OMODA 5 - DEFEITO GRAVE NO RADIADOR

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Brasília - DF
29/07/2026 às 12:14
ID: 255051799
Adquiri um Omoda 5 HEV Prestige 1.5 zero quilômetro no mês de janeiro na concessionária de Rio Verde-GO, confiando na qualidade, segurança e confiabilidade prometidas pela marca. No entanto, poucos meses após a aquisição, passei pelo segundo defeito no veículo. Desta vez, por uma situação extremamente grave, que colocou em risco minha segurança e comprometeu totalmente a confiança no veículo.
Logo após uma viagem de aproximadamente 90 km, saindo de Rio Verde/GO com destino a Jataí/GO, ao chegar ao destino, o veículo passou a apresentar diversas mensagens de falha no painel. Em poucos instantes, o sistema entrou em modo de emergência, limitou drasticamente a potência e, logo em seguida, o carro simplesmente parou de funcionar, deixando-me completamente impossibilitado de conduzir o veículo.
Diante da pane, acionei a assistência da fabricante, que providenciou o envio de um guincho para remover o veículo até a concessionária. Até aí tudo bem. Entretanto, ao chegar ao local, o atendimento foi extremamente insatisfatório. Houve demora para que o veículo fosse sequer analisado, e, durante todo esse período, não me foi disponibilizado um carro reserva, apesar de eu ter ficado privado do uso de um veículo praticamente novo.
Após a análise, fui surpreendido com a informação de que, supostamente, uma pedra teria atingido o radiador, perfurando-o e provocando o vazamento completo do líquido de arrefecimento, motivo pelo qual a montadora se recusaria a assumir a responsabilidade pelo reparo.
Essa justificativa, contudo, não convence e me causa enorme preocupação. A estrutura frontal do veículo encontra-se absolutamente íntegra, sem qualquer sinal de colisão ou dano estrutural que justificasse um impacto de grande intensidade. Ainda mais grave é constatar que localizei reclamação de outro proprietário relatando exatamente o mesmo problema: perfuração do radiador, perda total do líquido de arrefecimento, mensagens de falha, redução de potência e pane completa do veículo. A repetição da mesma ocorrência por uma marca com poucos veículos no país reforça a possibilidade de que não se trate de um evento isolado, mas sim de um problema recorrente.
Inclusive, consultei um engenheiro mecânico sobre a situação. Segundo sua avaliação técnica, um radiador automotivo é um componente projetado para suportar as condições normais de utilização do veículo, inclusive impactos de baixa energia decorrentes da circulação em rodovias. Na ausência de qualquer colisão relevante na parte dianteira, é tecnicamente questionável que um simples fragmento projetado pela pista seja capaz de perfurar o radiador e provocar um vazamento catastrófico do sistema de arrefecimento. Se isso realmente ocorreu, a hipótese que se apresenta é a de um possível vício de projeto ou de concepção, seja pela ausência de proteção adequada do componente, seja pelo subdimensionamento de sua resistência mecânica. De uma forma de outra (defeito de produção ou defeito de projeto), a responsabilidade é da montadora.
A situação é ainda mais preocupante porque a perda repentina do líquido de arrefecimento pode provocar superaquecimento do motor e danos extremamente graves, inclusive irreversíveis. Não é razoável que um veículo novo, vendido como moderno e seguro fique completamente inutilizado em razão de um evento que, segundo a própria justificativa apresentada pela concessionária, seria corriqueiro na utilização normal em rodovias.
Como consumidor, adquiri um veículo novo justamente para ter segurança, confiabilidade e tranquilidade. Em vez disso, fiquei parado na estrada, dependi de guincho, fiquei sem carro reserva, enfrentei demora no atendimento e, ao final, recebi uma negativa de garantia baseada em uma justificativa que, além de tecnicamente questionável, aparenta ignorar a existência de outros casos semelhantes.
Diante de tudo isso, espero que a Omoda reveja sua posição, realize uma análise técnica séria e imparcial do caso e apresente uma solução definitiva e rápida, assumindo a responsabilidade. Afinal, não é aceitável que um automóvel novo apresente uma pane dessa gravidade em decorrência de um componente essencial que deveria estar preparado para suportar as condições normais de uso.