DEVOLUÇÃO DO VEÍCULO E RESCISÃO DO CONTRATO - MÁ FÉ DA EMPRESA

Respondida
Santo André - SP
03/03/2020 às 11:54
ID: 101129187
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesDia 16/10/******* entrei em contato com a loja denominada Carangos (Ayra Lifan), a respeito de um veículo anunciado na internet. O veículo era um Lifan X60 *******/*******, 39.000km rodados, único dono, por sua vez ofertado no anuncio em comento como, semi-novo.
Insta ressaltar, que em meio às negociações, a referida loja indicou que o veículo anunciado encontrava-se em excelente estado, sem qualquer avaria, sendo inclusive comentado pelo vendedor, Lucas, que devido ao bom estado do veículo era só pegar e andar, indicando inclusive, que o bom estado do veículo se dava em face dos bons cuidados dispendidos pelo antigo dono.
No dia 19/10/*******, após os bons comentários dispendidos pelo vendedor acerca do veículo em comento, fechamos a venda.
Destaca-se que em meio ao fechamento da compra, referi diversas vezes, que utilizaria o carro para trabalhar em serviços por aplicativo, indicando ainda, que o veículo se enquadraria na categoria Black (categoria mais exigente para com o estado e modelo do veículo), e que devido a isso, necessitaria de um veículo sem precedentes ou expectativa de danos e/ou problemas de cunho mecânico, estando todos cientes que o financiamento seria pago através do trabalho feito com referido carro.
Fechada a compra e cumpridas às devidas formalidades, no dia 21/10/*******, meu filho, Bruno, retirou o veículo, após sinalizado pelo vendedor que todas as devidas revisões haviam sido feitas, por sua vez referidas pelo mesmo como revisão geral.
Cumpre ressaltar, que na ocasião da retirada do veículo, a loja ainda indicou que devido à suposta revisão geral do veículo o mesmo poderia ser retirado as 18h apenas, sinalizando assim tratar-se de uma avaliação mecânica completa.
Entretanto, pra minha surpresa, já no dia 22/10/******* (pasmem, um dia após a retirada do veículo) entrei em contato com a concessionária, pois o veículo já começara à apresentar problemas relacionados ao motor, à aceleração do carro, o freio além de barulhos preocupantes. Solicitei ao vendedor Lucas uma avaliação junto a oficina da concessionária pra verificar os problemas narrados.
Após dias sem retorno, em 05/11/*******, meu filho Bruno, cobrou novamente o vendedor Lucas acerca da referida avaliação, posto que, qualquer tipo problema mecânico no veículo se caracterizava extremamente precoce.
Porém, somente no dia 12/11/******* após cobrar novamente o vendedor, o mesmo indicou que estaria agendado na oficina para avaliação no dia 14/11/*******.
Na referida data, encaminhei o veículo à oficina da concessionária, ficando surpresa com a rapidez na análise e manutenção do veículo, pois em cerca de 10 minutos, haviam me indicado ter resolvido os problemas e procedido os devidos reparos, sendo ainda narrado pela funcionária responsável pela retirada do veículo, que o automóvel estaria um foguetão.
Cumpre ressaltar, que a transferência do veículo só foi efetuada dia 23/12/******* (mais de 2 meses de atraso). A loja ainda combinou que pelo atraso mandaria o motoboy me entregar o documento e o vale placa (o vale placa só podia ser até o dia 28/12). Porém na hora não mandaram o motoboy, tive que dar meus próprios meios de buscar o documento dia 26/12/******* quando eles falaram que poderia buscar. Restanto apenas 2 dias para emplacar o carro ou eu perderia o vale placa, que na verdade eu já teria pago. Como eu já tinha viagem marcada precisei correr para fazer o que eles atrasaram. Fiquei mais de uma semana sem usar o carro graças a viagem.
Dia 19/01/******* o vendedor mandou mensagem ao meu filho, perguntando em qual categoria o carro se enquadrava nos serviços por aplicativos, visto que eles queriam a informação para anunciar os veículos semelhantes e informar possíveis compradores.
Dia 20/01/******* o pneu dianteiro direito acabou furando, e para a minha surpresa após encaminha-lo para reparo, ao troca-lo foi verificado que o mesmo estava simplesmente no aço, ficando ainda pior o cenário, após verificar-se que o pneu dianteiro esquerdo estava na mesma condição, estando ambos, impróprios pra uso.
Destaco, que um pneu desse não passaria nunca em um laudo de transferência. Os pneus estão inclusive guardados para perícia. Além disso o parafuso prisioneiro e a porca da roda direita dianteira estavam espanados, sendo totalmente contraria a informação discorrida pela concessionária, de que o veículo teria sido submetido à uma revisão mecânica criteriosa.
Após análise, foi visto que os parafusos estavam espanado a muito tempo e precisando trocar os pneus dianteiros a meses, ou seja, tratando de um problema precedente à aquisição do veículo, o que contraria a promessa de venda ilustrada, que prometia um carro em perfeitas condições de uso.
Por conseguinte, após questionar a concessionária, cujo atendimento na época foi tratado junto ao vendedor Lucas, o mesmo me questionou perguntou qual a kilometragem o carro se encontrava, eu o informei 47.******* km., sendo que no ato da compra o mesmo tinha 39.000km, ou seja, os pneus não poderiam atingir tal estado de deterioração, com menos de 8.******* km rodados.
Após este ultimo contato, o vendedor Lucas então não respondeu mais.
Na semana seguinte a bateria parou de funcionar, pois já havia se passado a vida útil. Após ir em um auto elétrico ficou constatado que a Bateria Cral que se encontrava provavelmente não era a original do carro, pois a bateria era de 80 Ampéres, sendo assim a bateria não se encaixava no suporte, a trava não fechava pelo tamanho, e a bateria estava solta. Lembrando que a bateria fica bem escondida no veículo, não tem como vê-lá sem abrir uma tampa que a esconde.
Dia 19/02/******* após todos os problemas apontados, o carro que até então era semi novo, e que segundo o vendedor Lucas e o gerente da loja não precisava qualquer reparo, meu filho que conduzia o veículo na ocasião, estava trabalhando com o carro numa rua reta, a menos de 20 km/h, com a passageira no carro. E o veículo simplesmente parou e acendeu a luz da transmissão. Foi entrado em contato com o vendedor Lucas e combinamos que por ser noite no dia seguinte eu levaria de guincho até a oficina autorizada da concessionária novamente.
Dia 20/02/******* após meu filho levar o veículo de guincho na oficina, perguntei se eles colocariam o aparelho para ver o que aconteceu. Os mecânicos responderam que não trabalham com essa tecnologia e ainda não queriam que eu ficasse para ver o pré-orçamento, queria que eu fosse embora de qualquer jeito. Não era nem horário do almoço ainda. Como não tinha o fazer meu filho foi embora.
Dia 21/02/******* o mecânico da oficina, Sr. Sérgio, entrou em contato informando que havia sido feito o orçamento do veículo, que havia ficado até então no valor de R$*******,00, dado a necessidade, da troca de óleo do cambio, que segundo o referido mecânico, estava com apenas 4 litros, quando no entanto deveria ter 6 litros.
Ou seja, o veículo estava com 2 litros (1/3) de óleo do que deveria estar de acordo com o fabricante.
Após, identificado o problema, autorizei a troca e complementação do óleo do câmbio no dia 21/02/*******, sendo que o Sr. Sérgio me informou que devido à a complexidade do procedimento, o veículo não poderia ser reparado no mesmo dia,
Na mesma oportunidade, ainda no dia 21/02/******* questionei o vendedor Lucas a respeito dos diversos vícios (problemas) ocultos do veículo, e dos prejuízos que vinha tendo em face dos referidos problemas, sendo apenas respondido por ele que a garantia já havia se findado, sinalizando que os problemas já não eram mais de sua responsabilidade.
Porém, tudo iria piorar, pois no dia 22/02/*******, o Sr. Sérgio mecânico novamente entrou em contato falando que colocou o óleo, porém, informando que após a realização de testes a corrente da transmissão havia estourado. Indicando inclusive que a referida corrente já estava em estado de deterioração, e que devido a isso, sequer suportou os testes.
Pasmem, estamos falando de um carro seminovo, com menos de 4 meses de uso.
Após a corrente estourar, o mecânico me informou que iria avaliar um solução de reparo, entrando em contato comigo no dia 26/02/*******, e para o meu extremo espanto, o Sr. Sérgio me encaminhou um novo orçamento, porém desta vez no valor total de R$29.*******,85, concernente ao valor de um câmbio novo.
Ou seja, o veículo que entrou na mecânica apenas com a necessidade de troca de óleo do cambio, devido a problemas pregressos a compra, agora apresentará um problema mecânico com valor de reparação estimado R$29.*******,85.
Espantado com o valor absurdo, no dia 26/02/******* meu filho Bruno, tentou entrar em contato com vendedor Lucas, sendo completamente ignorado. Além disso, entrou em contato com o gerente da loja, sendo informado pelo mesmo que agora não era mais gerente, e passaria o problema para o Alcides, por sua vez o diretor do grupo Carangos.
Dia 27/02/******* o Sr. Alcides entrou em contato com meu filho e falou que faria outro orçamento e se eu não gostasse que eu procurasse a justiça e meus direitos.
Dia 28/02/******* o Sérgio mecânico passou o novo orçamento, agora no valor total de R$15.*******,00.
Importa ressaltar que em momento algum foi expressada qualquer justificativa que explicasse orçamentos tão discrepantes, que chegam a compor quase mais que metade do valor do veículo.
Conclusão, após requerer esclarecimentos tanto da mecânica, tanto quanto da concessionária, não obtenho mais respostas.
Isto porque, a referira empresa se nega a conversar mediante mensagem registrada via whatsapp, isto porque, resta nítido uma grave divergência para com as informações transmitidas, tanto pela concessionaria, tanto quanto pela mecânica, acerca do real estado de conservação do veículo, evitando assim, produzir mais elementos comprobatórios dos fatos supra citado.
Agora não consigo nem trabalhar para pagar o financiamento, carro qualidade 0. Vários problemas, vícios ocultos.
Desta forma, venho requerer a devolução do veículo, e rescisão do contrato de compra e venda entabulado junto a concessionária, tendo em vista que o veículo não corresponde à proposta referida em venda, incorrendo em diversos prejuízos de financeiros, que incorrem em inevitáveis danos morais e materiais.
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Resposta da empresa
07/03/2020 às 08:11
Prezada Sra. Ludmila
Antes de mais nada , agradecemos seu contato.
Estamos acolhendo seus apontamentos e estamos dispostos a esclarecer os fatos.
Nosso compromisso com o consumidor é máximo e cumprimos as exigências do art. 06-III CDC, prestando todas as informações ao cliente, sendo certo que, quando da entrega do veículo, é feito detalhado check-list do veículo; fornecido o Manual do Proprietário; bem como destacado, no contrato, que o veículo possui garantia por 90 dias ou ******* km o que ocorrer primeiro.
Ou seja, é necessário clarificar que os veículos seminovos são vendidos com garantia limitada a 90 dias ou ******* km (três mil quilômetros rodados), o que ocorrer primeiro.
No presente caso, além de a garantia ter expirado em prazo (******* dias entre 19/10/******* e 19/02/*******), o veículo já havia rodado mais de 10.******* km (dez mil quilômetros).
Ressaltamos que o problema apresentado pela cliente, somente ocorreu após 10.******* km de rodagem, e sabendo que, como descrito pela própria cliente, o veículo é usado para serviços de aplicativo, o que naturalmente acelera o desgaste de quaisquer componentes do veículo,
Ademais, quando o veículo foi verificado para orçamento, constatou-se que havia sido instalado KIT GAS GNV no veículo, o que, por si só, caracteriza alteração significativa no veículo, e exclui qualquer garantia, em qualquer âmbito.
Ou seja, foi alterada originalidade do veículo, fato que, aliado aos 10.******* km já rodados, inviabiliza qualquer garantia veicular.
No caso em tela, a foi devidamente entregue o Manual do Veículo, quando da venda em 19/10/*******.
Referido manual deixa claro que em sua folha 9-8 item 6, que o veículo terá sua garantia cancelada caso houvesse qualquer alteração na estrutura técnica do veículo inclusive sua conversão para outros combustíveis. Veja o texto do manual item 6:
A estrutura técnica, mecânica ou elétrica do veículo sofrer quaisquer modificações ou alterações, como conversão para uso de outros combustíveis e/ou com a substituição de componentes, peças e acessórios originais Lifan por outros não originais ou de especificações diferentes, afetando a critério da Lifan o funcionamento, estabilidade, segurança e confiabilidade do veículo.
Tanto em sua reclamação ao SAC da LIFAN, quando neste âmbito e em outros órgãos de defesa do consumidor, não consta o fato precípuo de que o veículo sofreu alteração significativa que inviabiliza qualquer tipo de garantia.
Dessa forma, inexistindo possibilidade de atendimento nos termos da garantia (seja em função do prazo; seja em função da quilometragem já rodada; seja em função da perda absoluta de garantia pela conversão do para GNV), apresentamos duas possibilidades de orçamento para reparo do veículo.