Reclamação sobre falhas graves na prestação de serviço e desorganização no Country Resort Barretos

Não respondida
Presidente Prudente - SP
18/04/2026 às 15:27
ID: 246405191
Venho formalizar reclamação em face do Country Resort Barretos, referente à hospedagem realizada no período de 12 a 18 de abril, diante de uma sequência de falhas graves na prestação de serviço, caracterizando desrespeito ao consumidor conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.
A experiência negativa teve início já no check-in, com total desorganização, filas excessivas e demora injustificável, sem qualquer prioridade ou consideração, mesmo estando com uma criança de 2 anos no colo e acompanhada de meus sogros, ambos idosos.
O estacionamento é completamente desorganizado, sem separação entre visitantes do parque e hóspedes, e o próprio estabelecimento se exime de qualquer responsabilidade por furtos, o que demonstra negligência com a segurança do consumidor.
Ao contratar o regime de meia pensão, fui submetida a uma prestação de serviço incompatível com o valor pago, configurando prática abusiva (art. 39 do CDC). A alimentação era extremamente repetitiva, sem variedade e, em diversas ocasiões, insuficiente. Houve situações em que a mistura acabou, restando apenas pele de frango, obrigando hóspedes a aguardarem reposição em fila, o que é inadmissível para um estabelecimento que se apresenta como resort.
Outro ponto extremamente incômodo foi a abordagem insistente e diária de vendedores dentro do próprio resort para aquisição de cotas imobiliárias, interferindo diretamente no descanso dos hóspedes.
O ponto mais grave refere-se às condições do quarto. Os colchões encontravam-se em estado precário, impróprios para uso. Eu e meu marido, ambos com problemas de coluna, tivemos agravamento do quadro, sendo necessário uso de medicação. Diante da situação, meu marido foi obrigado a dormir no sofá e eu no chão com minha filha. Ressalto que estava acompanhada também de meus sogros idosos, o que torna a situação ainda mais grave e desrespeitosa.
Importante destacar que realizei reclamações formais junto à recepção já nos primeiros dias de hospedagem, sem que qualquer providência efetiva fosse tomada, evidenciando total descaso e negligência por parte do estabelecimento.
Além disso:
Piscinas apresentavam sujeira visível, com resíduos e espuma, demonstrando falta de manutenção adequada;
Roupa de cama não foi trocada durante toda a estadia, mesmo sendo uma hospedagem prolongada;
Atividades infantis eram cobradas à parte, o que contraria a expectativa gerada pela proposta de resort;
Para agravar ainda mais a situação, precisei encerrar a estadia antecipadamente e solicitei o reembolso proporcional das refeições não usufruídas, o que foi injustificadamente negado. Foi sugerida apenas a troca por outra refeição, o que não solucionava o prejuízo, uma vez que ainda implicaria perda de outros serviços pagos. Também solicitei desconto no consumo final, igualmente negado.
Diante de todos os fatos, fica evidente:
Falha na prestação de serviço (art. 14 do CDC);
Descumprimento da oferta (art. 30 e 35 do CDC);
Prática abusiva em relação ao valor cobrado versus qualidade entregue (art. 39 do CDC).
Ressalto que o valor pago é incompatível com a realidade do serviço prestado, sendo evidente o prejuízo material e moral suportado.
Diante disso, exijo posicionamento e solução adequada, com restituição parcial dos valores pagos ou outra forma de compensação justa.
Caso não haja solução, tomarei as medidas cabíveis junto aos órgãos de defesa do consumidor e esfera judicial.