Problemas Recorrentes e Orçamento Questionável na Autoline Honda Madalena em Recife/PE

Não respondida
Recife - PE
18/06/2025 às 17:34
ID: 220009509
Em *****, tomamos, eu e minha esposa, uma decisão estratégica ao trocar nosso Toyota Corolla Altis Hybrid, adquirido em *****, por um Honda HR-V EXL. Essa mudança de um sedan para um SUV foi motivada principalmente pelas condições urbanas de Recife/PE, onde moramos. O relevo da cidade, especialmente em dias de chuva, representa um desafio para veículos mais baixos como os sedans.
Embora o Toyota Corolla Cross fosse inicialmente uma forte opção, a parceria entre a Honda e a OAB-PE (Ordem dos Advogados do Brasil) foi determinante para a nossa escolha final. Como minha esposa é advogada, conseguimos um desconto adicional significativo no Honda HR-V EXL, tornando-o a alternativa mais vantajosa.
Ao optar pelo Honda, confesso que tinha uma expectativa alta, afinal, era um Honda. Acreditava que não estaria perdendo em termos de qualidade, mesmo sabendo que as manutenções seriam um pouco mais caras em comparação com a Toyota marca com a qual tínhamos bastante experiência, tendo possuído quatro Toyota Corolla anteriormente. Nossa história com a Honda também não era recente, já havíamos tido uma Honda CRV LX 2011/2011 e um Honda City LX MT 2009/2010, ambos comprados 0KM.
No entanto, ao comparar o serviço, atendimento e a relação custo-benefício, a Toyota sempre esteve um passo à frente para nós. E, infelizmente, a experiência recente só fez essa distância aumentar.
Na revisão de 10.000 km, realizada na Autoline Veículos da Imbiribeira em ***** com 10.484KM rodados, a primeira coisa que notei foi que o custo realmente era mais elevado do que na Toyota. Mesmo assim, decidi incluir a aspiração e lavagem do veículo no serviço.
Ao retirar o carro por volta das 18h, já estava escuro, o que me impediu de avaliar a limpeza adequadamente. Para minha surpresa, no dia seguinte, a avaliação foi desastrosa: a limpeza estava horrível, e a aspiração, em particular, foi extremamente malfeita. Diante dessa situação, preferi nem avaliar o restante do serviço, para evitar uma irritação ainda maior.
A revisão na concessionária Honda também foi a oportunidade para relatar dois problemas persistentes. O primeiro, e bastante incômodo, era com a central multimídia. Ao reproduzir músicas via Bluetooth, a central pausava a música por alguns segundos, mesmo que a reprodução no meu iPhone continuasse sem interrupções. Esse problema era constante, mas, segundo eles, não foi encontrado durante a verificação.
O segundo ponto de reclamação foi o limpador de para-brisa. Notei que ele estava exercendo uma força excessiva contra o vidro, de forma intermitente. Mesmo sob chuva, o rangido do atrito da borracha com o vidro era exagerado, dando a impressão de que o equipamento estava sendo acionado sem necessidade, sem a lubrificação da água para reduzir o atrito. Fui informado de que não havia problema algum e as borrachas não foram trocadas. Para minha frustração, na mesma semana da revisão, choveu novamente e o problema persistiu.
Em ***** com 20.183KM rodados, retornei à concessionária para a revisão de 20.000 KM e, mais uma vez, o preço do serviço me deixou desconfortável. Reiterei as reclamações sobre a central multimídia e o limpador de para-brisa, problemas que, para minha frustração, continuaram sem solução.
Aproveitei a oportunidade para relatar a péssima experiência com a limpeza do veículo na revisão de 10.000 KM. A concessionária se desculpou e me ofereceu uma cortesia para compensar o desconforto. No entanto, não aceitei, pois já havia decidido não lavar mais meus carros na Honda.
Recentemente, em ***** com 29.740KM rodados, levei meu Honda HR-V para a revisão de 30.000 KM na recém-inaugurada Autoline Veículos da Madalena, aqui em Recife/PE. Assim como nas revisões anteriores, reiterei as reclamações sobre o limpador de para-brisa e a central multimídia. Mais uma vez, os problemas não foram resolvidos, e com um agravante: sugeri a troca das borrachas do limpador, mas a concessionária simplesmente não tinha a peça em estoque.
No entanto, o que realmente me causou indignação foi o telefonema do consultor informando que, após uma avaliação, seria necessário trocar tanto as pastilhas quanto os discos de freio. Concordei de imediato que as pastilhas, na revisão de 30 mil quilômetros, provavelmente estariam gastas. Mas os discos? Isso não me conformou. Pedi um tempo para avaliar, pois essa troca acrescentaria pouco mais de R$ ***** ao custo total da revisão.
Para ter uma noção do preço, liguei para outras oficinas. As duas que orcei estavam cobrando metade do valor solicitado pela Honda. Sei que não devemos fazer essa comparação, mas era a minha primeira troca de discos de freio em um carro. Desde 2004, quando comecei a comprar carros zero quilômetro, nunca precisei trocar os discos de nenhum dos meus veículos anteriores.
Após refletir sobre o orçamento para a troca dos discos de freio, retornei à ligação para o consultor e pedi que ele reavaliasse o serviço, buscando um desconto. Minha principal preocupação era a segurança da minha família, e por isso, decidi que, apesar do custo, faria o serviço na concessionária. Nesse momento, um pensamento começou a amadurecer: talvez fosse a hora de trocar de carro.
O consultor me retornou confirmando que havia conseguido um desconto no serviço e eu autorizei a execução. No entanto, logo em seguida, recebi outra ligação dele, informando que não seria mais necessário trocar os discos de freio.
"Como assim?", pensei. Peço um desconto e, de repente, a avaliação muda para "seus discos ainda rodariam muito"? Em quem acreditar? No profissional que fez a primeira avaliação, ou no segundo? Essa situação me levou a um questionamento sério: se eu não tivesse reclamado do valor, eles teriam trocado uma peça desnecessariamente, ou pior, não teriam trocado e ainda assim me cobrariam?
Confesso que, neste momento, minha decisão foi tomada: eu trocaria de carro, e definitivamente não seria por um Honda.
Nessa mesma revisão, optei também pela higienização do motor. Deveria ter me lembrado da experiência frustrante com a limpeza e aspiração da revisão anterior. Superficialmente, o motor parecia impecável. No entanto, ao examinar mais de perto, especialmente pelas laterais, era evidente que as partes "não visíveis" haviam sido muito mal lavadas, reforçando a superficialidade do serviço da concessionária.
Recebi o contato do Gerente da Autoline Honda Madalena, em resposta ao meu feedback no questionário pós-serviço. Liguei para ele e relatei todos os problemas que vinha enfrentando. Aproveitei para informar que meu carro estava incluído em uma campanha de recall da bomba de alta pressão.
Agendei o recall para hoje, *****. O Gerente me pediu para avisá-lo sobre meu retorno, pois ele estaria reavaliando minhas considerações e faria uma nova revisão, levando em conta minhas reclamações, comuniquei ao mesmo via WhatsApp.
Ao retirar o carro hoje, *****, perguntei ao consultor se o Gerente havia passado alguma orientação específica para a revisão dos itens que eu havia reclamado. A resposta do consultor foi desanimadora: ele me informou que o Gerente apenas pediu para "caprichar na limpeza do veículo".
Ficou claro que, apesar de toda a conversa e a promessa de reavaliação, minhas reclamações sobre os problemas técnicos do carro não foram levadas a sério.
Houve total quebra de confiança. Mediante esse cenário, recomendo cautela ao receber um orçamento da Autoline Honda, principalmente da filial situada no bairro da Madalena em Recife/PE.