já é pneus

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
27/07/2026 às 20:54
ID: 254981983
Cheguei ao estabelecimento comercial com o objetivo inicial de realizar apenas a troca de dois pneus. No local, os funcionários examinaram o veículo e solicitaram autorização para verificar a suspensão, o que foi permitido por mim.
No entanto, em vez de uma simples verificação, os mecânicos começaram a desmontar o carro. Questionados se o orçamento não poderia ser feito com as peças no lugar, afirmaram categoricamente que não haveria como passar o valor sem antes desmontar o veículo. Ao expressar minha preocupação de que o procedimento pudesse danificar o carro caso eu não aprovasse o serviço, alegaram que as peças já estavam ruins. Todavia, observei que a equipe estava utilizando uma marreta para forçar e retirar as peças do local.
Ressaltei que, se eu optasse por não realizar o serviço, o carro ficaria danificado e sem condições de rodar, mas eles insistiram que esse era o procedimento padrão da empresa para a elaboração do orçamento.
Pouco tempo depois, apresentaram um orçamento no valor abusivo de R$ 21.000,00. Afirmei imediatamente que não tinha condições financeiras de arcar com esse valor. A partir desse momento, iniciou-se uma forte pressão para negociação:
Baixaram a proposta inicial para R$ 18.000,00;
Em seguida, reduziram para R$ 15.000,00.
Diante da minha recusa, solicitei que remontassem as peças originais para que eu pudesse retirar o veículo. Contudo, os funcionários informaram que não seria possível recolocá-las porque estavam quebradas as mesmas peças que eles haviam acabado de danificar a marretadas.
Mesmo explicando que não possuía o dinheiro e sendo constrangido a pedir valores emprestados a terceiros, vi-me em uma situação de extrema vulnerabilidade e coação, pois não tinha como sair com o carro desmontado. Diante desse impasse forçado, eles reduziram o valor para R$ 12.000,00, quantia que fui coagido a aceitar contra a minha vontade para não perder o veículo.
Após a montagem e suposta conclusão do serviço, os funcionários alegaram que o valor pago não cobria o alinhamento e o balanceamento, exigindo a cobrança adicional de mais R$ 5.000,00. Recusei-me expressamente a pagar essa nova quantia, pois o serviço contratado já deveria contemplar a entrega do veículo em condições de uso. Diante da minha recusa, ordenaram que eu retirasse o carro e saísse do local.
Ausência de Nota Fiscal e Danos Estruturais Persistentes
Para agravar ainda mais a situação, até o presente momento não me foi fornecida qualquer nota fiscal referente aos serviços prestados e aos valores pagos, o que configura grave descumprimento das obrigações tributárias e do Código de Defesa do Consumidor.
Além disso, o veículo permanece visivelmente danificado, inclusive com a estrutura torta e desalinhada em razão do uso indevido de força bruta (marreta) durante o procedimento. Esses danos impedem o uso seguro do automóvel, colocando minha vida em risco e me causando severos transtornos materiais e pessoais.