Reclamação sobre iPhone 15 Pro seminovo com defeito na bateria e outros problemas, e recusa de restituição pela Appeletro.

Não respondida
São Paulo - SP
28/08/2026 às 10:28
ID: 257616319
RECLAMAÇÃO APPELETRO
Problemas apresentados desde a compra de iPhone 15 Pro seminovo, sucessivas tentativas de solução, divergências nas informações prestadas pela loja e recusa de restituição
Venho registrar minha reclamação e profunda insatisfação com a Appeletro, diante de uma situação que venho tentando resolver diretamente com a empresa desde pouco depois da aquisição do aparelho, sem sucesso.
Entrei em contato com a loja em 01/07/2026 para consultar os valores dos aparelhos. Analisei a tabela enviada pela empresa e perguntei sobre a possibilidade de desconto para pagamento à vista. Fui informada de que não havia desconto, mas que o aparelho viria com capinha, película e cabo.
Também fui informada de que o aparelho teria 8 meses de garantia, o que foi um dos fatores que me transmitiu segurança para realizar a compra, pois entendi que uma loja especializada em aparelhos seminovos que oferece esse período de garantia deveria entregar um produto em boas condições de funcionamento.
Realizei a compra presencialmente em 23/07/2026, adquirindo um iPhone 15 Pro.
Pouco tempo depois, em 25/07/2026, entrei em contato com a loja informando que a câmera frontal do aparelho apresentava problema. Inicialmente houve resistência em realizar a troca, mas posteriormente o aparelho foi substituído por outro iPhone 15 Pro.
O segundo aparelho entregue era de cor azul. A câmera estava funcionando, porém, já nos primeiros testes, percebi um problema muito grave na duração da bateria.
Em 28/07/2026, apenas alguns dias após receber o aparelho substituído, entrei novamente em contato com a empresa para informar expressamente que o segundo iPhone apresentava problema na bateria.
Ressalto que praticamente não utilizei o aparelho. Não coloquei sequer meu iCloud nele, pois estava realizando apenas testes. Mesmo desativando recursos que poderiam consumir bateria, o aparelho apresentava uma descarga extremamente rápida.
Em um dos testes, deixei o aparelho com aproximadamente 75% de bateria e, posteriormente, ele chegou a desligar. Em outro teste, carreguei o aparelho até aproximadamente 99%, deixei-o sem utilização durante a noite e, mesmo assim, acordei com apenas 31% de bateria.
Comuniquei imediatamente o problema à loja e expliquei que havia pago um valor maior justamente pela expectativa de receber um aparelho com uma bateria em boas condições.
Diante disso, solicitei a devolução do meu dinheiro. A loja informou que, segundo eles, teria 30 dias para tentar solucionar o problema e que, caso não fosse solucionado, fariam o reembolso.
Posteriormente, a empresa solicitou que eu levasse o aparelho para avaliação. Eu inicialmente queria a troca por outro aparelho, e a própria empresa chegou a tratar a possibilidade de troca comigo.
Durante essa situação, inclusive, houve uma discussão na loja porque eu queria que ficasse documentado que o aparelho seria trocado. Cheguei a solicitar a presença de uma viatura para que fosse formalizado o compromisso, pois naquele momento eu ainda não havia recebido a nota fiscal e queria um documento registrando o que estava sendo combinado. Posteriormente, a empresa forneceu um documento e eu cancelei a solicitação da viatura.
Em 03/08/2026, após novas conversas, aceitei que a empresa tentasse solucionar o problema, inclusive porque eu tinha uma viagem programada e precisava do celular. Entretanto, deixei claro que precisava saber quando o aparelho seria devolvido, pois não queria ficar indefinidamente sem o equipamento.
O aparelho somente me foi devolvido em 12/08/2026.
Ao recebê-lo, constatei que o problema continuava. Ou seja, o problema da bateria não havia sido solucionado.
Em 14/08/2026, entrei novamente em contato com a empresa solicitando a restituição do valor, justamente porque o problema permanecia.
A partir daí, a justificativa da empresa passou a ser de que a bateria daquele aparelho seria assim mesmo e que eu teria escolhido um aparelho que não atendia às minhas expectativas.
Discordei, pois não se tratava de uma simples questão de expectativa ou preferência: eu havia relatado um problema concreto de funcionamento da bateria desde os primeiros testes.
Durante as conversas, a empresa também passou a afirmar que não teria obrigação de devolver o dinheiro porque se tratava de um aparelho seminovo/usado comprado presencialmente.
Buscando resolver a situação de forma amigável, cheguei inclusive a propor que a empresa me devolvesse R$ 3.400,00, embora eu tivesse pago R$ 3.600,00, apenas para encerrar a situação e evitar maiores transtornos.
Mesmo aceitando receber menos do que havia pago, não houve acordo.
Também fui ofendida durante as tratativas, sendo chamada de [Editado pelo Reclame Aqui] e acusada de estar agindo de má-fé porque mencionei que tinha uma viagem para o Paraguai e que, caso recebesse meu dinheiro de volta, poderia comprar outro aparelho.
Esclareço que mencionar uma viagem ou a intenção de utilizar meu próprio dinheiro para adquirir outro aparelho não muda a origem do meu pedido: estou solicitando a restituição porque o produto apresentou problemas e a situação não foi solucionada de forma satisfatória.
Outro ponto importante é que, durante as conversas, a própria empresa afirmou que, caso o aparelho retornasse com defeito, faria o reembolso, inclusive mencionando a possibilidade de substituição por outro aparelho.
Posteriormente, porém, a empresa mudou seu posicionamento e passou a afirmar que não teria obrigação de devolver o dinheiro e que pretendia apenas realizar outro reparo no mesmo aparelho.
Em determinado momento, a própria empresa também me orientou a levar o aparelho à Apple para verificar se havia algum problema ou peça danificada.
Segui exatamente essa orientação.
Como eu ainda não havia utilizado efetivamente o aparelho e queria descobrir o que realmente estava acontecendo, levei o iPhone para avaliação na iPlace.
Em 25/08/2026, foi emitida a Ordem de Serviço n *****, referente ao aparelho.
A avaliação técnica constatou problemas na:
rede celular;
microfone inferior esquerdo;
microfone inferior direito;
duração da bateria.
Além disso, durante a análise visual externa, a assistência técnica registrou que o aparelho apresentava marcas de modificações e que estava fora dos padrões de qualidade Apple.
O documento informa ainda que, diante dos problemas apresentados e das condições do equipamento, o aparelho não estava qualificado para reparo, sendo indicada a troca completa da unidade.
Há ainda uma questão que descobri somente após essa avaliação.
O aparelho que me foi entregue fisicamente possui carcaça azul, porém a Ordem de Serviço da iPlace identifica o equipamento como:
iPhone 15 Pro, 128 GB, BLACK.
Eu não fui informada previamente de qualquer modificação na carcaça ou alteração dessa natureza. Somente tomei conhecimento dessa situação após levar o aparelho para avaliação técnica.
Ressalto que não estou afirmando que a assistência técnica tenha identificado especificamente uma determinada peça como não original. O que consta no documento é que foram observadas marcas de modificações e que o aparelho estava fora dos padrões de qualidade Apple.
Encaminhei o laudo à empresa e, mesmo diante dessas informações, a loja continuou recusando a restituição do valor e também recusou a substituição por outro aparelho.
A empresa insiste que deseja encaminhar o mesmo aparelho novamente para seu técnico, para que seja realizado um reparo.
Ocorre que esse ponto me causa grande preocupação, pois anteriormente a própria empresa havia informado que seu técnico teria avaliado o aparelho e que ele estaria em perfeito estado, enquanto posteriormente a avaliação realizada na iPlace constatou diversos problemas.
Além disso, a própria empresa informou nas conversas que já havia realizado um laudo no aparelho antes de ele sair da loja, afirmando possuir documentação sobre suas condições.
Diante disso, solicito que a empresa apresente esse suposto laudo realizado antes da entrega do aparelho, para que possa ser confrontado com a Ordem