Acidente com motocicleta elétrica devido a peça quebrada e mau atendimento da Bee Green

Não respondida
Santos - SP
07/07/2026 às 14:57
ID: 253312607
Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento prestado pela Bee Green da Avenida Washington Luís, em Santos/SP, após um grave acidente envolvendo minha motocicleta elétrica e, principalmente, pela forma como o caso foi tratado pela empresa.
No dia 30/06/2026, por volta das 9h20, eu trafegava com minha motocicleta elétrica pela ciclovia da Rua João Pessoa, em Santos/SP. Ao atravessar o cruzamento com a Rua Amador Bueno, a motocicleta repentinamente perdeu a estabilidade, começou a girar e fui arremessada ao solo.
Após a queda, fui auxiliada por um rapaz que trabalha em um carrinho de pastel nas proximidades e por outras pessoas que estavam no local. Em razão do acidente, sofri pancadas na perna direita e no ombro esquerdo, sendo que a motocicleta ficou sobre minha perna após a queda.
Ao me levantar, tentei ligar e conduzir a motocicleta, porém o veículo não se movimentava. Nesse momento, fui alertada por uma das pessoas que me prestavam auxílio de que o paralama havia se partido e travado a roda. Foi constatado que a quebra do paralama ocasionou o travamento da roda, fato que provocou a perda de controle da motocicleta e o acidente.
Após a remoção do paralama danificado, conduzi a motocicleta empurrando-a até a Avenida Visconde de São Leopoldo, n 530, onde acionei um serviço de guincho. O veículo foi encaminhado à loja Bee Green.
Meu filho acompanhou a entrega da motocicleta na loja e relatou ao vendedor Marcelo todos os detalhes do acidente. Mesmo diante da informação de que houve uma queda causada pelo rompimento de uma peça e pelo travamento da roda, a postura adotada foi extremamente preocupante. O vendedor Marcelo simplesmente subiu na motocicleta, deu uma volta com o veículo e afirmou que não havia nada de errado. Não foi realizada, ao menos na minha presença ou com qualquer comunicação formal, uma análise técnica detalhada para apurar as causas da quebra da peça e do acidente.
Posteriormente, a motocicleta foi ligada e liberada para meu filho. Fomos informados verbalmente de que o paralama não estaria coberto pela garantia, sem que houvesse, até onde tenho conhecimento, qualquer perícia ou avaliação técnica destinada a verificar eventual defeito de fabricação, vício oculto ou falha mecânica que pudesse ter causado a quebra da peça e colocado em risco a segurança do condutor.
Além disso, o atendimento pós-venda foi extremamente decepcionante. Meu filho foi informado de que o reparo custaria aproximadamente R$ 850,00. Em contato telefônico, questionei se não seria possível verificar o conjunto mecânico da motocicleta, especialmente amortecedor e demais componentes relacionados ao acidente, para identificar a causa da quebra do paralama e do travamento da roda. A resposta foi que isso não seria feito.
Também fui informada, de forma equivocada, que eu não teria direito de registrar boletim de ocorrência porque não havia terceiros envolvidos no acidente. Ao tentar dialogar sobre a necessidade de apuração da responsabilidade do fornecedor diante de uma falha que comprometeu a segurança do produto, recebi uma postura pouco colaborativa, sendo informada de que eu poderia ingressar com ação judicial, pois a proprietária também seria advogada.
Dias depois, meu filho retornou à loja para solicitar orçamento formal e a negativa da garantia por escrito. Novamente não houve qualquer preocupação em investigar a origem da falha ou compreender as circunstâncias do acidente. Pelo contrário, foi apresentado orçamento ainda mais oneroso, enquanto a única preocupação demonstrada foi o agendamento da revisão periódica.
Após o ocorrido, passei a sentir dores recorrentes nas pernas em decorrência da queda, motivo pelo qual procurei atendimento médico na UPA em 03/07/2026 para realização de exames e avaliação das lesões sofridas.
O que mais me causa indignação não é apenas a negativa da garantia, mas a absoluta falta de interesse em apurar um acidente que poderia ter tido consequências muito mais graves. Uma peça da motocicleta se rompeu durante o uso normal, travou a roda e provocou uma queda. Trata-se de uma situação que envolve segurança do consumidor e merece investigação séria e responsável.
Fico imaginando o que poderia ter acontecido se meu filho estivesse utilizando a motocicleta em uma avenida movimentada ou realizando uma travessia no momento em que a roda travou. As consequências poderiam ter sido irreparáveis.
Como consumidora, esperava acolhimento, análise técnica adequada e comprometimento com a segurança do produto comercializado. Em vez disso, encontrei descaso, falta de empatia e ausência de qualquer iniciativa para identificar a causa do problema.
Solicito que a Bee Green apresente esclarecimentos formais sobre as causas da quebra do paralama, informe quais análises técnicas foram efetivamente realizadas, reavalie a negativa de garantia e se manifeste sobre sua responsabilidade pelos danos decorrentes do acidente.
Meu objetivo não é apenas buscar uma solução para o meu caso, mas evitar que outros consumidores passem pela mesma situação.