Problemas com conserto do carro, bateria descarregada, combustível não reembolsado e termos abusivos na entrega

Em réplica
Florianópolis - SC
07/08/2026 às 10:23
ID: 255857299
Segurado deles bateu no meu carro.
Durante a espera pela burocracia a bateria do meu carro [Editado pelo Reclame Aqui] no pátio.
Mecanico afirma que a bateria chegou morta, colocaram carga e deixaram meu carro ligado para recarregar.
Não houve qualquer laudo apresentado sobre a saúde da bateria, que deu sinais de fraca após retornar, e nao houve reposição de combustível gasto durante a carga.
Solicitei reembolso do combustível e a empresa tenta ilegalmente jogar a responsabilidade para o mecânico, e não apresenta laudo da bateria quando solicitado.
Me entregaram o carro com serviços ainda pendentes aguardando peças, e a única forma de assinar a entrega é via online, aceitando termos abusivos como multa de 5000 por reclamar aqui por exemplo, e sem a opção de registrar os problemas ainda pendentes
No momento nao entendo minha situação jurídica, pois nao tenho como assinar a entrega, e nao sei se esse carro está legalmente comigo ou com eles, ou se no caso de um acidente posso ter problemas com meu seguro.
Nenhum dos canais de atendimento soluciona, me jogam de um atendente para o outro, sempre de maneira ilegal tentando me fazer tratar com o mecânico, o qual é contratado e responsabilidade deles.
Solicitei explicações sobre minha situação legal e sobre a bateria, além dos reembolsos cabiveis, e so o que fazem é negar responsabilidade e tentar me jogar pra outro canal de atendimento
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Resposta da empresa
07/08/2026 às 14:19
Prezado Augusto,
Em atenção à sua manifestação, esclarecemos os pontos mencionados, com base nos registros e tratativas realizadas durante o atendimento.
Inicialmente, conforme consta no Termo de Recebimento do Veículo, o automóvel foi entregue em 28/07/2026, diretamente na oficina responsável pelos reparos, ocasião em que o documento foi assinado sem registro de ressalvas quanto às condições do veículo naquele momento.
Quanto à alegação relacionada ao combustível, verificamos que a solicitação foi apresentada somente após a entrega do veículo e após o senhor já estar em sua posse. Ainda assim, buscando esclarecer a situação, solicitamos o envio de registros que possibilitassem verificar eventual diferença no nível de combustível.
A imagem posteriormente encaminhada, entretanto, apresentava o painel totalmente desligado, não sendo possível identificar o nível indicado pelo marcador de combustível. A Associação também entrou em contato com a oficina, que informou que, durante o período em que o veículo permaneceu em suas dependências, houve necessidade de mantê-lo ligado para auxiliar na manutenção da carga da bateria, reconhecendo a possibilidade de ter ocorrido algum consumo de combustível.
Importante destacar que, mesmo diante da impossibilidade de comprovação do nível de combustível existente no momento da entrada do veículo na oficina, a própria oficina se prontificou a ressarcir o valor solicitado, tendo sido orientado ao senhor que comparecesse ao estabelecimento para tratar diretamente dessa restituição. Essa alternativa, contudo, não foi aceita.
Em relação à bateria, a Associação não recebeu, até o momento, qualquer laudo técnico que demonstre eventual defeito, perda de capacidade ou dano decorrente da permanência do veículo na oficina. Como forma de possibilitar uma apuração técnica da situação, foi orientado que o veículo poderia ser submetido a uma avaliação em empresa especializada, com a emissão de laudo de capacidade/carga da bateria, documento que permitiria verificar objetivamente a existência ou não de eventual irregularidade. Até o momento, referido laudo não foi apresentado.
Também esclarecemos que a oficina responsável pelos reparos é prestadora terceirizada, motivo pelo qual, em determinadas situações, é necessário que a Associação realize a intermediação com o estabelecimento para apuração e solução de questões relacionadas aos serviços executados. Isso não significa transferência indevida de responsabilidade, mas sim a necessidade de avaliação técnica junto ao profissional que realizou o serviço.
Quanto à alegação de que o veículo não estaria em sua posse, esclarecemos que, conforme os registros existentes, o veículo foi entregue ao senhor em 28/07/2026 e permanece sob sua posse desde então, não havendo, portanto, qualquer retenção do veículo pela Associação ou pela oficina.
Em relação aos itens que o senhor menciona como pendentes, desde o início das tratativas foi informado que qualquer irregularidade ou necessidade de complemento relacionada aos reparos deveria ser apresentada para que o veículo pudesse ser avaliado pela oficina responsável ou pelo profissional técnico competente, permitindo a adoção das providências necessárias.
Por fim, esclarecemos que foi disponibilizado ao senhor canal específico para acompanhamento e tratativa de sua demanda, justamente com o objetivo de centralizar as informações e evitar desencontro entre os diferentes canais de atendimento. A utilização simultânea de diversos canais tem dificultado a concentração das tratativas em um único atendimento. Ressaltamos ainda que os atendimentos devem ocorrer de forma respeitosa, sendo que eventuais manifestações ofensivas ou ameaças direcionadas aos colaboradores não contribuem para a solução da demanda.
A Associação permanece à disposição para solucionar eventuais questões técnicas relacionadas ao veículo, desde que este seja apresentado para a devida avaliação, possibilitando que qualquer irregularidade seja constatada e, sendo pertinente, sejam adotadas as providências cabíveis.
Atenciosamente,
AUTOPROSUL
Departamento de Sinistros
Réplica do consumidor
07/08/2026 às 15:50
Tenho todos os registros, em nenhum momento até agora foi falado da bateria.
O próprio prestador de serviço de vocês, e vocês agora afirmam q a bateria [Editado pelo Reclame Aqui] enquanto aguardava. O mecânico julgou q ela estava ok para trabalhar, sendo q nao é a especialidade dele. Gostaria de entender pq é de minha responsabilidade garantir q o serviço q vocês prestaram esta de acordo? Como o mecânico, que ja declarou nao ter especialidade elétrica, julga sem qualquer teste que nao houve dano e que a carga foi suficiente.
Estou resolvendo a parte mecânica e lataria com ele sim, porém acertos financeiros e de combustível fogem as competências dele de mecânico.
O veículo está em minha posse, isso eu afirmo, porém nao foi assinada entrega, nem será enquanto contiver termos abusivos, e por isso meu questionamento. Eu deveria estar em posse dele? Se houver um acidente posso ter problemas? Nada disso me é esclarecido.
Tenho todos os registros de conversas com atendentes q nao se identificam após passar instruções que vao contra o direito do consumidor, e que so esquivam de responsabilidades . Bem como com o mecânico provando q estou em contato com ele pra a resolução de tudo aquilo q é de competência dele
No mais, fico no aguardo de esclarecimentos legais sobre o contrato abusivo de entrega e sobre qual o processo técnico adotado pela seguradora para avaliação da saúde da bateria que me foi etregue
Réplica do consumidor
07/08/2026 às 21:44
Em réplica à manifestação da Autoprosul:
CONFISSÃO DE CONSUMO DE COMBUSTÍVEL: A própria associação confessa em sua resposta que a oficina credenciada utilizou o veículo ligado de forma prolongada para tentar reverter uma descarga profunda na bateria, admitindo o consumo do meu combustível. Recuso-me a realizar acertos financeiros informais diretamente com o mecânico terceirizado, visto que meu vínculo de ressarcimento por danos de sinistro é exclusivo com a Autoprosul, que responde solidariamente por seus prepostos. Exijo o reembolso em conta.
NEGLIGÊNCIA TÉCNICA E ÔNUS DA PROVA: O veículo deu entrada na rede de vocês com a bateria em perfeito estado. A descarga ocorreu sob a guarda do pátio e o procedimento de carga foi feito por profissional de mecânica/lataria que, por áudio, confessou não possuir especialidade elétrica. A Autoprosul negligenciou o dever de testar o componente antes da entrega do bem. Conforme facultado por vocês nesta resposta, submeterei o veículo a uma empresa especializada para emissão de laudo técnico de capacidade. Caso constatado o dano, a substituição será exigida judicialmente, bem como o custo do laudo.
TERMO DE ENTREGA ABUSIVO: O veículo está em minha posse física, porém o Termo de Recebimento digital enviado pela associação não será assinado. O documento contém cláusulas nulas e abusivas (Art. 51 do CDC), incluindo aplicação de multa de R$ 5.000,00 caso o consumidor exerça seu direito de relatar o ocorrido em plataformas públicas, além de omitir os serviços e peças que a própria empresa reconhece estarem pendentes. Solicito o envio de um termo de entrega parcial idôneo, onde constem expressamente as pendências de peças e a exclusão de multas abusivas.
ANONIMATO E FALTA DE TRANSPARÊNCIA DOS ATENDENTES: Registro ainda que os colaboradores da associação rotineiramente se recusam a fornecer identificação básica ou nome durante as instruções passadas pelos canais oficiais de atendimento. Essa conduta viola o direito à informação clara (Art. 6, III do CDC) e cria um ambiente de total falta de transparência, dificultando a responsabilização individual pelos direcionamentos ilegais fornecidos ao consumidor.
SITUAÇÃO LEGAL DO VEÍCULO E RECUSA DO TERMO ABUSIVO: Esclareço que permaneço na posse física do veículo por direito de propriedade e na condição de vítima do sinistro, uma vez que a oficina deu o serviço de mecânica e lataria como finalizado. Contudo, a ausência de uma 'entrega formal assinada' decorre única e exclusivamente da conduta da associação em condicionar a liberação do documento à aceitação de termos digitais abusivos, que contêm multas ilegais de R$ 5.000,00 e omitem as peças que a própria Autoprosul admite estarem pendentes. Diante da omissão de vocês em responder meus questionamentos legais, resguardo publicamente meu direito de trafegar com o bem para minhas necessidades básicas, visto que o conserto estrutural foi realizado, responsabilizando esta associação por qualquer impedimento administrativo ou prejuízo colateral que a retenção do termo idôneo de entrega venha a me causar.
TÁTICAS DE INTIMIDAÇÃO E ABUSO JURÍDICO: Repudio veementemente a tentativa do departamento jurídico desta associação de me intimidar com ameaças infundadas de abertura de Boletim de Ocorrência. O aviso de que acionaria as autoridades judiciais e incluiria o nome dos envolvidos no processo constitui mero exercício regular de direito (Art. 188, I do Código Civil), diante da recusa de atendimento idôneo. Utilizar o aparato jurídico da empresa para constranger o consumidor e tentar fazê-lo recuar de cobranças legítimas (bateria, Uber e combustível) configura flagrante abuso de direito e assédio moral, conduta que será levada ao conhecimento do Poder Judiciário para a fixação de danos morais punitivos.
No aguardo dos documentos solicitados e do canal correto para envio do laudo elétrico
Réplica do consumidor
07/08/2026 às 23:52
Correção: por erro de digitação em mensagem anterior, esclareço: não assinei nenhum termo com a Autoprosul/seguradora. O único documento que assinei foi o recibo de retirada do veículo com o mecânico (Edio Car) documento que não contém quitação nem multa, e não trata dos problemas ainda em aberto (bateria, combustível, peça do parachoque, pintura). Tenho conversas de ***** com o próprio mecânico confirmando que esses itens continuavam pendentes mesmo após a retirada.