralmente o reparo, contradizendo o que havia sido confirmado anteriormente.
Pedi que a nova proposta fosse enviada por escrito (Proposta n *****) e, após vários dias de espera, a empresa recusou-se a realizar o reparo em garantia.

A Autoeste ainda alegou que o veículo não está mais na garantia, justificando que a 3 revisão (em 09/06/2025, com 28.931 km) foi feita antes da hora devido a uma viagem, e que a revisão de 40.000 km (em 25/09/2025, com 40.182 km) teria excedido o limite em 251 km.
Entretanto, essa diferença mínima é plenamente aceitável e não pode ser usada como argumento para negar a garantia, sobretudo considerando que não houve qualquer aviso prévio verbal ou formal sobre suposta perda de cobertura durante a ultima ida na concessionária.

Além disso, a própria concessionária confirmou inicialmente que o reparo seria feito em garantia e, dias depois, mudou de posição sem justificativa técnica plausível.

Considero essa conduta abusiva e desrespeitosa, ferindo os princípios de transparência e boa-fé previstos no Código de Defesa do Consumidor.
Solicito, portanto, a revisão imediata da decisão e o cumprimento integral da garantia contratual, conforme previsto na nota fiscal e no manual do fabricante.

Em anexo, encaminho as notas fiscais de compra, revisões e orçamentos para comprovação dos fatos.

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Resposta da empresa

18/11/2025 às 17:26

Olá!

Após análise interna com nossa consultora e equipe técnica, verificamos que, no momento em que o veículo chegou à concessionária apresentando dificuldade de partida, foi realizado o diagnóstico que apontou necessidade de intervenção na bomba e nos bicos injetores. O laudo técnico identificou que a causa estava relacionada à qualidade do combustível, caracterizando agente externo, o que não é coberto pela garantia de fábrica.

Mesmo assim, entendendo a situação e visando auxiliá-la, nossa equipe solicitou à fábrica uma cortesia referente aos bicos injetores. A montadora aprovou essa solicitação, e a substituição dos bicos foi concedida sem custo à cliente. Para os demais itens necessários, foi apresentado o orçamento correspondente.

Também verificamos no histórico do veículo que as revisões não foram realizadas dentro da quilometragem/período estipulados no plano de manutenção. Como as revisões foram executadas fora dos prazos recomendados, o veículo perdeu a elegibilidade para a revalidação da garantia, conforme diretrizes da fabricante.

Agradecemos por compartilhar seu relato e pela oportunidade de esclarecer o ocorrido.

Réplica do consumidor

18/11/2025 às 19:15

Agradeço o retorno, mas a situação permanece sem solução e a resposta da Autoeste não condiz com todos os fatos ocorridos.

Laudo técnico sobre combustível de má qualidade:

A concessionária afirma que o laudo técnico identificou que a causa estava relacionada à qualidade do combustível.
No entanto, quando questionei isso diretamente na loja, pedi expressamente um documento formal que comprovasse essa conclusão e fui informado de que a concessionária não tinha competência para emitir laudos de combustível.

Ou seja:

Em nenhum momento me foi apresentado qualquer laudo formal (e.g. ANP), com dados técnicos, teste de amostra, responsável técnico, metodologia ou resultados;

Até hoje, não recebi cópia de nenhum laudo, apenas a afirmação verbal de que se trataria de combustível ruim.

Reforço: se não há documento técnico acessível ao consumidor, essa alegação não pode ser usada para afastar a responsabilidade da concessionária e da fabricante, conforme o Código de Defesa do Consumidor, que não permite simplesmente transferir o ônus da prova ao cliente.

Solicito novamente, de forma formal, que, caso esse laudo técnico de fato exista, seja disponibilizada cópia integral, indicando: data, responsável técnico, metodologia e resultados.

Orçamentos, cortesia parcial e novo valor cobrado:

Inicialmente, fui surpreendido com um orçamento no valor de R$ 8.*******,27 (Orçamento n *******), incluindo substituição de CJ flauta distribuidora, CJ bomba injetora, descarbonização e limpeza de bicos.

Depois, fui informado de que a fábrica teria concedido cortesia apenas nos bicos injetores. Em seguida, foi enviado um novo orçamento (Proposta n *******), no valor de R$ 4.*******,26, referente a:

CJ bomba injetora

Descarbonização CAR-80

Limpeza de bico flex

Serviço mecânico

Ou seja, a concessionária insiste em cobrar do cliente por parte do reparo de um defeito que:

Surgiu em veículo 0 km, ainda dentro do prazo físico de 3 anos de garantia;

Foi comunicado durante revisão de rotina (40 mil) na própria concessionária;

Foi, em um primeiro momento, prometido como totalmente coberto pela garantia (inclusive via WhatsApp em 27/10/*******).

A cortesia parcial nos bicos não resolve o problema central: há um defeito que afeta o funcionamento do veículo (falha na partida), e a Autoeste tenta transferir parte do custo ao consumidor, com base em uma hipótese de combustível ruim sem prova documental apresentada.

Revisões e suposta perda de garantia:

A empresa também alega que o veículo teria perdido a elegibilidade para revalidação da garantia por revisões fora da quilometragem/período.

Os fatos são:

A 3 revisão foi realizada em antecipadamente em 09/06/*******, com cerca de 28.******* km, justamente para preservar a garantia e manter o plano de manutenção em dia.

A revisão de 40.******* km foi feita em 25/09/*******, com quilometragem ligeiramente acima da referência de 40 mil (uso normal do veículo, variação mínima para a rotina diária).

Essa diferença pequena é perfeitamente razoável e compatível com o uso comum de um veículo, não podendo ser utilizada como justificativa automática para negar toda a garantia, especialmente porque:

Não houve qualquer aviso prévio, verbal ou formal, de que essa variação implicaria perda total da garantia;

Em 27/10/*******, mesmo com todo o histórico já conhecido pela concessionária, a Autoeste confirmou via WhatsApp que a garantia cobriria integralmente o reparo e orientou a manter o carro na loja.

Portanto, a alegação de perda de garantia é, no mínimo, contraditória com a postura anterior da própria concessionária.

Posição da Fiat Brasil x posição da Autoeste:

Outro ponto importante: o atendimento ao cliente da Fiat Brasil tem entrado em contato comigo, informando que a garantia irá cobrir o problema integralmente, sem qualquer custo para mim.

Ou seja:

A fabricante, em nível nacional, reconhece que o caso deve ser tratado como coberto pela garantia;

A Autoeste, entretanto, insiste em impor ao cliente o pagamento de parte do serviço (orçamento de R$ 4.*******,26), em clara divergência com a orientação que tenho recebido da própria Fiat Brasil.

Essa incoerência entre fábrica e concessionária não pode recair sobre o consumidor, que segue sem uma solução efetiva mesmo após diversas tentativas de diálogo.

Tempo sem o veículo e prejuízo ao consumidor:

O veículo foi entregue na Autoeste em 23/10/******* para avaliação e reparo.
Hoje, 18/11/*******, continuo sem o carro, dependente de outras alternativas de transporte e sofrendo prejuízos práticos na minha rotina profissional e pessoal.

Ou seja, estou há quase um mês:

Com o veículo retido na concessionária;

Sem solução definitiva;

Com informações divergentes entre concessionária e fabricante;

Com tentativas de imputar a mim um custo que, segundo a própria Fiat Brasil, deve ser coberto integralmente pela garantia.

O que eu solicito de forma objetiva:

Diante de todo o exposto, reitero meu pedido:

Cumprimento integral da garantia, com realização de todos os reparos necessários sem qualquer custo para mim;

Disponibilização de cópia do suposto laudo técnico que atribui a falha ao combustível, com identificação do responsável, data, ART, metodologia e resultados;

Alinhamento claro entre Autoeste e Fiat Brasil, para que a orientação já repassada pela fabricante (cobertura integral em garantia) seja efetivamente cumprida pela concessionária;

Caso a concessionária insista em negar, que apresente justificativa técnica detalhada por escrito, e não apenas alegações genéricas, para que eu possa encaminhar o caso ao Procon, à própria Fiat/stellantis e, se necessário, a outras instâncias competentes.

Até o momento, entendo que a reclamação não foi solucionada, pois:

Não houve comprovação técnica acessível ao consumidor;

Há divergência entre o que informa a Fiat Brasil e o que pratica a Autoeste;

A responsabilidade está sendo, indevidamente, transferida ao cliente;

Permaneço sem veículo desde 23/10/*******, mesmo com a garantia ainda vigente e com promessa de cobertura integral pela própria fabricante.

Aguardo, portanto, uma solução efetiva, com reparo integral em garantia e regularização imediata da situação.