Som alto, tratamento hostil e cobrança indevida em pousada em Guarapari

Respondida
Vitória - ES
30/12/2025 às 09:49
ID: 236203841
Título: Som excessivamente alto, tratamento hostil do proprietário e cobrança integral de diária sem condições mínimas de uso
Empresa: BARARI Santa Mônica, Guarapari/ES
Data do ocorrido: 29/12/25
Relato:
No dia mencionado acima, cheguei por volta das 11h ao BARARI Santa Mônica, Guarapari, acompanhada da minha filha. O local funciona como restaurante e pousada.
Aluguei um quarto da pousada pelo valor de R$ 380,00, com a informação de que a diária seria válida até o dia seguinte ao meio-dia.
Logo após a entrada, me deparei com som extremamente alto, audível inclusive dentro do quarto, mesmo com portas e janelas fechadas, o que inviabilizou qualquer tentativa de descanso ou trabalho. Eu precisava trabalhar em home office e utilizei minha própria internet, pois a da pousada não funcionava.
Por volta das 17h, dirigi-me ao proprietário e fiz, de forma educada, a seguinte pergunta:
Boa tarde, até que horas o som alto vai permanecer?
A resposta foi hostil e ríspida, com interrupções constantes e ausência de escuta. Fui informada, em tom de irritação, que eu reclamava demais e que o som só seria reduzido às 22h.
Diante da forma como fui tratada, informei que deixaria o local. Imediatamente ouvi, em tom intimidatório:
Vai pagar a diária toda, ok?
Mesmo diante do constrangimento, efetuei o pagamento conforme exigido.
Ao chegar à recepção para efetuar o pagamento, presenciei outros clientes reclamando do volume excessivo do som e também de cobranças indevidas nas comandas, demonstrando que o problema não era pontual.
Efetuei o pagamento de R$ 220,00 de consumo no restaurante e R$ 380,00 da diária, apesar de ter utilizado o quarto por aproximadamente 4 horas, sem condições mínimas de conforto, silêncio ou funcionalidade do serviço contratado.
Ressalto ainda que, em razão da ausência de café da manhã oferecido pela pousada, tive um gasto adicional de R$ 100,00 em supermercado, devidamente comprovado por nota fiscal. Além disso, o deslocamento antecipado gerou custo extra de R$ 50,00 em combustível, gastos que não teriam ocorrido se o serviço tivesse sido prestado de forma adequada.
Saí do local constrangida, abalada e decepcionada, especialmente por ter passado por essa situação na presença da minha filha.
Solicitação:
Diante dos fatos relatados, solicito:
1. Retratação formal por parte da empresa, em razão do tratamento desrespeitoso e intimidatório recebido;
2. Reembolso integral do valor da diária (R$ 380,00), considerando a impossibilidade de usufruir do serviço contratado;
3. Reembolso dos gastos adicionais comprovados, no valor de R$ 150,00, decorrentes da falha na prestação do serviço.
Aguardo posicionamento da empresa por meio desta plataforma
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Resposta da empresa
01/02/2026 às 13:40
Prezada,
Em atenção à sua manifestação, esclarecemos que o Barari é um estabelecimento que integra pousada e beach bar, com programação musical regular, conforme amplamente divulgado em seus canais institucionais.
No episódio mencionado, a comunicação ocorreu em contexto de operação excepcional, com elevado fluxo de clientes, o que demandou respostas objetivas e imediatas por parte da equipe. Não houve qualquer conduta intencional de desrespeito ou inadequação.
No que se refere à hospedagem, informamos que o estabelecimento adota exclusivamente o regime de diária, inexistindo locação por período fracionado, em razão dos custos operacionais inerentes à atividade.
Destacamos, ainda, que foi concedida condição diferenciada na disponibilização da unidade, a título de cortesia, sem que isso configure obrigação futura ou reconhecimento de qualquer irregularidade.
Permanecemos à disposição para esclarecimentos adicionais pelos canais oficiais.
Atenciosamente,
Barari Beach Bar & Pousada