Problemas durante toda a locação e dificuldades na desocupação

Reclamação não respondida

Não respondida

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Porto Alegre - RS

27/07/2026 às 13:13

ID: 254931609

Alugo um apartamento administrado pela Auxiliadora Predial desde fevereiro de 2022 e, infelizmente, desde o primeiro dia a locação foi marcada por diversos problemas que nunca foram solucionados adequadamente. Agora, na desocupação do imóvel, continuo enfrentando dificuldades.

Assim que recebi as chaves, realizei a contravistoria pelo site do Rede Vistorias, conforme orientado no contrato. Fiz o envio duas vezes pelo celular, anexando fotos e apontando diversas divergências da vistoria inicial. Entretanto, nunca recebi confirmação do envio nem uma cópia da contravistoria. Solicitei esse documento diversas vezes por telefone, WhatsApp, e-mail e até por uma reclamação anterior no Reclame Aqui, mas jamais obtive qualquer retorno sobre esse assunto.

A vistoria inicial apresenta diversas inconsistências. Há itens classificados como "novo" cuja própria descrição informa defeitos, como a porta do banheiro, que foi marcada como nova, mas com sinais de cupim. A sala foi descrita com cor diferente da real. O espelho do quarto foi classificado como "regular", com observação de manchas, sinais de oxidação e sujeira, porém as fotografias possuem qualidade tão baixa que sequer demonstram o verdadeiro estado do espelho. O mesmo ocorre com diversos outros itens do imóvel.

Logo após receber as chaves, solicitei a ligação da energia elétrica. Descobri, porém, que existiam débitos deixados pelo morador anterior, o que impediu a ligação da energia. Ficamos quase duas semanas sem luz, perdemos alimentos, passamos calor intenso em pleno verão e só conseguíamos carregar os celulares porque a síndica e um vizinho nos emprestaram uma extensão ligada em outro apartamento. Para resolver essa situação precisei registrar diversos chamados junto à CEEE e, posteriormente, reclamação na ANEEL.

Como se isso não bastasse, o interfone do apartamento não funcionava. Como a concessionária somente realiza contato pelo interfone para efetuar a ligação da energia, meu marido e eu passamos dias aguardando na calçada, sob o sol, para não perder a visita do técnico. Toda essa situação foi comunicada à imobiliária. Inclusive informei que, por não haver energia elétrica, seria impossível testar adequadamente os equipamentos elétricos dentro do prazo de sete dias informado para contestação da vistoria. A funcionária que me atendeu respondeu que eu não precisava contestar os itens elétricos, apenas os estruturais. Agora, na desocupação, exigem justamente que o imóvel seja entregue com energia ligada para realização desses testes.

Ainda nos primeiros meses de locação notamos focos de cupim nos armários da cozinha e em todas as portas, e não apenas na porta do banheiro, como constava na vistoria. Foram necessárias duas aplicações de descupinização. Embora a proprietária tenha custeado o serviço, eu tive despesas com hospedagem dos meus animais de estimação devido ao forte odor do produto utilizado, despesas essas que jamais solicitei reembolso.

Também enfrentei problemas constantes com infiltrações. Em 2024 houve infiltração pela lavanderia, que danificou toda a pintura do teto. Depois de meses aguardando, realizaram uma pintura que descascou na mesma semana e ainda ficou em cor diferente da original. Reclamei e não obtive retorno. Em 2026 ocorreu novo vazamento proveniente do apartamento superior, desta vez atingindo o banheiro, danificando o gesso e provocando mofo no teto. Consegui contato da administradora do condomínio, que é da Auxiliadora Predial, ela notificou a imobiliária responsável pelo apartamento vizinho e estamos em tratativa disso, mas até o momento convivemos com os tetos danificados.

Em outra ocasião, o banheiro do meu apartamento apresentou infiltração para a unidade inferior. O prestador informou que o problema era estrutural e de responsabilidade da proprietária. Ela realizou os reparos, inclusive no apartamento de baixo, porém durante esse período precisei me hospedar em outro local para conseguir tomar banho, sem jamais solicitar qualquer reembolso dessas despesas.

Outro problema ocorreu em agosto de 2025, quando os dois varais externos do apartamento foram retirados durante a pintura do prédio por estarem enferrujados por solicitação do condomínio. A retirada foi autorizada pela proprietária, que informou que seriam substituídos. Entretanto, isso nunca aconteceu. Permaneci aproximadamente um ano sem os dois varais, pagando integralmente o aluguel, sem qualquer abatimento ou compensação.

Também houve problema com a luminária tubular da cozinha. Após a queima do reator, comuniquei a imobiliária e solicitei autorização para substituí-la. A proprietária escolheu o modelo da nova luminária, comprei exatamente o modelo solicitado e ainda paguei a instalação. A luminária permanece instalada no imóvel até hoje, porém jamais fui reembolsada. Agora, durante a desocupação, fui informada de que poderia reinstalar a luminária antiga. Entretanto, nunca fui orientada a guardar a peça antiga, que estava enferrujada e inutilizável, tendo sido descartada na época da substituição.

Recentemente, um dos espelhos do quarto apresentou uma trinca, porém trata-se justamente do espelho que, na vistoria de entrada, foi classificado como "regular", com registro de manchas, sujeira e sinais de oxidação. Trata-se de um espelho grande, sob medida, cuja substituição por um novo custa caro, e não recebemos um novo no início da locação. Procurei negociar uma composição amigável, considerando que o espelho já apresentava depreciação registrada na vistoria, bem como todas as benfeitorias realizadas por nós durante a locação e todos os transtornos suportados ao longo desses mais de quatro anos. A proprietária até o momento, entretanto, recusou qualquer liberação.

Por fim, solicitei a desocupação do imóvel em 22/07. Meu contrato é pelo Aluga Rápido, com pagamento antecipado. Mesmo assim, foi emitido boleto cobrando aluguel integral e condomínio de setembro, período posterior ao meu aviso de desocupação. Além disso, também deverá ser realizado o estorno proporcional do seguro incêndio e os dias do condomínio de agosto pago antecipadamente. Gostaria até de aproveitar e solicitar que seja considerado até 24/08, que é o dia da vistoria, para pagarmos e nos livrarmos dessas questões.

O que mais causa indignação é que, durante toda a locação, sempre procurei agir com boa-fé, solucionando problemas, realizando benfeitorias, suportando diversos transtornos sem solicitar compensações financeiras e mantendo o imóvel em boas condições. Agora, no encerramento do contrato, encontro enorme dificuldade para resolver as questões de forma razoável.

Solicito que a Auxiliadora Predial apresente minha contravistoria realizada em fevereiro/2022 (ou esclareça o seu desaparecimento), regularize os valores cobrados do boleto de agosto, analise o reembolso da luminária, a compensação por termos ficado meses sem dois varais externos e conduza a negociação referente ao espelho de forma proporcional ao estado em que o bem foi recebido.

Esclareço que a desocupação do imóvel não está ocorrendo por opção, mas por necessidade. Perdi meu emprego há alguns meses e, diante da minha situação financeira, não tenho mais condições de permanecer aqui. Já contava com o cálculo proporcional do aluguel, do condomínio e com o estorno do seguro incêndio para conseguir custear os reparos e a mudança. Qualquer cobrança indevida ou demora na regularização desses valores agrava ainda mais uma situação financeira que já é bastante delicada.

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