Cliente se sente discriminado e invisível após ser mal atendido em concessionária Omoda Jaecoo por conta de sua aparência.

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Curitiba - PR

03/06/2026 às 10:03

ID: 250406973

À OMODA JAECOO Brasil,

Escrevo esta mensagem não apenas como um consumidor, mas como alguém que se sentiu profundamente magoado por uma situação que até hoje não consigo esquecer.

No dia 08 de maio de 2026, fui até a concessionária Omoda Jaecoo Barigui de Joinville acompanhado. Para muitos, era apenas uma visita a uma concessionária. Para mim, era a realização de um objetivo que eu vinha planejando há muito tempo.

Eu havia acompanhado o lançamento do Jaecoo 7, estudado o veículo, assistido vídeos, lido avaliações e decidido que aquele seria meu próximo carro. Já tinha organizado minha vida financeira para isso e estava preparado para realizar a compra.

Ao chegar na concessionária, fui atendido por um vendedor que sequer demonstrou interesse em me conhecer como cliente. Senti que minha presença não era importante. Estava vestido de forma simples, usando chinelo, camiseta e calça de moletom. Talvez eu não aparentasse ser alguém pronto para comprar um veículo, mas a verdade é que eu estava.

Sem qualquer esforço para apresentar alternativas ou buscar uma solução, fui informado de que não havia mais veículos disponíveis para venda dentro da campanha promocional. Fui quase que literalmente enxotado da loja.

Saí dali decepcionado, mas acreditando que era apenas uma questão de estoque realmente.

No dia seguinte, descobri que um vizinho meu foi à mesma concessionária, foi atendido pelo mesmo vendedor e conseguiu comprar exatamente o mesmo veículo que eu procurava, o elite no valor promocional.

Foi nesse momento que a decepção se transformou em algo muito mais doloroso.

Não foi apenas a perda de uma oportunidade de compra.

Foi a sensação de ter sido invisível. Descriminado pelas minhas roupas simples.

Foi a sensação de que minha aparência falou mais alto do que meu caráter, meu esforço e minha capacidade de realizar aquele sonho.

Talvez quem me atendeu não imagine o quanto uma situação assim pode marcar uma pessoa.

Eu continuei acompanhando a marca. Continuei gostando do Jaecoo 7. Continuei acreditando que era o carro que eu queria ter.

Mas, desde então, toda vez que vejo meu vizinho saindo com o veículo que eu sonhava comprar, lembro daquele dia.

Lembro de mim e da minha mãe saindo da concessionária acreditando que não havia mais carros disponíveis.

Lembro da frustração de perceber que talvez o problema nunca tenha sido a falta de veículos.

E lembro da sensação amarga de pensar que, para algumas pessoas, a forma como você está vestido vale mais do que quem você é.

A vida me ensinou que as maiores conquistas normalmente vêm depois de muito trabalho. Aprendi a valorizar cada bem que conquisto porque sei exatamente o esforço que existe por trás dele. Talvez por isso essa situação tenha me atingido de maneira tão profunda.

Não escrevo esta carta buscando conflito, indenização ou vantagem.

Escrevo porque acredito que nenhuma pessoa deveria sair de uma concessionária carregando esse sentimento.

Nenhum cliente deveria ter a impressão de que foi descartado antes mesmo de ter a oportunidade de demonstrar quem é.

Representa um sonho que foi interrompido por uma experiência que jamais deveria ter acontecido.

Atenciosamente

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