Atraso na entrega e recusa de cortesia prometida verbalmente pela concessionária

Não respondida
Curitiba - PR
11/08/2026 às 17:59
ID: 256208745
RECLAMAÇÃO DESCUMPRIMENTO DE PROMESSAS E EXPERIÊNCIA NEGATIVA NA COMPRA DE VEÍCULO ZERO KM
No dia 20/12/2025, realizei a compra de um veículo zero quilômetro, com a informação da vendedora de que o automóvel seria entregue no dia 24/12/2025.
Essa data era especialmente importante, pois eu já tinha uma viagem de férias programada com minha família para o dia 24/12, planejada com bastante antecedência. Além disso, meu veículo anterior já havia sido entregue, de modo que eu dependia do novo automóvel para realizar a viagem.
Infelizmente, a entrega prometida para o dia 24/12 não aconteceu. Fui então informado de uma nova previsão: 26/12/2025, às 16h.
Diante disso, e para não comprometer ainda mais nossas férias, fui obrigado a alugar um veículo para realizar a viagem, assumindo um custo que não estava previsto e que somente ocorreu porque o prazo inicialmente informado não foi cumprido.
No dia 26/12, retornei da viagem especificamente para retirar o veículo. O carro foi disponibilizado, porém surgiu um novo problema: o emplacamento também não estava pronto, apesar do que havia sido combinado.
Consequentemente, mesmo tendo retornado para buscar o automóvel, não pude seguir viagem com ele, pois não considerava adequado pegar a estrada sem que o veículo estivesse devidamente emplacado. Tivemos novamente que reorganizar nossos deslocamentos e nossas férias.
O emplacamento somente foi concluído no dia 29/12/2025.
Toda essa situação trouxe transtornos, deslocamentos adicionais, despesas não previstas e, principalmente, interferiu diretamente em uma viagem familiar que havia sido planejada durante todo o ano.
Foi justamente diante de todos esses problemas que, no momento da entrega do veículo, presencialmente, a vendedora Júlia foi cordial conosco e informou que, como forma de compensar os transtornos enfrentados, a primeira revisão do veículo seria oferecida gratuitamente.
É importante destacar que essa oferta foi realizada verbalmente e presencialmente durante a entrega do automóvel. Naquele momento, não havia qualquer motivo para desconfiarmos da palavra da profissional que representava a concessionária ou para exigirmos que a promessa fosse formalizada por mensagem.
Posteriormente, após alguns dias de utilização, percebemos também manchas nos bancos e na lataria do veículo. Ao comunicarmos a situação, a mesma vendedora nos ofereceu, como forma de solução, polimento do veículo e proteção/blindagem dos bancos.
Na ocasião, fui informado de que ela sairia de férias e que, após seu retorno, poderíamos agendar esses serviços.
O tempo passou e chegou o momento da primeira revisão. Como não consegui realizar o agendamento por telefone, fui pessoalmente até a concessionária.
Ao chegar, informei à atendente que a primeira revisão havia sido oferecida como cortesia em razão de todos os transtornos ocorridos durante a compra e entrega do veículo. Para minha surpresa, fui informado de que não havia qualquer registro dessa cortesia no sistema.
No mesmo momento, entrei em contato com a vendedora Júlia. Para minha surpresa ainda maior, ela negou ter oferecido a revisão gratuita e recusou-se a cumprir aquilo que havia sido combinado, utilizando como justificativa justamente o fato de não existir uma mensagem ou registro escrito comprovando a oferta.
Após uma longa discussão, solicitei o contato da gerente da concessionária, esperando que a situação pudesse ser analisada com mais cuidado e bom senso. Entretanto, a gerência manteve a posição da vendedora, utilizando basicamente a mesma justificativa: como não havia registro do serviço ofertado, a concessionária não reconheceria o compromisso assumido verbalmente.
Esse é um dos pontos que mais me causou indignação.
A ausência de um registro interno ou de uma mensagem escrita não muda o fato de que a promessa foi realizada verbalmente, presencialmente, no momento da entrega do veículo.
Como consumidor, agi de boa-fé e confiei na palavra da profissional que naquele momento representava a concessionária. Não me parece razoável que meses depois a ausência de um registro, que poderia, inclusive, ter sido realizado pela própria empresa, seja utilizada como justificativa para simplesmente negar que o compromisso existiu.
Em outras palavras, não considero correto que uma eventual falha de formalização ou registro interno seja transferida ao consumidor, principalmente quando a oferta partiu espontaneamente da própria representante da concessionária como forma de compensar uma sequência de problemas ocorridos na entrega do veículo.
Quero deixar muito claro que esta reclamação não é motivada pelo valor financeiro de uma revisão.
O que está em discussão é algo muito mais importante: a confiança estabelecida entre consumidor e empresa e o cumprimento da palavra dada.
Comprei um veículo zero quilômetro esperando que esse momento proporcionasse satisfação, segurança e uma boa experiência para minha família. O que vivenciamos, entretanto, foi uma sucessão de situações frustrantes:
Prazo de entrega inicialmente prometido não cumprido;
Necessidade de locação de outro veículo para não perdermos nossa viagem;
Despesas adicionais não previstas;
Retorno da viagem especificamente para retirada do veículo;
Impossibilidade de utilizá-lo por falta do emplacamento;
Necessidade de novos deslocamentos;
Identificação posterior de manchas nos bancos e na lataria;
E, finalmente, a negativa de uma cortesia que havia sido expressamente oferecida verbalmente como compensação pelos transtornos anteriores.
Mais desagradável ainda foi ter minha palavra colocada em dúvida ao tentar utilizar um benefício que eu sequer solicitei, mas que foi espontaneamente oferecido pela própria vendedora.
Se a revisão gratuita tivesse sido uma exigência minha e a concessionária tivesse recusado naquele momento, seria uma situação completamente diferente. O problema é que a própria empresa, por meio de sua representante, ofereceu a cortesia e criou essa expectativa para posteriormente negar que isso tenha acontecido.
Senti-me profundamente desrespeitado como cliente e consumidor.
Não considero razoável que uma empresa faça uma promessa ao consumidor para amenizar uma experiência negativa e, meses depois, simplesmente negue que essa promessa tenha existido sob a justificativa de que não há nada registrado.
Por isso, registro formalmente esta reclamação e solicito que a concessionária e a própria marca analisem o caso com a devida atenção, considerando não apenas o episódio da revisão, mas todo o histórico ocorrido desde a aquisição do veículo.
Minha solicitação é objetiva: que seja cumprida a primeira revisão gratuita que nos foi oferecida verbalmente no momento da entrega do veículo, bem como que sejam respeitados os demais serviços oferecidos para solucionar os problemas identificados nos bancos e na lataria, caso ainda estejam pendentes.
Depois de toda essa sequência de acontecimentos, minha experiência com a concessionária e, consequentemente, com a própria marca ficou completamente comprometida.
Recorro agora aos canais oficiais de defesa do consumidor não apenas pelo aspecto financeiro, mas principalmente para que os compromissos assumidos durante uma relação de consumo sejam respeitados.
Espero que a empresa reveja sua posição, apure internamente o ocorrido e apresente uma solução justa e compatível com a relação de confiança que se espera na aquisição de um veículo zero quilômetro.