Turista relata experiência traumática com emergência médica não assistida em hotel em Punta Cana

Não respondida
São Paulo - SP
22/08/2026 às 10:15
ID: 257109611
Reclamação
Minha família e eu planejamos essa viagem com muita expectativa, mas o que deveria ser uma experiência de férias se transformou em um verdadeiro pesadelo.
Ficamos hospedados no Bahia Principe Explore Punta Cana entre 30/07/2026 e 03/08/2026.
Desde a chegada tivemos problemas com a acomodação. O primeiro quarto estava com a varanda cheia de bitucas de cigarro, a banheira de hidromassagem não funcionava, havia problemas no banheiro e, para nossa enorme preocupação, chegamos a tomar choques elétricos durante o banho. A televisão também não funcionava.
Solicitamos manutenção, mas os problemas não foram solucionados. Somente após insistirmos na recepção conseguimos a troca de acomodação.
Durante a mudança, meu marido e meu filho precisaram transportar sozinhos as malas entre acomodações bastante distantes. Pediram ajuda aos funcionários que passavam com carrinhos, mas ninguém se dispôs a ajudá-los.
Porém, o que realmente tornou essa experiência traumática aconteceu na madrugada de 01 para 02 de agosto.
Comecei a apresentar dores abdominais extremamente fortes, náuseas, vômitos, fraqueza e sensação de desmaio.
Meu marido foi imediatamente à recepção pedir ajuda.
A informação recebida foi que a avaliação médica dentro do resort custaria US$ 215.
Voltei ao quarto tentando suportar a dor, mas meu estado piorou muito. Retornamos à recepção e, naquele momento, eu já estava extremamente debilitada.
Preciso deixar muito claro o que vivi:
Eu realmente tive medo de morrer ali.
Estava em outro país, longe da minha família, sem falar o idioma local, com uma dor intensa e sensação de desmaio.
Minha filha tem apenas 5 anos e estava no resort. Eu só conseguia pensar nela e no medo de que alguma coisa acontecesse comigo e eu não pudesse voltar para minha família.
Passei aquele momento inteiro chorando, desesperada e com muito medo.
O que mais me revoltou foi que, enquanto eu estava naquela situação, não senti nenhum acolhimento ou preocupação por parte da equipe.
Ninguém se aproximou para verificar como eu estava, ninguém demonstrou preocupação com meu estado e ninguém me ofereceu qualquer assistência.
Somente quando informei que pagaria os US$ 215 da avaliação médica fui colocada em uma cadeira e encaminhada para atendimento.
Fui avaliada na clínica do próprio resort. A documentação médica registra meu quadro e indica a necessidade de encaminhamento para um hospital de maior complexidade.
Posteriormente fui encaminhada ao Hospiten Bávaro, onde passei por atendimento médico, exames laboratoriais, ultrassonografia abdominal, hidratação venosa e medicações.
O hospital recomendou que eu permanecesse em observação.
Mesmo assim, precisei solicitar minha saída porque meu voo para o Brasil seria na manhã seguinte e meus filhos permaneciam no resort.
O atendimento hospitalar resultou em uma despesa de US$ 2.158,27, além dos demais custos relacionados ao deslocamento e atendimento.
Não questiono o fato de uma emergência médica poder acontecer durante uma viagem. O que questiono é a forma como fui tratada quando estava em uma situação de extrema vulnerabilidade.
Eu era uma turista brasileira, em outro país, sem domínio do idioma, com dores intensas e sensação de desmaio.
Naquele momento eu precisava de humanidade, acolhimento e assistência.
O que recebi foi a preocupação com o pagamento da consulta.
Voltei para o Brasil profundamente traumatizada. Até hoje fico emocionada ao lembrar daquela madrugada.
Não foi apenas uma viagem ruim.
Foi uma experiência em que eu tive medo de morrer sem assistência, longe da minha família e da minha filha pequena.
Enviei uma reclamação formal diretamente ao Bahia Principe, relatando todos esses acontecimentos e anexando a documentação disponível, mas não recebi qualquer resposta até o momento.
Por isso estou recorrendo ao Reclame AQUI.
Possuo documentos médicos, comprovantes dos valores pagos, exames e fotografias que comprovam os fatos relatados.
O que espero da empresa
Solicito uma resposta formal e uma proposta de compensação pelos graves transtornos físicos, emocionais e financeiros sofridos por minha família, especialmente diante da ausência de assistência e acolhimento durante minha emergência médica.
Espero que o Bahia Principe trate o caso com a seriedade que ele merece e apresente uma solução concreta.
Não quero que outra família passe pelo mesmo que nós passamos.