Atraso e falhas na entrega do Jaecoo 7 na concessionária Autron Barra da Tijuca

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
14/07/2026 às 09:43
ID: 253832109
Adquiri um Jaecoo 7 por meio da concessionária Autron Barra da Tijuca (RJ). Registro esta reclamação diretamente à Omoda | Jaecoo Brasil porque entendo que a experiência proporcionada por sua rede autorizada também reflete a imagem da montadora perante o consumidor.
Faço uma distinção entre o esforço individual de alguns colaboradores e a atuação da concessionária como organização.
A vendedora Gabriela manteve boa educação, cordialidade e procurou prestar as informações de que dispunha. Tenho convicção de que muitas das falhas ocorridas não decorreram de conduta dela, mas da falta de organização, comunicação interna, planejamento da concessionária e coordenação logística envolvendo a disponibilização do veículo pela montadora. Ainda assim, em diversos momentos as informações repassadas mostraram-se incompletas ou posteriormente incorretas, provavelmente porque ela própria não recebia informações precisas da operação.
Minha insatisfação é, portanto, principalmente com a gestão da Autron Barra da Tijuca e com a forma como ocorreu todo o processo de disponibilização do veículo.
O veículo foi integralmente quitado ainda no mês de maio para possibilitar seu faturamento, justamente porque a concessionária assegurou que a entrega ocorreria na data previamente agendada de 05/06. O pagamento antecipado foi realizado para atender ao cronograma estabelecido pela própria concessionária, expectativa que acabou não sendo cumprida.
No dia da entrega, compareci à concessionária no horário agendado e fui surpreendido com a informação de que o veículo não estava disponível, sem que tivesse havido qualquer comunicação prévia. Organizei toda a logística familiar considerando essa data, inclusive uma viagem internacional na mesma noite com duas crianças, sendo uma delas um bebê de apenas três meses.
Durante todo o dia procurei colaborar para viabilizar a entrega. Como já havia sido informado anteriormente que o emplacamento poderia sofrer pequeno atraso, inclusive com a própria vendedora mostrando a fotografia da placa confeccionada pelo despachante, solicitei a possibilidade de retirar o veículo mesmo sem as placas instaladas, permitindo que essa etapa fosse concluída posteriormente. O veículo encontrava-se em um centro logístico localizado a menos de 30 km da concessionária, de forma que ainda havia tempo para sua retirada e entrega naquela data. Entretanto, essa alternativa foi recusada em razão de procedimentos internos. Somente no final da tarde fui informado das reais limitações operacionais existentes, quando já não havia mais tempo hábil para adoção de qualquer medida alternativa que evitasse o descumprimento da entrega.
As frustrações decorrentes dessa falha operacional foram significativas, tanto pelo impacto no planejamento familiar quanto pelos custos adicionais suportados. Houve deslocamento desnecessário até a concessionária, necessidade de reorganizar compromissos previamente assumidos, início da vigência do seguro e pagamento de uma parcela do seguro do veículo sem que eu tivesse recebido o automóvel, além de diversos transtornos que poderiam ter sido integralmente evitados caso houvesse comunicação transparente e tempestiva.
O veículo acabou sendo entregue apenas em 27/06, após meu retorno da viagem. Entretanto, a concessionária solicitou que meu veículo usado (Jeep Compass), objeto da negociação, fosse entregue o quanto antes, quando isso era conveniente para eles. Como eu estava fora do país, precisei mobilizar amigos para irem até minha residência em 17/06, retirar o veículo, levá-lo até a concessionária e ainda arcar com despesas de deslocamento por aplicativo. Apesar de ter atendido prontamente à solicitação da concessionária, até o presente momento a baixa da documentação do veículo entregue na troca continua pendente, mesmo após solicitação para regularização. Solicito que sejam disponibilizados os registros e comprovantes da transferência junto ao DETRAN.
Outro ponto que gerou frustração foi a tentativa de compensação pelos transtornos. Inicialmente foi oferecido um tanque de combustível e uma película básica. Não aceitei porque sempre utilizo película premium com garantia vitalícia, de modo que esse benefício não representava qualquer compensação efetiva para mim. Sugeri, então, substituir esses itens pela aplicação de vitrificação da pintura, alternativa que a atendente Simone informou ser possível.
Após a realização do serviço, fui informado de que, na realidade, não havia sido aplicada uma vitrificação, mas sim um tratamento denominado ionização. Trata-se de serviços completamente distintos. A vitrificação consiste na aplicação de um revestimento cerâmico protetivo de alta dureza, executado por profissionais especializados e certificado por ensaios específicos de dureza (Hardness Qualification Test), proporcionando proteção duradoura à pintura. Já a ionização possui finalidade diversa e não oferece proteção equivalente. Assim, novamente houve divergência entre o que foi acordado e o que efetivamente foi entregue.
Também me causou estranheza o fato de o veículo ter sido entregue com aproximadamente 30 km registrados no hodômetro. Embora seja natural que veículos novos apresentem pequena quilometragem decorrente de testes, movimentação interna e logística, essa marca está significativamente acima do normalmente observado para um veículo zero quilômetro, sem que qualquer justificativa tenha sido apresentada.
Essa sucessão de episódios pagamento antecipado, descumprimento da data de entrega, falta de comunicação, impossibilidade de adoção de alternativas viáveis, necessidade de reorganizar toda minha logística, custos adicionais, pendência documental do veículo entregue na troca, divergências quanto à compensação prometida e quilometragem acima do esperado na entrega demonstra um padrão de falhas operacionais e de comunicação que compromete significativamente a experiência do cliente.
Entendo que os transtornos e prejuízos suportados poderiam, em tese, ensejar pleitos de natureza indenizatória com fundamento no Código de Defesa do Consumidor. Entretanto, meu objetivo neste momento não é judicializar a questão, mas buscar uma solução adequada junto à Omoda | Jaecoo Brasil.
Solicito, portanto, que a montadora analise integralmente este relato, forneça um protocolo formal de atendimento, informe as providências que serão adotadas em relação à concessionária e se manifeste sobre as medidas que entende cabíveis para compensar os transtornos efetivamente experimentados, considerando os prejuízos materiais, os custos adicionais suportados, o tempo despendido para solucionar problemas que não foram causados pelo consumidor e a frustração gerada por sucessivos descumprimentos de compromissos assumidos pela rede autorizada.
Meu objetivo ao registrar esta reclamação não é prejudicar colaboradores específicos, mas contribuir para que a Omoda | Jaecoo Brasil tenha conhecimento das práticas adotadas por uma de suas concessionárias autorizadas. A qualidade do produto adquirido corresponde às expectativas; contudo, a experiência de compra e entrega ficou muito aquém do padrão esperado para um veículo dessa categoria e da imagem que a marca busca construir no mercado brasileiro.