Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

Bragança Paulista - SP

13/05/2016 às 12:32

ID: 18564339

Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa

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No dia 30/03/******* me dirigi à Imobiliária Barbosa, localizada no município de Bom Jesus dos Perdões-SP, pois pleiteava a locação de um imóvel. Levei toda a documentação padrão para análise, incluindo a escritura de uma casa pertencente à minha mãe, que seria minha fiadora, se aprovada. No dia 31/03, voltei à Imobiliária supracitada para verificar se poderia realizar a locação e fui atendida pelo advogado da empresa. O mesmo me explicou que a escritura em questão não serviria devido a problemas relacionados ao registro do imóvel. Questionei se havia outras maneiras de alugar o imóvel, tais como seguro locação ou depósito caução e ele me informou que o proprietário da casa aceitava somente locação com fiador. O advogado, então, me fez a seguinte pergunta: “Mas uma mulher bonita como você, não conseguiria outro fiador?”. Em seguida, fui questionada se meu marido não possuía nenhum imóvel em seu nome e, ao declarar que o mesmo era proprietário de uma casa, porém junto aos seus irmãos, o advogado me aconselhou a “fazer um jantarzinho à noite para tomar coragem de convencer o meu marido a conversar com os seus irmãos”. No momento, não tive nenhuma atitude, a não ser a perplexidade diante de tais sugestões, mesmo porque não havia nenhuma pessoa junto a mim naquele momento, a qual pudesse testemunhar tais atrocidades. Porém, no dia seguinte, após muito refletir, decidi retornar à Imobiliária e fazer uma reclamação formal ao proprietário sobre o ocorrido, pois me senti extremamente desconfortável com as sugestões e insinuações feitas pelo advogado, que, a meu ver, deveria ter se limitado a me informar sobre as opções da locação, sendo que, em momento algum, lhe dei liberdade ou intimidade para se dirigir a mim desta forma. Considerei que o mesmo, ao dizer que eu era bonita e poderia, por isso, conseguir um fiador, insinuou que eu deveria me aproveitar de minha beleza, me insinuando a alguém que pudesse me trazer benefícios. Além disso, sou uma mulher casada, Psicóloga, funcionária pública e tenho autonomia financeira. Não preciso “tomar coragem” e nem “fazer jantarzinho” para convencer meu marido a nada. Expus ao proprietário todo o ocorrido, na presença do referido advogado e de uma amiga que me acompanhou ao local, como testemunha, pois decidi que não gostaria que o meu marido me acompanhasse, considerando que isso poderia implicar em conflitos mais sérios. O advogado, frente ao proprietário, assumiu tudo o que me disse, alegando que estava tentando me “ajudar”. Pediu desculpas, mas, em momento algum, reconheceu que sua atitude foi desrespeitosa, dizendo que essa era a minha visão sobre o caso. O proprietário também se desculpou, dizendo que “conversaria” com o funcionário. Em seguida, me ofereceu uma garrafa de vinho, que eu, obviamente, NÃO aceitei, pois, o que eu desejava, ao fazer a reclamação, não era uma suposta compensação por todo o constrangimento passado, mas uma retratação e a tomada de providências cabíveis, que me dessem a segurança de que mais nenhuma mulher passaria por situação semelhante, entretanto nada foi feito até a presente data.

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Resposta da empresa

13/05/2016 às 13:01

Venho por meio dessa responder que aconteceu o ocorrido acima, aonde a Sra. Michele veio em minha imobiliaria no dia seguinte e me deixou a par, aonde no mesmo momento chamei o advogado e ele veio ate minha mesa e conversamos todos juntos, a Sra. Michele, sua amiga, eu e o advogado. Ele se mostrou surpreso e na mesma hora pediu desculpas, por ela ter entendido dessa maneira, aonde em minha frente disse pra mesma que foi um mal entendido, que o mesmo ficou pedindo desculpas por ter entendido dessa maneira mas que nao foi a intencao do mesmo em nenhum momento deprecia-la ou fazendo insinuacoes, somente tentando ajuda-la pois a mesma estava bem triste por nao poder alugar a casa com a documentacao apresentada. Apos a Sra. Michele sair de meu escritorio, tive uma conversa com o advogado e tomei as devidas providencias necessarias internas de meu escritorio, aconselhando e pedindo para que isso nao ocorresse mais, ratificando aqui que foi a primeira vez que alguem veio reclamar sobre isso aqui em meu escritorio, fato este que falei para a mesma. Apos conversa com o advogado, ele disse as mesmas coisas, que somente quis ajudar por ver que a mesma estava triste por perder a locacao e ela mesma estava vendo outras possibilidades para locacao do imovel, como constata em sua reclamacao e que mesmo apos o fato aqui reclamado, ela continuou na mesa do advogado tentando solucionar algum jeito de alugar o imovel, sendo que a mesma ficou mais de 15 minutos na mesa do advogado, mesmo apos o fato, que o mesmo explicou tudo o que foi perguntado, aonde os mesmo ate conversaram em dar um outro imovel como garantia e depois trocar o imovel, quando regularizasse o situacao do imovel de sua mae. No dia que a mesma veio em meu escritorio, tentei ser o mais cordial possivel, bem como o advogado ao meu lado tambem, aonde ate a amiga da Sra. Michele foi testemunha e apertou tanto minha mao como a do advogado.
Somente me questiono quais providencias a Sra. gostaria que tomasse, mandar o advogado embora? Sendo sua primeira reclamacao sobre isso e aonde o mesmo se desculpou com a mesma, por ela ter se ofendido, mostrando que foi um mal entendido e que nunca teve essa intencao.

Consideração final do consumidor

14/05/2016 às 12:01

Minhas considerações sobre o caso:
- Na resposta da empresa, nenhuma acusação foi negada, pelo contrário, apenas corroborou a reclamação, tendo em vista que não houve o reconhecimento do erro, mas apenas o discurso de que eu, enquanto reclamante, havia interpretado mal o que me foi dito, pois tudo foi para “me ajudar”;
- Insinuações de que eu havia feito esta reclamação por “estar triste por não poder alugar a casa”. Somente esclareço que a questão da locação de residência foi por mim solucionada há tempos e que esta reclamação foi feita após 43 dias do ocorrido, não se tratando de mera “vingança”, mas de um legítimo descontentamento com o atendimento prestado. Uma empresa séria nunca teria tal discurso;
- Providências tomadas pela empresa: “conversa” com o funcionário. Questionam se meu desejo era que o mesmo houvesse sido “mandado embora”, pois esta foi apenas sua “primeira reclamação”. Meu questionamento: qual o número específico de mulheres desrespeitadas por um funcionário deve haver para que o mesmo sofra sanções mais sérias do que uma conversa? 2? 10? 20?
Minha conclusão: ainda vivemos em uma sociedade machista, onde o assédio é, por vezes, mascarado por gentileza ou “ajuda”. Infelizmente, são poucas as mulheres que têm a coragem de se expor e dizer que não aceitam tal tratamento, pois sabem que a reclamação pode se voltar contra elas, culpando-as pelo incidente, ou por estarem com uma roupa curta, ou por sorrirem, ou por ficarem “tristes por não poder alugar uma casa”. Eu lamento que, em pleno século XXI, as mulheres ainda sejam vistas por alguns como um objeto, que pode conseguir benefícios através de sua beleza, ou como servas, que têm de fazer “jantarzinhos” para falar sobre determinado assunto com o próprio marido.
Minhas condolências aos futuros clientes da Barbosa Imóveis!

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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